Blog do Ronaldo

quarta-feira, novembro 02, 2011

Teve uma época em que conseguia dar conta de escrever mais de um blog. Hoje não consigo. Não sei se perdi parta da paixão... ou se meu único amor é o "Blog do Ronaldo". Por lá, encontrei o formato que queria e a página segue sempre atualizada. Aqui, não sei se em algum momento volto a atualizar. Portanto, fica o convite para acompanhar meus textos na minha outra "casa".

terça-feira, julho 05, 2011

terça-feira, junho 28, 2011

terça-feira, junho 07, 2011

terça-feira, maio 31, 2011

quinta-feira, maio 19, 2011

Liberdade de escolha: uma utopia

Na terça-feira, 17, falei na Rede Novo Tempo sobre liberdade de escolha. Até que ponto somos livres para escolher o que queremos?

terça-feira, maio 10, 2011

quinta-feira, abril 28, 2011

Sexo entre jovens

O texto abaixo não é meu. Li há pouco, mas achei a reflexão muito interessante. Vale a leitura

Carlos Moreira

“Pastor, sexo antes do casamento é pecado?”. Se você é um clérigo ou um líder, esta é uma das perguntas que você mais ouve quando está no meio de jovens. Obviamente, a grande maioria responde: “sim, é pecado”. E eu, o que penso sobre o tema? Bem...

Eu penso que a igreja trata a questão como se ela não existisse, quase com desdém. O “problema” só se materializa quando aquele casalzinho que senta lá no canto, acompanhado ou não da família, nos procura no gabinete pastoral para informar-nos que, em 9 meses, teremos mais um membro para ser batizado na família de Deus! Aleluia!...

A verdade é que a igreja, normalmente, faz vista grossa para essa questão. O casal está ali, juntinho, namorando e, se não der bobeira, se transar com camisinha, se fizer tudo direitinho, não vai ser muito incomodado pela ortodoxia doutrinária vigente. Aqui, ali, terá de ouvir coisas do tipo: “fornicação é pecado”; “quem transar antes de casar perde a benção de Deus”; “masturbação entristece o Espírito”; e por aí vai... Ora, isso tudo, com um pouco de cinismo e cara de pau, dá para ir levando. Dá?...

Agora, quando a “bomba” explode, e o bebê está a caminho, aí a coisa muda de figura, pois todo mundo fica furioso, sobretudo a “fariseada”. Engravidou, tem que casar! Será?... O casalzinho, coitado, será exposto aos extremos, execrado, em alguns casos, ficará afastado temporariamente da Ceia, ou, em outros, submetido a uma “disciplina” maluca qualquer. Quase certamente, sofrerá muito mais do que seria preciso, contudo se tornará um “exemplo” para todos!

Ora, em tais situações, as conseqüências, obviamente, virão em curtíssimo prazo, pois, sem apoio da comunidade, sem orientação e, em muitas situações, sem a ajuda da própria família, o jovem casal, sem qualquer preparo para a vida conjugal, estará separado em 1 ou 2 anos no máximo. Estou, neste momento, com um caso deste na igreja, herdado de outra “comunidade”...

Quer falar sério sobre o tema? Quer tratar a situação com coragem? Então vamos às Escrituras. Qual o padrão bíblico para casamento? Vou simplificar: deixar pai e mãe, ou seja, possuir capacidade de romper os vínculos emocionais e financeiros com a família; voto público, que é assumir para a sociedade, seja pela via do casamento civil ou do religioso, que os dois passam a constituir uma família, com todas as implicações vigentes; e, finalmente, manter relação sexual.

Nos dias de Isaque e Rebeca a coisa era assim, muito simples. O garoto começava a se coçar demais, olhava as cabras de forma estranha, e aí o Pai, macaco-velho, dizia: “este menino está precisando casar”. Arrumava-se uma noiva, da parentela mesmo ou da vizinhança, desde que fosse da mesma fé, o pai doava ao filho um pedaço de terra, meia dúzia de cabras, uma vaca leiteira e pronto! O sujeito entrava na cabana com sua “gazela” e estava tudo consumado. Que benção!

E como é hoje? O menino e a menina chegam aos 15, 16, 17 anos e começam a namorar. Estão terminando o ensino médio e ainda terão pela frente o vestibular e 4 ou 5 anos de faculdade. Vencida esta etapa precisarão trabalhar, conseguir um bom emprego. Em seguida, vão comprar um carro legal, depois o apartamento financiado e, só então, poderão pensar em se casar. E olha que eu estou falando de jovens cristãos sérios, que começaram a namorar com o propósito de, um dia, se casarem. Mas, convenhamos, eles são à exceção da exceção da exceção!

Ora, eu sei, por experiência, que a grande maioria da meninada quer é curtir a vida, “ficar” bem muito ao invés de namorar, que dá muito mais trabalho, transar o tanto que puder, pois muitas relações darão mais experiência – trágico equívoco – e, só quando se estiver chegando na casa dos 30 é que começarão a desacelerar o “motor” para pensar em constituir algo sério, ou seja, casar.

Agora, uma questão: pensando no primeiro exemplo, o do jovem casal cristão sério, que começou a namorar cedinho, o que eles farão para segurar os hormônios nesta sociedade erotizada na qual vivemos, onde propaganda de pneu tem mulher pelada? Me responda mesmo: dos 15 até chegarem aos 30 anos, quando estarão em condições, dentro dos padrões estabelecidos em nossa cultura, para se casar, como eles lidarão com estas questões? Vão jejuar e orar? Ora meu mano, faça-me o favor... Você fez isso?

Aí vem a igreja, e seus ilustres representantes, naquela santidade medieval, e diz para o casalzinho: “olha, vocês devem se guardar um para o outro. Sexo antes do casamento é pecado, viu?”. E fica a meninada com a pulha na cabeça: transar ou não transar, eis a questão! E ainda tem umas almas sebosas que dizem: “quem estiver abrasado, então que se case”. Ótima solução! Quero eu lhe dizer que o sujeito não está abrasado não, ele está em chamas já há muito tempo! Isso é que é fogo!

Na verdade, em determinadas circunstâncias, só existem dois caminhos: como pastor, sei o que estou afirmando: ou o cara deixa a namorada “em paz” e vai para a internet ver sacanagem de todo tipo e, como o pecado só se aprofunda, pois “um abismo chama outro abismo”, mas cedo ou mais tarde ele estará com prostitutas em sua cama, ou vai transar com a “irmãzinha” e ficarão os dois num complexo de culpa sem fim, pois recairá sobre eles toda a ortodoxia protestante dogmática e fundamentalista pregada e inoculada em suas mentes durante anos. Estou exagerando?!

“Alegre-se, jovem, na sua mocidade! Seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento”. Ec. 11:9.

Estou eu aqui aconselhando os casais de namorados a transar? Não coloquem palavras em minha boca! Sou defensor de uma teologia liberal e por isso não levo em consideração os preceitos de santidade das Escrituras? Vocês não me conhecem para afirmar isto. Então, o que estou querendo dizer, afinal? Duas coisas: discernirmos o tempo em que vivemos, com todas as suas idiossincrasias, e investirmos na formação de uma geração que tenha uma consciência compatível com o Espírito do Evangelho. O mais, queira me desculpar, é tapar o sol com a peneira, é tratar da conseqüência, e não da causa, é jogar o “lixo” para debaixo do tapete.

O texto de Eclesiastes nos dá uma dica do que podemos fazer! Ensinar os jovens! Podemos dizer-lhes “façam suas escolhas, tracem seus caminhos, sigam suas rotas, construam seus mapas, aproveitem a vida! Mas saibam: tudo na existência humana tem conseqüência, pois há um princípio bíblico que afirma que aquilo que o homem semear, isto também ceifará”. Fato é que Deus criou o sexo e o casamento com um propósito e, só imersos em Sua vontade, nos realizaremos em nossa sexualidade e conjugalidade.

Olha moçada, namorar com 10, 20, 30 pessoas diluirá sua alma, banalizará em seu coração o significado de relacionamento, tornará o sexo coisa trivial e não aquilo para o qual ele foi concebido. Você perderá todas as referências sobre lealdade, amizade, cumplicidade e, dificilmente, será capaz de construir uma família sadia, um casamento bem sucedido, uma relação para toda a vida, pois a frase “que seja eterno enquanto dure”, fica linda do ponto de vista da poesia, mas, existencialmente falando, é um desastre sem precedentes.

Sei que este é um tema que ninguém quer tratar, ou escrever, pois é “nitroglicerina” pura! Almocei hoje com um amigo que me disse: “tu vais mexer nisso?”. Eis aí um de nossos problemas: evitar lidar com o que está diante de nossos olhos! A igreja, no que diz respeito a estas questões sexuais, e olha que eu estou só levantando a ponta do iceberg, prefere coar o mosquito e engolir o tiranossauro rex, é viver no “faz de conta”.

Se eu tenho a solução? Ora, isso é um problema que cada um deve lidar, pois cada um construirá na terra seu caminho com Deus e isso conforme sua própria consciência. Fico impressionado como crente gosta de fórmulas feitas para resolver suas questiúnculas. Agora, quanto a mim, perdoem-me a sinceridade, prefiro engolir o mosquito e, de preferência, com Coca-Cola.

quinta-feira, abril 21, 2011

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Qual é o plano?

Planejar faz bem. É necessário. Todos precisamos de planejamentos. De
alguma forma, nossa rotina é resultado de um planejamento. Simples ou
mais elaborado, ter um plano de ação é fundamental.

Mas... e a vida? Planejamos a vida? Qual é o seu plano? Qual é o meu
plano pra vida? Eu diria que o melhor plano é desejar viver. Planos
são necessários. Do contrário, a vida perde o sentido. Entretanto,
nossos planos não podem ser mais importantes que nosso desejo diário
de celebrar a vida.

Não se trata de fazer da música de Zeca Pagodinho, Deixe a vida me
levar, uma filosofia de vida. Não. Não é esta a proposta. Mas é
preciso viver mais. Celebrar mais. Alegrar-se mais. E celebrar a vida,
por vezes, é se esvaziar das preocupações. Nossos medos, inseguranças,
nossos fantasmas assustam. Podem nos colocar pra correr. Ainda assim,
não devem nos fazer perder de vista o cenário dessa corrida.

O que temos a nossa volta? Quem são as pessoas pelas quais passamos?
Em busca de nossos planos, não devemos ignorar cada momento que
vivemos. Devemos olhar para o futuro, e sonhar com ele, mas o presente
é o que temos. Então, viver o presente será sempre nosso melhor
projeto de vida.


quarta-feira, janeiro 12, 2011

Mulher, me traz os chinelos?

Dizem que o homem pós-moderno está em crise. Não sabe bem seu papel.
Eu concordo. Mas uma coisa está clara: quando casado, este homem tem
que saber dividir as tarefas – inclusive, domésticas.

Pensava nisto nesse fim de semana. Meio sem querer, observei o
comportamento de um casal recém-casado. Eles não têm nem um mês de
casados. Notava algo que já vi outras tantas vezes... Enquanto ela
arrumava a casa, ele estava esparramado no sofá, vendo televisão.

Vi a cena e, cá com meus botões, pensei: até quando ela vai tolerar?

Maridos que ainda acham natural irem pro sofá enquanto as mulheres
trabalham são fortes candidatos a terem problemas no casamento.
Inclusive na cama. Afinal, a libido delas é afetada por todo o
contexto. E pouca coisa irrita mais uma mulher que sentir-se
“abandonada” – ou explorada – pelo marido folgado.

E se o maridão segue em sua tranqüilidade... e a mulher acha natural
tê-lo com os pés sobre o sofá enquanto ela trabalha, é porque ela
nasceu com vocação pra “Amélia”. Ou provavelmente é fruto de uma
educação do século passado. Neste caso, diria até que ele pode
arriscar a pedir:

- Mulher, me traz os chinelos?

terça-feira, janeiro 11, 2011

O doce sabor da rotina

Gosto de rotina. Preciso dela. Sem ela, fico atrapalhado e não dou
conta das minhas inúmeras atividades. Ontem, foi meu primeiro dia de
férias. Fiz uma série de coisas. Mas o ritmo de férias me fez chegar
ao final do dia com a sensação de que esses dias de folga não serão
suficientes pra dar conta daquela lista de tarefas que a gente passa o
ano inteiro elaborando e dizendo: “nas férias, vou fazer isso”.

Cheguei à conclusão que o grande problema é mesmo a ausência de uma
rotina. A rotina organiza o dia. Você sabe a hora que acorda, o
horário que terá de chegar ao trabalho, quando vai almoçar, jantar etc
etc. Isso te obriga a dividir melhor as atividades pra dar conta
delas. Nas férias, tudo muda. O relógio não é respeitado e as coisas
que a gente precisa fazer não estão listadas em “obrigações” com dias
e horários para serem executadas. Isso faz com que tempo seja perdido
e metade daquilo que havia sido planejado acaba por ficar sem fazer.

Mas… é férias, né? E se mesmo nessa época formos nos obrigar a cumprir
uma agenda, deixa de ser férias. E aí ninguém descansa, nem aproveita
o direito de não fazer nada.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Ronaldinho e nossa dificuldade para tomar decisões

Passamos a semana vendo a “novela Ronaldinho”. Enquanto Passione tem
data marcada pra terminar, a trama envolvendo o craque brasileiro não
tem previsão de final. Pode ser hoje, amanhã ou... Vai saber?

Claro, o jogador tem direito de pensar bastante antes de tomar uma
decisão. No entanto, a falta de uma definição me faz refletir nas
tantas coisas que também vamos arrastando. Ronaldinho parece disposto
a mudar de clube. Não sabe pra onde vai, mas não quer ficar onde está.
E nós? Quantos de nós temos pendências? Quantos de nós colocamos a
vida em “stand-by”?

Não é fácil tomar uma decisão. Afinal, decidir implica mudar. E quando
mudamos não sabemos o que nós espera. O novo sempre traz aquele
“friozinho na barriga”. Pode dar certo ou ser um desastre total.

É cômodo ficar onde estamos. Já conhecemos a rotina; dá até para
imaginar como será o amanhã. Por isso, não raramente vamos tocando a
vida e evitando decidir. Acontece que tal atitude já é uma espécie de
decisão. A diferença é que, ao não definir de maneira prática e
objetiva, carregamos nossos dilemas por mais tempo e nos
sobrecarregamos de dúvidas, aumentando nosso sofrimento e angústia.


quinta-feira, janeiro 06, 2011

Professora faz sexo com menor. É crime?

Somos únicos; como são únicas nossas ações - por mais que pareçam semelhantes

É crime. Está na lei. Maior de idade manter relacionamento sexual com um menor é crime. Ponto. Será mesmo? Simples assim? Não discordo da lei. Mas não me parece tão simples. Vejamos o caso de uma professora de dança... Ela tem 27 anos; ele, 16. Eles se envolveram. Ela foi presa e perdeu o emprego. Não conhecemos a história, mas dá pra concluir que ela é criminosa? Uma sedutora de menores? Afinal, um garoto de 16 anos pode ser considerado inocente em nossos dias?

Não tenho respostas pra todas essas perguntas. Entretanto, penso que entre o que é legal e o que é correto existe uma distância. Esta distância se torna ainda maior quando se tratam de coisas do coração. É sempre fácil taxar as pessoas. Dizer “ela não presta”, “é uma criminosa”, ou “é uma vagabunda” – ou noutros tantos casos em que classificamos os atos de alguém dentro de rol de adjetivos que usamos para situações aparentemente semelhantes. Acontece que a vida não é simples assim. Gente não é produto, feito em larga escala em que rótulos podem identificá-las.

BBB 11 e o fim dos sonhos

Na próxima semana começa o BBB 11. Não condeno quem gosta. Até disse dias atrás que todos precisamos de uma dose diária de bobagens. E o Big Brother representa um pouco dessas “bobagens” que consumimos.

O problema é que, neste caso, é uma overdose. E por um período de quase quatro meses. Não dá nem pra dizer que se trata de um lixo cultural. É a reprodução do vazio mental da sociedade contemporânea. Diverte, mas pouco acrescenta. E o “pouco” aqui é muito mais em função daqueles que estabelecem um olhar para as relações humanas a fim de refletir criticamente e aprender com o que vêem.

No entanto, o que mais me incomoda na estreia do BBB é ter a sensação de “mais do mesmo”. É como se o ano anterior estivesse se repetindo. Passou o Natal, o reveillon, a primeira semana de janeiro e lá vem o Big Brother acenando que nossa rotina é essa mesmo: um dia após o outro e que as mudanças sonhadas no fim de 2010 se silenciam quando a realidade se impõe.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

O pão nosso de cada dia

Procuro ter hábitos minimamente saudáveis. É verdade que não sou vegetariano, nem evito refrigerantes, frituras e outras coisinhas mais condenadas por nutricionistas e principalmente pelos “naturebas” de plantão. Ainda assim, tento ter bom senso e manter uma dieta equilibrada – tipicamente brasileira com arroz, feijão, saladas etc etc. Também quase não bebo durante a alimentação, frequento pouco fast-foods e por aí vai…

Bem, mas essa introdução quase desnecessária é pra compartilhar algo que me ocorreu há pouco. No ataque que fiz à geladeira minutos atrás, peguei um copo de iogurte. Enquanto bebia tranquilamente, absorto em meus pensamentos, me peguei olhando os valores nutricionais do produto (afinal, de tanto os nutricionistas falarem disso, a gente acaba caindo na besteira de olhar as embalagens). No final daquela tabela feita pra especialista entender, tinha uma frase mais ou menos assim: contém aromatizante sintético semelhante ao sabor original de ameixa. E o cidadão aqui “de boa” tomando o seu iogurte achando que tem algo saudável nas mãos…

Impossível não lembrar de um papo que tive com um engenheiro de alimentos. Quando falávamos dos alimentos que fazem parte de nossa “mesa”, ele foi taxativo: – “Quer comer algo saudável? Faça em casa. De preferência, com alimentos que saiba quem produziu e como produziu”.

Difícil, hein? Se essa química toda embutida no que comemos realmente nos trouxer doenças, nosso futuro será desastroso.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Preferimos "exportar" nosso lixo

Lendo a notícia “Mais de 150 cidades paulistas ‘exportam’ lixo para aterros em outros municípios” pensei um pouco na maneira como lidamos com o nosso “lixo”. E quando falo em lixo aqui, não falo daquele que produzimos diariamente, fruto de nosso consumo. Falo das coisas negativas, dos erros, falhas que por vezes também tentamos exportar para os outros.

Mandar lixo para outras cidades, como solução para a destinação adequada dos resíduos, pode até não ser a política desejada por muitos munícipes. Entretanto, parece-me uma saída inteligente para se evitar a construção de inúmeros aterros sanitários etc. É uma resposta conjunta para um problema comum: o lixo que todos produzem.

No entanto, o que dizer do nosso “lixo”? Por que sempre parece mais fácil transferir para o outro aquilo que é nosso, responsabilidade nossa? Lamentavelmente, fazemos isso. Ninguém gosta de assumir “fui eu”, “eu errei”. A gente falha, mas a culpa é do vizinho, do colega, amigo, esposa etc etc. Sempre tem alguém pra gente “exportar” o erro que é nosso. Se atrasamos para um compromisso, foi o trânsito; se pagamos caro, foi o vendedor que nos enrolou; se traímos, é o parceiro (a parceira) que não nos dava mais atenção...

Se para o lixo de nossas cidades, políticas comuns podem ser a solução; para o nosso “lixo”, a resposta ainda parece ser assumirmos que, como indivíduos, também fazemos nossas besteiras e é nosso dever cuidar da “sujeira” que produzimos.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

A vida por um controle remoto

Há dias precisava de um novo controle remoto pra TV. De tanto levar pancada, o antigo simplesmente parou de funcionar. De um apertar de botão para o outro, morreu. Nos deixou na mão.

Hoje, saí pra comprar um novo. Pensei até num desses que ligam mais de um modelo – inclusive outros equipamentos. A idéia de um controle “universal” me fez lembrar do filme Click. Claro, queria um “modelo” aperfeiçoado.

Ter um aparelhinho na mão que permite ligar e desligar tudo, acelerar ou até retroceder me agrada bastante. Valendo até mesmo para momentos que a gente gostaria de descartar e também para colocar em “câmera lenta” o que há de melhor na vida. Imagine poder evitar ou acelerar o fim daquela visita indesejável? Ou, por outro lado, repetir quantas vezes quiser aquele encontro dos sonhos?  

O único problema de um controle como esse é quem o opera. Saber fazer as escolhas certas – descartar o descartável e valorizar o que tem valor – parece-me o maior desafio. Afinal, nem sempre o que entendemos como prioridade é o que vai nos proporcionar felicidade e prazeres verdadeiros.

domingo, janeiro 02, 2011

Mundo virtual X Vida real

Retornei há pouco de viagem. É curioso como são alguns hábitos… Enquanto estou fora, geralmente evito a internet. Tento me desconectar. Mas quando faço isto é quase como se estivesse num mundo paralelo. Voltar pra casa implica voltar pra rede, dar uma passadinha nas caixas de emails, no twitter, facebook… e no blog. Quando estou aqui parece que definitivamente estou em casa.

É meio louco isso. Faz parte dos novos comportamentos que adotamos por conta da chamada realidade virtual. Realidade esta que não tem nada de virtual. Na verdade, é apenas uma extensão no mundo digital de nossa vida real. Afinal, o tempo que estamos aqui é o mesmo tempo que poderíamos dedicar a uma outra coisa qualquer – tomar um café ou fazer sexo. As alegrias, tristezas ou decepções que temos aqui não deixam de existir quando desligamos o computador.

Portanto, carregando ou não nossa vida pra dentro da rede, estamos dia após dia construindo uma nova existência, um novo universo. Se melhor ou pior, ainda é difícil responder. No entanto, parece-me que no virtual ou fora dele, a melhor forma de lidar com essas “novidades” é ter consciência de nossos atos e hábitos, e saber que ambas as coisas fazem parte de uma única vida, um único ser.