Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Na sexta, uma música

Embora não seja o dueto mais empolgante dos irmãos André e Ana Paula Valadão, gosto dessa música. Fala da intensidade do amor de Deus pelo homem. Não somos dignos, mas o Pai nos alcança e nos aceita em sua presença. É misterioso, incompreensível.

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Qual o verdadeiro sucesso profissional?

Quero refletir com você sobre sucesso profissional. Bem, neste post, não pretendo orientá-lo a respeito do que deve fazer para ser uma pessoa de sucesso. Na verdade, quero tratar dessa questão sob uma outra perspectiva.

Há mais de um de ano, uma das revistas que estão sobre minha mesa tem a seguinte manchete: “Decisões de sucesso”. Trata-se da edição de abril do ano passado da revista Você S.A. O tema principal da publicação são decisões que fazem a diferença na consolidação de uma carreira profissional e no desempenho dos negócios.

Caro leitor, atualmente há milhares de revistas e livros que abordam diferentes aspectos da vida profissional. São dicas úteis, importantes e que, quando bem aplicadas, podem realmente impactar a nossa carreira.

Entretanto, ultimamente tenho pensado muito sobre o que representa esse sucesso. Que tipo de prazer proporciona ser o melhor na sua profissão? Existe felicidade no coração daquele que conquista todos os bens que sempre sonhou?
Dia desses uma mulher simples, zeladora, me perguntou quanto tempo trabalho diariamente. Respondi que começo meu dia por volta das seis e meia e quase sempre entrego minhas últimas atividades profissionais perto das 23h30. Afinal, são dois empregos e mais algumas obrigações extras.

Essa mulher, na simplicidade dela, perguntou: mas é preciso trabalhar tanto? Prontamente, respondi que sim. Preciso trabalhar muito. Tenho um compromisso com a família... Quando me casei há mais de 16 anos fiz um compromisso com minha esposa de tentar ser o melhor marido e isso incluía dar segurança financeira a ela e aos filhos que iriam nascer.

Hoje, trabalho muito para cumprir meu compromisso pessoal e para dar a minhas crianças uma educação de qualidade, manter o alimento na mesa e ainda proporcionar algum tipo de lazer a minha família.

Mas, sabe caro leitor, aquela pergunta continua repercutindo em meu coração. Não tenho uma folga financeira que me permita abrir mão das minhas atividades, mas, pense comigo, quantas vezes temos sido movidos apenas pela busca de uma carreira de sucesso, abandonando outros tantos valores e coisas que deveriam ser prioridade em nossa vida?

Pense um pouco mais: do que vale todo o sucesso profissional e não ter uma família estruturada, filhos ao redor da mesa, uma esposa ou um esposo que são de fato companheiros na jornada dessa vida?

Conheço pessoas que em nome da carreira profissional não tiveram filhos. Conheço outras que preferiram se casar duas, três vezes que abrir mão da carreira. Tem aquelas que tentam conciliar carreira e família, mas priorizam apenas o sucesso profissional. Com isso, os filhos crescem abandonados e, quando chegam à adolescência, tornam-se revoltados e encontram satisfação no mundo das drogas.

Concluo nossa coluna esta reflexão... Nossa busca por sucesso muitas vezes nos faz esquecer que aqui nesta terra estamos apenas de passagem. Quem se empenha em conquistar bens, riquezas, prazeres, pode estar esquecendo de cuidar da alma, do coração, da família, dos amigos.

Quanto ao nosso sustento, aquilo que precisamos para ter uma boa vida aqui na terra, o pensamento bíblico de Mateus 6, verso 26 pode responder melhor que eu as nossas preocupações:

“Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?”.

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Celular para criança

Considero um erro dar um celular para crianças pequenas. Mas tem sido cada vez mais comum encontrar meninos e meninas com 7, 8 anos carregando um desses aparelhinhos. Modismo desnecessário.

Para entender por que não dar um celular para uma criança nessa idade, veja aqui um vídeo com o educador e psiquiatra Içami Tiba. Aqui ele responde a pergunta de uma internauta do UOL Educação.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Ontem, hoje, amanhã

Por que planejamos tanto o futuro ignorando o presente? Nosso hoje é o amanhã de ontem. Ontem, pensávamos no que faríamos hoje. E agora desprezamos o hoje, porque estamos ocupados demais com o amanhã. Assim vivemos dia após dia abdicando da vida e do que de melhor ela nos proporciona.

Gostamos da vida, mas sempre achamos que o melhor ainda está por vir. Às vezes me pego projetando como serão meus dias quando aposentar. Imagino o que vou fazer. Penso na possibilidade de dormir até mais tarde, descansar após o almoço, encontrar amigos, ter mais tempo para ler, escrever… Quem sabe até o livro que alguns amigos andam sugerindo.

São planos, projetos. Não significa que a vida hoje seja ruim. Pelo contrário. Tem momentos maravilhosos. Mas o que está nos sonhos parece mais encantador.

Talvez você não pense tão distante como eu… Afinal, minha aposentadoria – se é que algum dia tenha coragem, de fato, de parar de trabalhar – está para daqui 25, 30 anos. Mas creio que também tem planos. Todos nós temos.

Meus filhos têm os deles. Sonham ser adultos. Acham que ser adulto é o máximo. Vão poder assistir os filmes que desejam, sair com os amigos, dirigir o próprio carro, terão a própria casa e não serão cobrados pelas toalhas que esquecem sobre a cama e nem pelos brinquedos espalhados pelo chão. Ah… e nem escutarão mais a mãe pedir que ajudem a lavar e secar as louças.

Essas pequenas coisas que hoje não incomodam os adultos parecem um peso na infância. Por isso, as crianças vêem o universo adulto com uma certa inveja. Eles querem conquistar o direito de tomarem as próprias decisões, almejam o dia em que serão livres. Liberdade que desconhecem. Mas que faz parte do imaginário infantil.

Hoje, muitos de nós gostaríamos de retornar aos nossos primeiros anos de vida. Naquele tempo não nos ocupávamos das responsabilidades que agora temos. Quando olhamos para trás tudo parece muito simples. Tínhamos, inclusive, alguém que decidia por nós. Sentíamo-nos seguros. Errar poderia custar alguma repreensão – quem sabe até umas palmadas -, mas nunca perdíamos tanto. Sempre havia alguém para ajuntar os “cacos”.

Quando me pego olhando demais para o amanhã, idealizando o futuro, procuro exercitar a razão. Confesso que não é fácil. Porém, tento recordar da infância e ver que no passado também plantei muitos sonhos. Projetei os dias de hoje. Acreditava que eles seriam os melhores da minha vida. Por isso, não posso perder a oportunidade. Se deixá-los escapar, meus dias terão passado vazios.

O hoje é o único momento que verdadeiramente me pertence. A infância, a adolescência, a juventude são lembranças; também não podem ser alcançadas. E o futuro… Ah, o futuro só será realmente bom se souber aproveitar o aqui e agora. Do contrário, viverei de lembranças e com as culpas de ter deixado a vida passar.

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Na sexta, uma música

Tem músicas que são significativas. Possuem as características apontadas por Platão para uma arte ser bela. É o caso desta canção. Ouça e inspire-se. Que Deus te abençoe.

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Dominados pelo telefone

Tenho algumas manias. Como todo mundo. Claro, algumas são boas. Outras, nem tanto. Entretanto, só quem convive comigo pode avaliá-las melhor.

Entre os hábitos que tenho está o de desligar o celular sempre que vou falar com alguém. Quem geralmente liga para mim reclama: “por que não mantém o celular ligado?”. Outros dizem: “por que você tem celular, se está sempre desligado?”.

Embora não satisfaça quem está do outro lado da linha, entendo isto como uma forma de respeito à pessoa que está diante de mim. Afinal, não é nada agradável estar conversando com alguém e o telefone tocar.

Na semana passada, estava conversando com um conhecido que não via há algum tempo. Era um papo informal. Nada muito sério. Entretanto, no meio da conversa, o celular dele tocou. Tirou o aparelho do bolso e simplesmente interrompeu a ligação. Não fez comentário algum. Apenas continuou a conversa, como se nada tivesse acontecido.

Minutos depois, quando sentei diante do computador, postei no Twitter:

“Ganha minha admiração quem – quando está falando comigo e toca o celular – tem a capacidade de desligar o aparelho.”

Volto a dizer. É uma questão de respeito. Os telefones são importantes. Quem está do outro lado tem um motivo para ligar. Certamente precisa completar a ligação. Mas o que define a urgência de atendê-lo? O que justifica a ligação ser mais importante que a pessoa que está diante de mim?

Na verdade, tornamo-nos reféns desse aparelho. Ele é capaz de interromper qualquer conversa, qualquer reunião. Nas empresas, muitas vezes, a produtividade é diretamente afetada pelas constantes ligações.

Não foram raras as vezes que passei minutos e minutos, quase horas, na sala de alguém tentando discutir algum assunto, mas não conseguia por causa do “simpático” telefone. A cada frase, uma ligação. Impossível.

Desperdiça-se um tempo enorme, de duas ou mais pessoas, pelo simples fato de não haver capacidade para manter o aparelho desligado por alguns minutos.

Na verdade, a impressão que tenho é que a pessoa ali a sua frente não está presente. Ela é o típico “presente, ausente”. Tem-se o corpo físico, mas não se tem a mente, o coração.

Culpa da tecnologia? Não. As ferramentas tecnológicas não podem ser responsabilizadas por nossa incapacidade de lidar com elas e priorizar o que de fato é prioritário.

Por isso, quando o outro se mostra disposto a não atender o telefone, é como se estivesse dizendo: “você é importante. Nossa conversa me interessa. Quero ouvi-lo. Estou falando com você… Nada mais importa”.

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Kleber Lucas, Meu Alvo - Uma breve crítica

Não sou crítico de música. Mas tenho algumas exigências estéticas. Por isso, não é tudo que tolero. É verdade que, às vezes, abro exceções para algumas canções vazias, mas que têm um certo encanto - pelo ritmo, melodia ou até por causa da interpretação do artista (é o caso da dupla Rayssa e Ravel).

O CD que está rodando no carro esta semana é o novo do Kleber Lucas, Meu Alvo. Já disse aqui que gosto de ouvi-lo. O Kleber é um dos poucos artistas contemporâneos que conseguem surpreender o público. O álbum anterior, Comunhão, é um exemplo. Esperava um novo disco ao vivo, "barulhento", e ele apareceu com músicas mais tranquilas, tudo feito em estúdio, sem ruídos e "glórias e aleluias".

Meu Alvo já é mais barulhento. Tem a cara do Kleber. Canções ritmadas, um som mais agressivo. Entretanto, ele conseguiu mais uma vez fazer de cada música uma música. Letras autênticas, originais, reflexivas - um chamado à santidade e à adoração. Numa delas, Graça, tem espaço até para uma espécie de coral. Fantástico.

Por que estou falando do Kleber? Porque ultimamente está difícil ouvir a maioria dos lançamentos de música cristã contemporânea. Exemplo. Anos atrás, quando o André Valadão surgiu com Milagres, fiquei encantado. Como não sou muito fã de vozes masculinas, rapidamente selecionei-o como uma das minhas exceções. Até hoje é impossível não cantar a música título. Linda. Inspiradora. Entretanto, ao ouvir o álbum "Sobrenatural", fiquei com a impressão de ter escutado uma única música. Cansativo.

Por essas e outras, a gente vai ficando restrito a alguns poucos artistas que ainda conseguem nos surpreender.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Reconhecendo nossos sentimentos

Há dias em que se tem o desejo de nada dizer. O silêncio é tudo que se anseia. Tendo como “sobremesa” o fim do dia. Pelo direito de um novo começo.

Com todos é assim. Claro, alguns sofrem mais diante de coisas que não dão certo. Ficam incomodados, entristecidos, divagando no meio do nada em busca de resposta para aquilo que, por si só, já nasceu sem solução.

Lembro agora de um dizer que não sei onde ouvi. “O que não tem solução, solucionado está”.

É verdade. Às vezes, sofremos por coisas que não temos controle. Por que isto acontece? Porque é de nossa natureza. O homem é esse ser complexo, quase incompreensível.

Como disse, cada um de nós responde de maneira diferente ao que ocorre conosco. Tem gente com a incrível capacidade de não se deixar afetar pelo que de negativo acontece em seu dia. Outros reagem de forma profunda. Sentem-se incapaz de prosseguir em suas atividades. Tudo parece negro.

Quem experimenta os sentimentos de forma tão intensa geralmente perde a chance de viver coisas positivas. Parece uma neurose. Foca-se no problema e o que há de bom é simplesmente ignorado. E, ainda que seja difícil acreditar, sempre há coisas boas acontecendo. Nossos dias são de derrotas e vitórias. Quando se esquece de comemorar as conquistas, valoriza-se demais as frustrações abrindo espaço para outros fracassos.

O primeiro passo para superar esse tipo de comportamento é reconhecer que não é bom viver assim. É necessário identificar o desequilíbrio. As decepções não devem ser superdimensionadas.

É verdade que não controlamos plenamente nossos sentimentos. Ninguém é capaz de dizer para si mesmo: “não vou ficar triste”. Mas é possível se esforçar para romper as barreiras criadas pelas circunstâncias desfavoráveis.

- Olhe pra você. Veja o quanto é capaz. Reconheça seu potencial. Identifique as coisas boas do seu dia, da sua vida – podem ser pequenas, mas elas estão aí. Ria da vida, inclusive dos tropeços, dos desencontros. Chore, se necessário. Mas não ignore que o desabafo nunca deve ser mais intenso do que você significa de fato – do ser humano que você é.

Sabe, conhecer a si mesmo faz uma enorme diferença. Nossos sofrimentos quase sempre permanecem sem sentido, porque desconhecemos nossos desejos, potenciais e fragilidades. Olhamos pouco para dentro de nós. Preferimos ver aqueles que estão ao nosso redor. Chegamos ao ponto de saber mais a respeito dos outros do que sobre quem somos.

Concluo dizendo, nossa caminhada por aqui se tornará mais leve, agradável, feliz – com direito a ter paz de espírito – quando soubermos quem somos. Isto nos fará capazes de responder melhor aos nossos próprios sentimentos.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Na segunda, uma música

O tempo nos faz cada vez mais seletivos. Aos poucos, o gosto vai mudando. Na música, aquilo que apreciávamos deixamos de ouvir. Sons que rejeitávamos, passam a nos tocar profundamente. Abaixo compartilho a música título do último show de um dos grupos que mais gosto de ouvir, Celtic Woman.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Papa diz que só Igreja Católica pode interpretar autenticamente a Bíblia

Quem tem direito de interpretar a Bíblia? Para o Papa, apenas a Igreja Católica. De acordo com Bento XVI, sem a mediação da igreja, a Bíblia é um livro selado.

A declaração foi feita no início da semana num encontro com estudantes e professores do Pontifício Instituto Bíblico. Categoricamente, o Papa sustentou que apenas a Igreja Católica pode interpretar "autenticamente" a Bíblia.

Tenho grande respeito pelos católicos. Mas, convenhamos, a declaração é absurda. A Bíblia é um livro sagrado. Entretanto, atribuir a uma igreja apenas a capacidade de interpretá-la é, no mínimo, menosprezar a inteligência das pessoas. Também é colocar-se numa posição de autoridade que Deus não deu a nenhuma igreja. Os próprios escritos sagrados não trazem nenhuma indicação de que o livro é selado, obscuro para os pobres mortais.

A afirmação do Papa é uma agressão as demais religiões. Mais que isto. É uma atitude de desrespeito aos cristãos fiéis, dedicados ao estudo, a busca do entendimento e da santificação por meio do conhecimento e da fé.

A compreensão da Bíblia nunca se deu e nunca se dará por meio de uma igreja, de uma religião ou de um líder religioso. Não são raras as citações bíblicas que apontam a necessidade do estudo da Palavra. Estudo este individual, sem a mediação da igreja ou de um líder.

Quando aprendemos apenas por meio de outros, e não na pesquisa pessoal, podemos ser manipulados, orientados a ter uma visão distorcida do "assim diz o Senhor". Basta observar a nossa volta. Quantos vivem um cristianismo fajuta por que não conhecem a Verdade? Notem, por exemplo, as bobagens ditas por alguns líderes que se utilizam da Bíblia para alardear a Teoria da Prosperidade. Eles alimentam o imaginário dos fiéis pregando que basta ter fé e disposição para dar dinheiro para igreja e todos os problemas financeiros estarão resolvidos.

Um texto precioso da Bíblia me vem à mente. Está no primeiro capítulo do Apocalipse.

Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas (verso 3).

O texto não diz apenas "bem-aventurado aqueles que ouvem". Também não diz somente "bem-aventurado aquele que lê". O escrito profético diz bem-aventurado aquele que lê e que ouve. Ou seja, não ignora a importância do mediador. Mas sustenta a necessidade da busca individual pelo conhecimento. E se existe a busca por si só do conhecimento, é porque a interpretação autêntica não está restrita apenas a uma instituição religiosa.

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Pedido de oração

Tenho recebido ligações e emails nos últimos dias. São de pessoas com problemas no casamento. Problemas graves, daqueles que a gente não se sente capaz de dar uma resposta. De fora, a gente olha o problema e até dá conselho. Mas só quem está vivendo o drama sabe dos sentimentos envolvidos, das pessoas que estão sofrendo e podem sofrer ainda mais. Por isso, faço aqui um pedido especial. Orem. Orem pelas famílias. Orem por suas famílias. E que Deus nos proteja, pois a família é o principal alvo do inimigo nos dias em que vivemos.

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Nocauteados pela pornografia

Embora seja um apaixonado pela internet, tenho medo dela. Ela garante riqueza de conhecimento e possibilidades de comunicação. Mas também é capaz de destruir vidas.

Já falei aqui sobre os riscos da intimidade na rede. Também tratei da possibilidade de se tornar um viciado na web. Comentei sobre os crimes que acontecem pela internet. Noutras ocasiões, apresentei argumentos a respeito da pornografia.

Hoje quero voltar a esse assunto sob a perspectiva de como muitos homens são afetados pelo mundo das imagens e vídeos de sexo disponíveis na rede mundial de computadores.

Fico impressionado com a facilidade de acesso a esse tipo de conteúdo. Até mesmo nos principais sites de notícias encontramos propagandas e links para páginas especializadas em sexo. Tem de tudo. Fotos que exploram a sensualidade, masturbação, imagens e vídeos de casais fazendo sexo e conteúdo homossexual.

Não quero aqui detalhar o tipo de material disponível nesses sites. Gostaria apenas de refletir a respeito disso.

Como disse, fico impressionado com a facilidade de acesso a esse conteúdo. Não está escondido. Não é preciso usar nenhum sistema de buscas. Não há necessidade de ser um especialista para encontrar fotos e vídeos. Basta estar diante da tela de um computador. Qualquer site informativo reserva espaço para esse tipo de "entretenimento".

Sabe amigos, ninguém está isento de sentir tentado a navegar por essas páginas. Na verdade, vou mais longe. Diria que poucos são aqueles que não se sentem seduzidos a dar uma espiadinha. Está tudo ali - a um clique. Um único movimento no mouse coloca você diante de um shopping de pornografia.

Resistir é uma tarefa difícil. É preciso estar revestido do Espírito Santo. E se você deu uma "folguinha" para Ele, a carne é fraca. Vai vacilar. Quando se der conta, já estará há alguns minutos - ou até horas - vendo um desfile de imagens e vídeos pornográficos. Estará nocauteado pelo diante da tela do computador.

Homens cristãos são homens. Dotados de uma natureza pecadora. Estão sujeitos à sedução. Os escritos sagrados mostram que não é apenas o conhecimento do que é santo, puro e bom que nos afasta do pecado. O apóstolo Paulo chegou a dizer que aquilo que ele quer, não é capaz de fazer; mas o que não quer, isto ele faz. O texto é claro ao mostrar que nossa natureza é voltada para o pecado.

Por isso, volto a dizer, só a busca constante do revestimento do Espírito pode nos dar força para vencer esse tipo de tentação. Não adianta dizer: livre-se do computador, da internet. Isto é retroceder. Mas é preciso ter coragem e fé para resistir.

Por fim, um recado às mulheres. Mulheres, cuidem de seus maridos. Não ignorem suas carências afetivas. Sejam sábias. Não quero aqui responsabilizá-las pelo pecado deles. Mas auxiliem seus esposos na busca da santidade. E, no que diz respeito ao sexo do casal, lembrem-se da recomendação do apóstolo Paulo: "Não vos priveis um ao outro" (1 Coríntios 7:5).

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

As mulheres estão infelizes

Homens e mulheres se orgulham do mundo que construíram após a década de 1960. Esse foi um período de grandes transformações. Sob vários aspectos. Desde a produção cultural, passando pela economia, até as mudanças de hábitos e costumes.

Foi na década de 1960 que as mulheres declararam sua independência. Buscaram oportunidades no mercado de trabalho, lutaram pela igualdade de seus direitos e assumiram seus desejos sexuais.

Mas o que parecia a realização de um sonho se transformou em frustração. Uma reportagem publicada pela revista Época desta semana revela que as mulheres estão infelizes. Elas nunca tiveram uma vida boa. Entretanto, hoje estão muito mais tristes.

Um estudo realizado por dois pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostra que houve um declínio da satisfação feminina nas últimas três décadas. Parece contraditório. Afinal, parte dessa insatisfação tem relação direta com as supostas conquistas da luta feminista iniciada na década de 1960.

Elas ampliaram seus horizontes. Mas o fato de terem espaço semelhante ao dos homens – no trabalho, na vida, no sexo – trouxe conflitos subjetivos. Os pesquisadores Betsey Stevenson e Justin Wolfers afirmam que “a vida das mulheres ficou mais complexa e sua infelicidade atual reflete a necessidade de realização em mais aspectos da vida, se comparados aos das gerações anteriores”.

Na prática, “as mulheres foram para a rua, mas mantiveram a responsabilidade emocional pela casa e pela família.” Como diz a jornalista Martha Mendonça, da Época, é o pesadelo da dupla jornada, física e emocional, que exaure as mulheres e destrói casamentos.

Exige-se demais das mulheres. Exigência esta, é preciso dizer, que nasce quase sempre na própria mulher. Elas sonham alcançar as mesmas posições e salários que os homens, buscam ter vida social e sexual ativa, querem ser mães e donas de casa eficientes, e ainda se sentem obrigadas a estar sempre jovens e bonitas.

É impossível dar conta de tudo. Quando se tem sucesso profissional, a vida pessoal – casamento e filhos – geralmente fracassa. Se a prioridade for o lar – cuidar do marido, dos filhos, do lar -, dificilmente haverá realização no mercado de trabalho.

A decisão é dela. Esta liberdade de escolher causa ansiedade, medo. Elas se pegam a questionar: o que é melhor? Carreira ou família? Não são raros os casos de mulheres que abriram mão do casamento para ter sucesso profissional e hoje relatam estar infelizes. Elas querem construir um novo relacionamento. Mas também não estão dispostas a abrir mão da carreira. Então, o que fazer?

Soma-se a essas incertezas a maior pressão de todas: a busca da beleza e da eterna juventude. Nunca se valorizou tanto o corpo belo e jovem. O apelo estético beira a irracionalidade. Por isso, quanto mais os anos passam mais frustradas ficam.

O estudo desses pesquisadores americanos sustenta essa tese: após os 40 anos, as mulheres estão mais infelizes. E não se trata de algo objetivo, que medidas práticas possam resolver. O conflito é interior, subjetivo, tem a ver com os desejos de realização, as projeções que se tem para a vida.

Por isso, estar de bem a vida é também uma escolha. Uma escolha de aceitação. De compreensão que na vida não se tem tudo que se quer. Como dizem por aí: ninguém pode abraçar o mundo. Ser bem-sucedido em tudo é impossível. É preciso priorizar e se satisfazer com as conquistas, sem lamentar as perdas que certamente existirão.

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

A busca por santidade

Estive nesse fim de semana em Umuarama. Participei do 28o Femusa. Um tradicional evento de música sacra promovido pela Igreja Adventista Central daquela cidade. Vivemos momentos especiais. O pastor Areli Barbosa, diretor de jovens da União Sul Brasileira, foi o pregador. A música ficou por conta do Grupo Interface, do Rio de Janeiro.

Durante a tarde, outros grupos participaram. O Coral Canto Jovem do IAP também esteve por lá.

Para mim, o programa foi significativo. Fui profundamente tocado. O encerramento trouxe uma mensagem poderosa. Como há muito tempo, experimentei a sensação de que o Senhor Jesus falava comigo. Foi sublime. Ainda sinto a mesma emoção. E o profundo desejo de viver algo novo na minha relação com Deus. É difícil explicar, mas gostaria que outras pessoas tivessem recebido a mesma bênção.

Em meu coração ficou o desejo de buscar a santidade. Hoje, enquanto pensava nisto, lembrei de uma música do Ministério Trazendo a Arca. Embora incomode os mais conservadores, a canção talvez ela represente um pouco aquilo que mais quero neste momento.

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

A ignorância de alguns de nossos líderes

O ótimo jornalista cristão Michelson Borges trouxe hoje em seu blog um breve comentário sobre o ceticismo do badalado escritor Dan Brown. Também apontou algumas lições que deveríamos aprender. Entre elas:

...erramos quando dizemos apenas que a ciência está equivocada (o que pode ser verdade) e a religião, certa; devemos analisar ambas à luz dos fatos e procurar, quando possível, harmonizá-las, mostrando que ciência experimental é uma coisa e hipóteses e modelos científicos são outra; é necessário que os líderes religiosos tenham certo aprofundamento em cultura geral e que admitam desconhecer algum assunto quando confrontados por perguntas específicas (isso é humildade); depois devem pesquisar a fim de dar respostas coerentes e satisfatórias...

Borges está correto. Sinto-me incomodado por notar que, muitas vezes, nossos líderes religiosos ignoram a ciência. Levam para o púlpito apenas as mesmas histórias, os argumentos de sempre. Muita teologia, mas quase nunca aplicada aos problemas cotidianos. Relacionar a Bíblia com a ciência - ou com a mídia, outra deficiência crônica das igrejas - é algo que raramente acontece.

Não podemos cobrar que nossos líderes sejam "experts" nesses temas. Mas precisam se atualizar. Defendo que nossos pastores, anciãos, presbíteros etc leiam o que sai na mídia. Deveriam ter acesso a revistas como Super Interessante, Galileu, Veja, Época entre outras para levar ao púlpito argumentos que serviriam de base aos fiéis, quando confrontados por tais conhecimentos. Também entendo que precisam ler Capricho, Toda Teen, Nova, Claudia, Vip etc a fim de terem domínio daquilo que está na boca de adolescentes, jovens, homens e mulheres.

Quando ignoram o conhecimento ofertado meios meios seculares, nossos líderes deixam brechas para os membros sejam presas fáceis de argumentos científicos e outros nem tanto, mas que afetam a vida e formam a crença da sociedade atual.

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

Nossa homenagem aos professores

O texto abaixo será gravado para a Novo Tempo nesta quinta-feira. É minha forma de homenagear os professores.

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Nessa quinta-feira comemoramos o Dia do Professor. Não é feriado. Mas algumas escolas estarão fechadas. Outras, aproveitaram o feriado de segunda-feira e só voltaram às aulas nessa quarta-feira.

Lembro que, quando eu era criança, as turmas promoviam festinhas para os professores. Estudava em escola pública. Então, junto com os coleguinhas, comprávamos alguns refrigerantes, salgadinhos e cantávamos parabéns. Era nossa forma de homenagear o educador.

Recordo que tínhamos muito respeito pelos professores. Podíamos até não gostar de alguns deles, mas os víamos como autoridades. Cheguei a experimentar a necessidade de me colocar de pé todas as vezes que certos professores, coordenadores ou o diretor entravam na sala. Já era uma época em que nem todos cobravam tal atitude. Mas havia aqueles mais conservadores.

Confesso que sinto saudade daqueles anos. As lembranças me fazem sentir o gosto da infância. Ela parece voltar, ainda que apenas em imagens, guardadas na memória.

Mesmo sem saber muito bem o que representava ser um professor, já desejava me tornar um educador. Sempre tive prazer em estudar. Ter um bom desempenho era minha meta. Por isso, ainda que a vida tenha me levado por outros caminhos, nunca deixei de sonhar com a sala de aula.

Quando fui fazer jornalismo, já casado, com filhos, vislumbrei a chance de me manter na comunicação, mas aliar o prazer de dar aulas.

Hoje, me sinto um privilegiado. Mas o que vivo em sala de aula não é o mesmo experimentado por vários colegas, principalmente para aqueles que estão nas séries iniciais ou lidam com adolescentes em escolas da periferia.

O desrespeito ao professor se tornou uma rotina. A violência contra o educador deixou de ser apenas verbal. Não são raros os casos de agressão física. Muitos professores perderam a satisfação de dar aulas. É fácil ouvi-los reclamar. E hoje, não apenas dos salários defasados, insuficientes e pouco compensadores diante de tamanha responsabilidade.

Talvez por consequência de uma sociedade superficial, movida pelo espetáculo e em que o conhecimento é uma ausência, encontramos em sala vários alunos descompromissados, descomprometidos e desinteressados.

Diante de um quadro tão pouco motivador, o que dizer aos professores neste 15 de outubro? Não sei. Sei que muitos alimentam a crença de que a educação ainda é o único caminho para o desenvolvimento deste país. Eu diria mais. A educação é a chave que abre a porta da formação humana capaz de superar o individualismo e construir sujeitos preocupados com o bem-estar coletivo, empenhados em preservar a vida, o meio ambiente.

Entretanto, tem sobrado motivos para que professores percam a fé na educação. Por isso, quem sabe este dia seja uma oportunidade não para dizer: “parabéns professor”... Quem sabe seja uma nova chance de tirarmos a educação do discurso e a colocarmos como prioridade. Reconhecendo os problemas existentes, enfrentando-os e promovendo a transformação que tanto almejamos.

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Programa sobre a gentileza que nos falta

Gravei hoje para a Novo Tempo o programa que trata sobre a gentileza. O texto está num dos posts abaixo. Aqui disponibilizo o áudio para você ouvir ou fazer download.

Segunda-feira, Outubro 12, 2009

Treze anos de Novo Tempo em Maringá

Trezes anos atrás entrava no ar a primeira rádio cristã de Maringá. Estou falando da Novo Tempo. Lá estava eu naquele dia. Recordo que toda a semana anterior ao lançamento foi de muita agitação. Trabalhamos demais. Havia muita expectativa. Eu e outros companheiros tínhamos vindo para Maringá com objetivo de realizar um sonho... Mas sequer sabíamos como seria.

Eu era bastante jovem. Mal tinha chegado na casa dos vinte anos. Conhecia de rádio. Trabalhava numa emissora na cidade de Umuarama. Foi lá que comecei meio por acaso aos 14 anos. Entretanto, tanto meu conhecimento quanto dos colegas era restrito. Falar a uma multidão de pessoas evangélicas, de igrejas diferentes, idades diversas, numa cidade que desconhecia a comunicação cristã era uma novidade. Novidade assustadora, confesso.

Afinal, qual a fórmula de sucesso? Como garantir que uma emissora exclusivamente cristã pudesse ter audiência? E mais que isto: patrocinadores? Gente disposta a apoiar financeiramente este projeto? Qual seria o retorno? Havia muitas perguntas sem resposta. Mas estávamos empolgados. Sem a presença da minha família, lembro que não tinha hora para entrar e nem para sair. Não foram raras as vezes que trabalhei até depois da meia-noite – mesmo depois de a Novo Tempo entrar no ar.

Hoje, treze anos depois, podemos dizer que acertamos. A emissora faz parte da vida de milhares de pessoas. E não apenas em Maringá. Mas tamanho sucesso não foi por nossa causa. Trabalhamos muito, nos doamos... No entanto, quem fez a diferença foi Deus. Só por Ele podemos dizer que a rádio conquistou tanta gente.

Ainda recordo que naquele dia 12 de outubro de 1996, quando a programação foi lançada oficialmente, o telefone disparou. Eram tantas ligações que não dávamos conta de atender. Em poucos dias o pessoal da antiga Telepar, empresa de telefonia, apareceu para conversar com a direção. Fomos informados que, apesar das cinco ou seis linhas disponíveis, perdíamos mais de 60% das ligações. Eram ouvintes que tentavam pedir música, fazer oferecimentos, elogiar a programação – e até reclamar. Afinal, nem tudo estava perfeito.

Menos de um ano depois, uma pesquisa sobre a audiência das rádios FM’s trazia a Novo Tempo em terceiro lugar. Uma vitória e tanto. Uma vitória que guardo com carinho entre as boas lembranças que tenho dos anos que ano passei vivendo o dia-a-dia desta abençoada emissora.

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

A gentileza que nos falta

Gosto demais dos textos da jornalista Eliane Brum. Embora seja necessário gastar tempo para ler o que ela escreve, vale a pena cada palavra. Nesta semana, a coluna dela na Época trata de algo que anda em falta, a gentileza. Falta-nos disposição para sermos gentis. Ocupados demais, estamos sempre mau humorados. Entretanto, a gentileza que nos falta sentimos sua ausência nos outros. Às vezes, em pequenas coisas. Mas, como diz Brum:

- Até é possível reivindicar boa educação – embora seja cada vez mais difícil. Mas é impossível exigir gentileza.

A falta de gentileza parece ter relação com algo que já discuti aqui, nossa disposição à intolerância. Não é difícil notar que as pessoas pouco praticam a tolerância. Sintoma do individualismo, que também rouba do homem sua capacidade de ser gentil.

E, por incrível que pareça, ainda que possamos racionalizar e considerar naturais tais sintomas da sociedade pós-moderna, a ausência de determinados comportamentos pode ser sentida, pois nossa humanidade reclama por bondade.

- Se cada um de nós fizer uma reconstituição mental do nosso dia, hoje mesmo, vai perceber que o pior dele foi causado porque não foram gentis conosco nem fomos gentis com os outros. Desde o bom dia que faltou, o por favor que não foi dito, a buzina desnecessária no trânsito, a cara fechada, o sorriso que economizamos, a ajuda que poderíamos ter dado e não demos, ou ainda a que não recebemos, o elogio que não veio, a crítica que deveria ter sido feita para somar, mas foi programada para massacrar, o veneno que escorreu da nossa boca e da dos outros. Uma soma de pequenos e desnecessários gastos de energia que só serviram para nos intoxicar.

Eliane Brum continua:

- Hoje, tratar mal as pessoas, marchar pelos corredores, fechar a cara, não dar bom dia e dizer coisas duras sem nenhum cuidado parece ser um atributo dos poderosos. Quase uma virtude.
Lamentável, não?

Talvez, para concluir, seja necessário lembrar o que é ser gentil. Afinal, se já não mais encontramos gentileza, é importante recordar.

Gentileza é o exercício cotidiano de vestir a pele do outro. É cuidar não de alguém, mas de qualquer um. Mesmo que ele não seja nosso parente, mesmo que seja um estranho. Cuidar por nada. Sem precisar de motivo. Cuidar por cuidar. [...] O resgate desta gratuidade, de algo que é dado sem esperar nada em troca, é o que faz nosso mundo estremecer.

Quinta-feira, Outubro 08, 2009

Já passamos das 200 postagens

Não tinha notado...
A mensagem anterior foi a de número 200 neste blog.
Não é muita coisa perto do Blog do Ronaldo.
Por lá, completo 4 mil postagens ainda esta semana.
Mas considero uma vitória.

Por vários motivos.
Entre eles, porque manter um blog já é tarefa difícil.
Dois, quase impossível.

Mas vamos em frente.
E obrigado aos leitores.