Blog do Ronaldo

terça-feira, maio 12, 2009

Fotos íntimas: presente?



Nesse fim de semana, encontramos uma pessoa que há muito não víamos. Trata-se de uma jovem senhora casada. Na conversa que tivemos, ela nos revelou algo que gostaria de compartilhar com você. Nossa amiga nos contou que estava animadíssima com a possibilidade de fazer fotos íntimas para o marido.

Para quem não conhece, esse é um novo serviço que começa a ser fornecido no mercado. Fotógrafos profissionais oferecem aos casais a chance de produzir um book com imagens íntimas. Geralmente, as mulheres fazem essas fotos para presentear os maridos. São fotos na linha de algumas revistas internacionalmente conhecidas. Com direito a tratamento das imagens – para corrigir todas as imperfeições.

Confesso a você que não conhecia esse novo serviço. Sei de pessoas que tiram fotos íntimas com o próprio celular ou com uma máquina fotográfica amadora e presenteiam namorados ou maridos. Sei também que existem alguns casais que mantêm o hábito de registrar em imagens seus corpos nus ou mesmo a intimidade sexual. Entretanto, desconhecia a oferta de um serviço profissional, com direito a sessões fotográficas, para produzir imagens “artísticas” de não famosos.

Depois de ouvir o relato dessa amiga, fiquei pensando em algumas coisas. Primeiro, preciso esclarecer que entendo ser um direito dessa mulher fazer as fotos. As pessoas têm livre arbítrio. Cada pessoa escolhe o seu caminho e, na intimidade do casal, não é direito nosso dar palpites.

Entretanto, existem algumas questões que valem a pena ser refletidas. Por exemplo, ainda ontem li uma reportagem sobre uma mulher que ganhou, na Justiça, o direito de receber uma indenização de R$ 50 mil. Essa jovem teve fotos íntimas publicadas no Orkut, o site de relacionamentos mais conhecido dos brasileiros. O namorado fez as fotos e, quando a relação deles acabou, publicou as imagens.

Essa moça era professora. Ela foi demitida após a divulgação das fotos. Hoje, para sobreviver, ela teve que mudar de nome e trabalha, escondida atrás de um telefone, numa empresa de telemarketing. Sofrimento, vergonha são sentimentos que conhece muito bem.

Relatos como dessa ex-professora têm se tornado cada vez mais comuns. É nisso que pensei quando nossa amiga falou, empolgada, das fotos que pretende fazer para presentear o marido. Hoje, o casamento deles vai muito bem. Não me parece haver chance de qualquer ruptura. No entanto, a internet trouxe novos riscos para nós todos. Fotos digitais, guardadas num computador, podem ser divulgadas pelo próprio companheiro ou, numa dessas situações que ninguém pode prever, cair nas mãos de um técnico de informática mal intencionado ou até de um hacker.

Por isso, volto a dizer, cada pessoa tem direito de fazer suas próprias escolhas. Cada um conhece os potenciais de seus relacionamentos. Mas é preciso prever possibilidades nem sempre felizes da divulgação desastrosa de imagens íntimas. Muita gente tem sido vítima de crimes na internet, como consequência de atitudes aparentemente inocentes e bem intencionadas. É uma coisa pra se pensar…

sexta-feira, maio 08, 2009

O sonho de morar perto de tudo...



A revista Isto É desta semana trouxe uma reportagem sobre a preocupação que hoje existe de morar perto do trabalho. Mais que isto: trabalhar, estudar, comprar, divertir-se tudo perto de casa.

É meu sonho de consumo. Acho que é o sonho de muita gente. O trânsito é o motor desse desejo. Para quem circula por quilômetros para chegar ao trabalho, à escola dos filhos, à igreja etc, o desgaste físico e mental é muito grande.

Em Maringá, por exemplo, tem se tornado comuns os congestionamentos. Estamos longe do caos de cidades como São Paulo. Mas o fluxo nas vias públicas tem sido comprometido pelo aumento da frota de veículos. É carro demais para engenharia de tráfego de menos.

Além disso, o motorista de Maringá deixa o trânsito ainda pior. Falta educação, respeito, gentileza e fiscalização (humana, com agentes de trânsito e não equipamentos). Motoristas que param em fila dupla, que trocam de faixa de forma abrupta, que não sabem estacionar, que entram na via desrespeitando a preferência são algumas das infrações mais comuns.

Essa combinação – engenharia ruim, falta de fiscalização e motorista ruim ou mal educado – é trágica. Muitos acidentes, gente ferida, mortes e trânsito comprometido. É impossível não se estressar. Eu sinto dor no estômago toda vez que penso em sair de casa. Mas não tem jeito. São pelo menos seis “viagens”/dia. Quase 50 quilômetros rodados.

Por isso, é impossível não idealizar uma vida onde tudo esteja perto, ao alcance. Na Isto É, há exemplos de pessoas que têm tudo nos limites de uma quadra – ou no máximo em duas ou três. A pessoa caminha até o trabalho, faz curso, leva o filho para escola, realiza compras etc sem necessidade de carro, moto ou transporte coletivo.

Mas morar perto de tudo custa caro. É privilégio de poucos. No meu caso, só sonho. Sonho meu e da família, acalentado na periferia – longe de tudo e meio que esquecida pelo poder público.

quinta-feira, maio 07, 2009

Manual de convivência...

Numa de minhas últimas aulas falei sobre os personagens que assumimos para a convivência em sociedade. Cada um de nós precisa de uma certa maquiagem para se relacionar. Não se trata necessariamente de uma máscara, de viver uma mentira. Apenas ter atitudes convenientes para preservar o outro e a nós mesmos.

É verdade que algumas pessoas assumem máscaras. Mostram uma cara, mas são totalmente diferentes daquilo que procuram revelar. Isto é nocivo. Patológico. Precisa de tratamento.

Entretanto, para o bom relacionamento em sociedade temos que assumir personagens. Faz parte do manual básico de convivência. Por exemplo, se alguém te convida para jantar e a refeição não está das mais saborosas, por delicadeza você não vai dizer que a comida estava ruim.

Quando sua esposa/namorada corta os cabelos e chega toda feliz da vida em casa, tudo que você não deve fazer é dizer que ficou feio. Além de acabar com a alegria dela, você vai chateá-la. Algo totalmente desnecessário. Afinal, o cabelo já está cortado e não há muito o que fazer a não ser aceitar o novo visual.

Essas são práticas simples, básicas, que não tornam você um mentiroso. Pelo contrário. Vão inclusive ao encontro da recomendação bíblica de que devemos ser cautelosos no falar. Delicados ao falar. E mais que isso, não devemos falar demais.

No entanto, muita gente sofre de incontinência verbal. São pessoas que justificam: “isso é da minha personalidade. Eu sou assim mesmo. Eu falo o que penso”. Claro, todo mundo tem direito de falar o que quer, mas essa não deveria ser a nossa atitude. Essa pseudo-sinceridade magoa, entristece e não traz felicidade. Portanto, se você mantém o hábito de falar tudo que vem à mente, sugiro que repense seus valores. Sugiro que reflita mais de dez vezes antes de abrir a boca - ou escrever. O outro não tem a obrigação de ouvir seus acessos de sinceridade…

terça-feira, abril 28, 2009

Mundo caótico...

Numa de minhas aulas, ontem à noite, falava sobre a visão de Kant a respeito da sociedade. Entre outras coisas, o filósofo alemão retratou que vivemos numa sociedade caótica. Enquanto aplicava os conceitos de Kant aos dias atuais, uma aluna pediu para eu explicar o que significa uma sociedade caótica.

Achei muito interessante o questionamento. Não necessariamente em função da chance de aprofundar os conceitos filosóficos. Mas principalmente por que noto que estamos tão acostumados com as contradições sociais que já não conseguimos notá-las. Perdemos a sensibilidade. Estamos tão concentrados em nossos próprios problemas que não notamos a realidade alheia.

Pense por alguns instantes… O que dizer dessa sociedade onde um pai e uma madrasta são capazes de jogar uma garotinha do sexto andar de um prédio? O que dizer dessa sociedade capaz de aceitar que adolescentes e jovens consumidores de drogas fiquem sem tratamento para dependentes químicos? Como explicar que envolvidos num acidente de trânsito que matou uma garotinha ainda estejam impunes, mesmo a morte tendo sido causada por um racha que disputavam dentro da área urbana?

Dá para entender como não caótica uma sociedade que obriga cidadãos pagadores de seus impostos a contratarem planos de saúde para terem atendimento médico? Ou a colocarem seus filhos numa escola particular, pois o Estado, mantido pelos cidadãos, não consegue dar conta de oferecer um ensino de qualidade?

Nossa sociedade é caótica, porque afasta os cidadãos, é injusta e tornou os sujeitos em indivíduos - no sentido de serem egoístas, pouco comprometidos com o bem comum. Além disso, temos o caos natural provocado pelas mudanças climáticas, geográficas e desrespeito ao nosso corpo, que também tem suas leis naturais. E tudo causado pelos próprios homens em suas relações desastrosas com a economia, meio ambiente e sociedade.

Há chance de tornar esse mundo harmonioso? O filósofo alemão Immanuel Kant parece acreditar nisso. Mas para romper com o caos o cidadão tem de desejar isso. Precisa empregar suas forças, energias e, principalmente, conhecimento para mudar o ambiente em que vive e se relaciona. Há necessidade de superar os interesses individuais, reconhecer o outro como parte nossa, parte de uma mesma estrutura social - no qual todos nós estamos inseridos. Essa sociedade melhor se constrói com valores comuns, éticos e morais.

quinta-feira, abril 23, 2009

Filhos abandonados...

Imagine as cenas...

Domingo. Onze e meia da manhã. Você pega o telefone, liga para uma amiga. Do outro lado da linha, uma criança de oito anos atende. Você pergunta pela mãe da menina. Ela responde que a mãe está trabalhando. “E seu pai, está aí?”. Com voz triste a pequena responde: “não. Ele também está trabalhando”. Em mais alguns minutos você descobre que a menina está sozinha. É domingo e a filha dos seus amigos está sozinha.

As cenas que tentamos reconstruir juntos não são raras. Elas acontecem na casa de amigos meus. Talvez aconteça em alguns lares que você conhece. Ou mesmo em sua casa.

Deixar uma criança sozinha uma vez ou outra não é anormal. Não significa uma agressão emocional a um filho. Mas tenho notado que é cada vez mais comum encontrar crianças que são órfãos de pais vivos. E pior, muitas vezes, estão abandonados pelos pais, mesmo vivendo na mesma casa.

No parágrafo anterior eu usei o termo “agressão emocional”. Eu quero voltar a usá-lo, pois entendo que crianças deixadas em casa, sozinhas, ou até mesmo cuidadas por avós, tias, babás etc etc são, diariamente, são agredidas emocionalmente por seus pais. Qual o vínculo que pode existir entre uma mãe e uma filha que, até no domingo, próximo do horário de almoço, não estão juntas? Como essa criança pode ser feliz se brinca sozinha, se tem decide por si mesma o horário do lanche e nem sabe a que horas a mãe e o pai chegam?

São filhos abandonados. Filhos que crescem, mas que crescem sem saber o que é ter um pai e uma mãe de verdade. Como poderão ser bons pais? Será que vão conseguir?

Tenho um amigo, doutor em Psicologia, que um dia me disse algo que sempre recordo. “Amor de filho, a gente conquista. Não está no DNA”. Esta é uma grande verdade. Nossos filhos não nascem programados para nos amar. Para que exista amor entre pais e filhos é preciso ter relacionamento. Relacionamento de verdade – com tempo, atenção, carinho, dedicação, cuidado, disciplina.

As pessoas têm seus compromissos. A vida moderna exige muito de nós. Não é nada fácil manter uma casa e ainda dar conta de todos os compromissos financeiros. E todos nós temos projetos pessoais, queremos realizá-los. Mas uma coisa é fundamental saber: o que fazemos ou deixamos de fazer por nossas crianças vai determinar a relação que teremos com elas no futuro. Vai definir como será a vida de nossos filhos e a maneira como vão lidar com a vida, com a sociedade.

quinta-feira, abril 16, 2009

Casamento para toda vida...

Uma pesquisa realizada em 35 países revelou que nós, brasileiros, somos o que melhor aceitamos o divórcio. O índice de aprovação chega a 85%. Ou seja, quando o casamento vai mal, o brasileiro entende que o melhor mesmo é separar-se.

Não é isso que pensam os japoneses. Lá, de cada dez pessoas, sete desaprovam o divórcio. A separação também não é bem vista nas Filipinas, Estados Unidos, Nova Zelândia e Suécia.

Caro ouvinte (leitor), entendo o divórcio como aceitável. Ainda no Antigo Testamento, Moisés tratou do assunto. Os casais de Israel tinham o direito de se divorciarem. O próprio filho de Deus, Jesus Cristo, também falou sobre o divórcio. Entretanto, a separação de um casal deve ocorrer em situações muito específicas. Penso que é aceitável apenas para situações insustentáveis, quando não há espaço para a reconstrução do relacionamento. Mas defendo que a separação não deveria ser rotina na sociedade. Ainda entendo que as pessoas deveriam cumprir a promessa do “até que a morte os separe”.

Quando uma sociedade aceita o divórcio como natural, como acontece aqui no Brasil, os casamentos são fragilizados. E, lamentavelmente, muita gente hoje se casa já com o discurso pronto: se não der certo, separa.

Sabe amigo, os divórcios são sintoma de nosso egoísmo; da necessidade de satisfazer os próprios desejos - querer que o outro nos faça feliz. Temos pouca disposição para a doação. Não queremos ceder.

Tem ainda outro problema: as pessoas namoram, mas não se conhecem. Sofrem de “apaixonite” aguda, mas ignoram que um casamento é feito com base numa escolha sensata, racional. E amor não é paixão. Paixão acaba. O amor é construído e alimentado a cada dia.

Em nossos dias, como cristãos, temos o dever de viver o ideal de Deus em nossa vida. Ele quer que os casamentos sejam duradouros. Quem não está disposto a sorrir e também sofrer ao lado de uma única pessoa por toda a vida, certamente encontrará muito mais dificuldades para ser feliz.

terça-feira, abril 14, 2009

Sozinhos, embora próximos

Hoje quero falar da solidão. Um dos maiores desafios de nossa sociedade é vencer a solidão. Nunca estivemos tão próximos. Porém, nunca estivemos tão sós. Não importa onde vivemos, o que somos ou fazemos, estamos sozinhos. Claro; nem todas as pessoas experimentam tal sentimento. Muita gente consegue ter bons amigos. Consegue conviver bem com o outro, tem ótimos relacionamentos e é feliz. Entretanto, o sentimento de solidão está escondido no peito de inúmeras pessoas. Mas poucos admitem.

Uma pesquisa feita no início deste século nos Estados Unidos apontou que 90% dos homens se sentem sozinhos. Mas eles só aceitam falar sobre o assunto quando permanecem no anonimato.

As pessoas não querem reconhecer a solidão na vida delas. Afinal, estão próximas de todo mundo. Quase sempre, têm família, trabalho… Mas não se relacionam de fato.

Existem várias conseqüências nesse mal. As pessoas que vivem ilhadas em seus sentimentos estão mais sujeitas à depressão, a ter problemas de autoestima, encontram dificuldades para demonstrar suas emoções e, para a convivência em grupo, usam uma máscara social. Podem parecer alegres, mas, no coração, o sentimento é outro. Tudo isso resulta em frustração. E é exatamente essa frustração, a ausência do outro para compartilhar os sentimentos que leva a um estado patológico de depressão.

Mas essa solidão tem várias causas. Entre elas, a nossa correria cotidiana. A necessidade que temos de dar conta de tantas coisas nos faz ter relacionamentos superficiais. Geralmente saímos com amigos para nos divertir. Contudo, a convivência com profundidade, confiança, é quase inexistente. O papo com amigos serve para tratar de trabalho, falar da vida alheia, dos programas que fazem sucesso na televisão, mas pouco serve para expressar nossos verdadeiros anseios. Não queremos nos revelar. Numa sociedade competitiva, expor-se é mostrar fragilidade, fraqueza.

A tecnologia também não ajuda. A tecnologia aproxima, mas não garante amizade. As pessoas usam o Orkut, o MSN, o email, o celular… Enfim, fazem uso de inúmeros equipamentos tecnológicos, mas não mostram a verdadeira face. A tecnologia, na verdade, permite a abertura para um mundo virtual, imaginário, ilusório, mas que não dá conta das demandas sentimentais do sujeito no mundo real.

Para a solidão só existe uma resposta: aceitar-se como ser humano, aceitar o outro. Entender que todos nós temos falhas; não existem amigos perfeitos. A solidão cresce em nosso peito na medida que percebemos não ter ninguém em quem podemos confiar. Mas, felizmente, é algo que podemos romper. Dá trabalho, mas é possível. A construção de bons relacionamentos depende quase que exclusivamente de nós mesmos. É preciso dar um primeiro passo de confiança e fé no ser humano. Vale a pena tentar.

terça-feira, abril 07, 2009

Sexualidade precoce...

A revista Isto É desta semana trata dos riscos do sexo precoce. A reportagem faz uma discussão ampla, incluindo os perigos da erotização de crianças e adolescentes na era da internet.

O principal gancho da reportagem é um vídeo erótico com crianças, que foi veiculado na internet. O vídeo provocou um escândalo na pequena cidade gaúcha de Ibirubá. Uma menina de onze anos e um garoto de 14, com ajuda de um coleguinha, produziram um vídeo de sexo explícito. O que era pra ser uma brincadeira, vazou pela internet e causou um estrago nas famílias dos envolvidos.

Com a reportagem, a revista Isto É procurou alertar aos pais e educadores sobre os riscos da sexualidade precoce.

Aqui neste espaço, já discutimos o tema. Entretanto, é sempre válido voltar ao assunto. Os pais, quase sempre, têm uma enorme dificuldade para tratar dos temas envolvendo a sexualidade. Por isso, são surpreendidos quando descobrem que os filhos já têm vida sexual ativa. E ficam ainda mais assustados e desorientados quando aparece uma notícia de gravidez.

Por mais que muitos pais queiram negar, a garotada inicia cada vez mais precocemente a vida sexual. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde apontam que, entre os meninos, 47% dos menores de 15 anos já tiveram a primeira experiência. Isto significa quase metade deles. Já o índice de meninas é de 33%.

Isso acontece por várias razões. A mídia é uma delas. Vivemos uma cultura extremamente erotizada. Por conta dos desenhos, filmes, novelas, jogos e revistas para adolescentes, nossos filhos acabam tendo uma visão distorcida do sexo. Isso desperta neles o desejo sexual. E contra a natureza, nem sempre argumentos são eficientes.

A internet também facilita o acesso das crianças a conteúdos proibidos. A reportagem da Isto É cita que essa menor de onze anos aprendeu com filmes pornôs disponíveis na internet o aparece fazendo na seqüência de cenas do vídeo caseiro.

Além disso, há pais que estimulam os filhos à sexualidade. Tem pai que ainda faz uso de ditados baixos como aquele: “prendam suas cabras, pois o meu bode está solto”. Esses homens acham bonito o filho ter fama de namorador, de pegador. Também existem mães que ficam orgulhosas de ver as meninas vestidas e maquiadas como moças, mesmo quando elas ainda têm apenas onze ou doze anos.

Sabe amigo, o contexto social colabora para a sexualidade precoce. E, por parte da sociedade, não é possível esperar mudanças. É utopia acreditar que voltaremos ao mundo da inocência. Entretanto, ainda é possível evitar surpresas desagradáveis. Mas isso depende muito dos pais.

E quando falo do comportamento ativo dos pais, não estou sugerindo um clima de aquartelamento em casa, com proibições absurdas, regras fora de contexto e punições exageradas. Falo da necessidade de confiança, capacidade de dialogar. Mas dialogar não é só fazer discurso, é fundamentalmente ouvir os filhos. E, hoje, os pais precisam estar ligados às novas tecnologias. Monitorar o que os adolescentes fazem na internet, o que falam no MSN, o que publicam no Orkut é necessidade básica. Pais alheios a essas tecnologias certamente ficam de fora da vida dos filhos. Quase sempre são facilmente enrolados pela garotada. E, detalhe, essa ignorância nas tecnologias é muitas vezes a porta de entrada dos filhos para uma vida sexual precoce.

quarta-feira, abril 01, 2009

A cabala em Caras e Bocas...

No post anterior fiz uma breve introdução, uma espécie de alerta, sobre a nova novela das sete. Usei parte do texto para ampliar a discussão na Novo Tempo. O programa vai ao ar nesta quinta-feira, 2 de abril.

Em nosso blog e programa aqui na Novo Tempo temos procurado orientar ouvintes e leitores sobre a importância de ficarmos atentos as mensagens que são colocadas diante de nossos olhos e chegam aos nossos ouvidos. Muita coisa parece inocente, mas tem origem duvidosa. Temos dito que o inimigo de nossas almas tem as melhores estratégias para enganar até mesmo os escolhidos.

Por isso, tenho sugerido a você que pense bem antes de ligar a televisão.

Nestas últimas semanas, a Rede Globo colocou no ar as chamadas de sua próxima novela das sete. Caras e Bocas é o nome da trama.

A novela é de Walcyr Carrasco. O autor é responsável por alguns dos maiores sucessos da emissora nos últimos anos. A direção é de Jorge Fernando, um diretor competente, querido entre os artistas e sempre muito bem-humorado.

Isto tudo faz com que seja grande a expectativa em torno da nova novela da Globo.

Nesta semana, vi pela primeira vez algumas vinhetas de Caras e Bocas. O objetivo delas é chamar a atenção do público, estimular o telespectador a manter a televisão ligada quando a novela estrear. E, posso garantir a você, o enredo parece dinâmico, engraçado e com uma história de amor, daquelas que são capazes de prender o público.

Entretanto, a trama de Caras e Bocas não é inocente - como quase nada na televisão. Na nova novela das sete, a cabala estará em destaque. O autor de Caras e Bocas vai apostar na doutrina mística do judaísmo.

A cabala se tornou bastante popular no mundo, principalmente após ter sido adotada pela cantora Madonna. Trata-se de mais um tema esotérico a ser explorado nas novelas da Globo. Walcyr Carrasco, autor de Caras e Bocas, é um hábil escritor... Um escritor que tem sido um instrumento para divulgação de mensagens de origem questionável. Em 2005, por exemplo, outra novela dele, Alma Gêmea, tinha em seu enredo a reencarnação.

Caro amigo, hoje, aqui na Novo Tempo, não tenho a intenção de fazer um longo discurso para tratar da cabala, ou para condenar essa doutrina esotérica de origem judaica. Não. Não é esta minha intenção. Mas gostaria de sugerir a você que tenha prudência. Escolha o que vai colocar diante de seus olhos. Não permita que sua mente seja dominada pelas estratégias de satanás.

No próximo dia 13, uma segunda-feira, quando a novela for ao ar, não permita que os apelos dessa história sejam mais fortes que suas convicções de tirar de diante de sua vida tudo aquilo que é impuro, e que não abençoa você e sua família.

Quanto a essa doutrina, a cabala, faço uma outra sugestão. Peça ao seu pastor, seu líder religioso que discuta esse assunto com a igreja. Peça a ele que oriente sua comunidade cristã a respeito desse tema aparentemente inocente, puro e agradável. Vivemos tempos em que a mentira parece verdade. É preciso separar as coisas. Em Cristo, não há engano. Quem vive nEle, não pode aceitar a mentira como verdade.

sexta-feira, março 27, 2009

Cabala na próxima novela das sete...

Em nosso blog e programa na Novo Tempo temos procurado orientar ouvintes e leitores sobre a importância de ficarmos atentos as mensagens que são colocadas diante de nossos olhos e chegam aos nossos ouvidos. Muita coisa parece inocente, mas tem origem duvidosa. Temos dito que o inimigo de nossas almas tem as melhores estratégias para enganar até mesmo os escolhidos.

Por isso, tenho sugerido a você que pense bem antes de ligar a televisão.

Na trama da nova novela das sete, da Rede Globo, a cabala estará em destaque. O autor de Caras e Bocas vai apostar na doutrina mística do judaísmo. A cabala se tornou bastante popular no mundo, principalmente após ter sido adotada pela cantora Madonna. Trata-se de mais um tema exotérico a ser explorado nas novelas da Globo.

quinta-feira, março 26, 2009

O poder das emoções...

O FATO PENSADO de hoje destaca o assunto de capa da revista Isto É. A edição do dia 25 de março trata do poder das emoções.

Embora aparentemente simples, expressar as emoções não é algo com a qual todos estão familiarizados.

Há um preconceito enraizado contra a livre expressão das emoções na cultura ocidental. Quem demonstra angústia, raiva, alegria excessiva ou medo, tanto no trabalho como na vida pessoal, é considerado passional, irracional, frágil e despreparado para enfrentar a realidade da vida. É considerado aquele que não aprendeu a domar os seus sentimentos.

Mas, diferente do que muita gente acredita, expressar as emoções faz um bem enorme.

Pesquisas recentes comprovam a importância do reconhecimento e da expressão das emoções - até as negativas. Levantamento da Harvard Medical School, dos Estados Unidos, concluiu que quem reprime frustrações tem três vezes mais chances de se tornar vulnerável no ambiente de trabalho.

As pessoas consideram a raiva como uma emoção terrivelmente perigosa e encorajam a prática do pensamento positivo. Mas a raiva pode ajudar as pessoas a se tornarem mais assertivas e com uma facilidade maior para se posicionarem. Os profissionais que falam o que pensam conquistam o respeito dos seus pares e têm mais chances de receber uma promoção.

Um estudo realizado nos Estados Unidos pela Columbia Business School, pela California University e pela Duke University defende que as emoções podem ser mais confiáveis do que a razão em momentos de decisão. Publicada no mês passado, a pesquisa sustenta que os sentimentos são um conjunto de programas que nos ajudam a resolver problemas recorrentes, como por quem vamos nos apaixonar ou se devemos escapar de um predador. Os pesquisadores chegam a dizer que o coração é mais confiável do que a razão pura na garantia da felicidade a longo prazo.

Quem faz somente apologia à racionalidade ignora o poder dos sentimentos. São os sentimentos que levam o indivíduo à ação, permitem sonhar, possibilitam o afeto, a generosidade e conduzem o mundo às grandes mudanças ideológicas.

Há outras pesquisas que indicam que pessoas que retêm suas emoções geralmente são mais suscetíveis a desenvolver problemas de saúde. Quem não expressa suas emoções morre mais cedo.

Por tudo isso, sugiro a você que seja mais atento as suas emoções. Tratar tudo racionalmente, evitar transparecer suas emoções, está provado, não é garantia de viver melhor. Precisamos da razão para evitar erros que o coração não pode medir. Mas o homem e a mulher que escondem suas emoções perdem a oportunidade de viver.

quarta-feira, março 25, 2009

A fé em Deus: nossa primeira crença…

A edição do dia 21 de março da revista Época traz, na capa, o seguinte título “A fé que faz bem à saúde”. A reportagem diz que novos estudos mostram que o cérebro é “programado” para acreditar em Deus – e que isso nos ajuda a viver mais e melhor.

De acordo com a revista, o estudo analisou o cérebro de 40 pessoas – religiosas e não religiosas. E a conclusão dos pesquisadores é que a crença religiosa é algo que nasceu junto com nosso cérebro.

Mas, os cientistas também observaram outras coisas. Além da crença em Deus ser algo inerente ao cérebro humano, eles também concluíram que as pessoas que acreditam em Deus conseguem controlar mais suas emoções; conseguem expressá-las muito melhor. Os pesquisadores chegam a dizer que a oração ajuda a pessoa a melhorar a relação consigo mesma e, consequentemente, essa prática altera positivamente a química cerebral.

Aqui no Fato Pensado já falamos noutras ocasiões sobre pesquisas que tratam da importância da fé para nossa saúde. Esta não é muito diferente. Talvez a maior novidade seja mesma essa conclusão: a de que nós somos predispostos biologicamente a ter crenças, a ter fé em Deus. O estudo chega a dizer que a crença religiosa talvez seja a primeira forma de sistema de crenças que existe em nosso cérebro. Uma forma de crença que surgiu antes das outras.

Por que será? Os cientistas não sabem responder.

Como cristão que sou, dedico uma atenção cautelosa ao que dizem os cientistas a respeito da crença em Deus. Afinal, na maioria das vezes, a mesma ciência que critica a religião pela ausência de provas materiais da existência de Deus, usa expediente semelhante para rejeitar o Criador. Ou seja, a ciência diz que os religiosos têm fé em algo sobrenatural, desconhecido. Mas ela mesma cria inúmeras teorias, quase sempre controversas e sempre passíveis de revisão. Teorias que também precisam de um bocado de fé daqueles que condenam nossa crença em Deus.

No programa de hoje, não tenho a intenção de utilizar as conclusões desse estudo divulgado na revista Época para uma estimular uma reflexão nova, diferente de outras. Apenas quero lembrar você que, em alguns momentos sente dúvidas sobre a existência do Criador, que não consegue reconhecer os benefícios da fé, quero apenas dizer a você que é bombardeado pelas teorias filosóficas e científicas, que a Ciência que tenta derrubar os princípios religiosos é a mesma que traz boas novas para quem precisa reacender sua fé.

Os autores da pesquisa que citei a você não são cristãos. Eles não são religiosos e nem declaram ter fé em algum ente divino, sobrenatural. Esses cientistas, semelhante a outros, tentam dizer que a fé é uma construção nossa, resposta a uma necessidade humana. Mas eles reconhecem que a complexidade de nosso cérebro indica que há algo além daquilo que a Ciência pode explicar. Por isso mesmo, precisam admitir que ter fé faz bem ao ser humano, nos ajuda a viver melhor. Somos mais felizes e completos quando optamos por acreditar em Deus.

sexta-feira, março 20, 2009

Sobre este blog...

Este espaço intenciona publicar os textos do programete que apresento na Rede Novo Tempo. Por isso, o blog não é atualizado com tanta frequência.

Contudo, diariamente estou no Blog do Ronaldo. Aí ao lado, disponibilizei um link para acesso aos posts que escrevo. Se quiser passar pela nossa outra "casa", será uma satisfação recebê-los.

quinta-feira, março 19, 2009

A prisão de Dado Dolabella...

No FATO PENSADO de hoje quero destacar a prisão de um jovem ator. Quero refletir com você sobre o assunto e tentar extrair algumas lições para nossa vida. Quero falar de Dado Dolabella.

Dado Dolabella está preso. Não é novidade. O assunto está em quase todos os sites e blogs noticiosos e de fofocas. Contudo, o que me impressiona é a incapacidade do ator de refletir sobre seus atos.

Ele é jovem, talentoso, com potencial para ser bem-sucedido, mas não consegue ter juízo.

A vida de Dado é envolver-se em confusão. Os rolos com a também atriz Luana Piovani não foram os únicos. E não parou ali. Ele estava proibido de ficar a uma distância inferior a 250 metros de Luana Piovani. Apesar da determinação judicial, o ator insistiu em frequentar os mesmos lugares onde estava a ex-namorada.

Coincidência? Talvez, uma outra vez. Mas até mesmo o poder judiciário esse rapaz teve a capacidade de ironizar. Para quê? Não sei. É difícil entender a cabeça das pessoas.

Tenho dito que somos seres complexos, difíceis de lidar. No entanto, nossa capacidade cognitiva, intelectual nos permite ser racionais. Compreender nossos limites, saber calcular os riscos que se corre é algo que nossa mente tem a capacidade de fazer.

Mas Dado Dolabella não parece querer fazer esse tipo de exercício mental.

Mas a vida do ator não é problema meu. Se ele está preso, trancado numa cela com outros 13, não é algo com o qual me ocupo. Penso apenas nele como exemplo de outras tantas pessoas inconsequentes. Gente que vive sem compromisso, responsabilidade e não consegue medir o impacto de seus atos na vida delas e na vida de outras pessoas.

São adolescentes, jovens ou adultos que entendem que todos os riscos valem a pena. Acreditam que a vida precisa ser vivida de forma intensa. Ignoram que seus atos podem marcar definitivamente suas vidas, e até respingar em inocentes.

Hoje, por exemplo, soube de uma garota que chorava muito porque uma amiga precisa ir embora. A amiguinha sofria e ambas choraram juntas. O motivo? Uma bobagem sem tamanho cometida pelo pai.

Talvez alguém diga: “bobagens todos nós cometemos. Afinal, estamos sujeitos a erros”. Concordo. Mas em nossa prática de vida devemos nos policiar. Cuidar de nós é preservar aqueles que mais amamos. Isto, porque quase sempre nossos atos atingem inocentes, que nada fizeram para merecer o sofrimento que causamos.

quarta-feira, março 18, 2009

Um novo hospital...

Dia desses falei aqui sobre “o que dizer a alguém que sofre”. Esta é uma tarefa difícil. Mas, como comentamos, algumas atitudes simples podem nos aproximar de quem sente dor.

Hoje, quero falar sobre uma situação que considero das mais difíceis a ser enfrentada por quem está enfermo. Trata-se do ambiente hospitalar.

O hospital é o local mais adequado para a recuperação de alguém que está doente. No hospital, o paciente é acompanhado e monitorado por médicos e enfermeiros. Ele também toma medicamentos, sofre cirurgia – quando necessário.

Mas esse espaço que visa ajudar na recuperação, também acentua o sofrimento. Não há carinho, afeto e, muito menos, sorrisos. Não consigo imaginar que alguém fique satisfeito em passar horas e horas, dias a fio, num quarto de hospital.

Aquelas paredes brancas, azuladas e até de tom cinza claro pouco ajudam a animar o paciente. O cheiro de remédio, a visão de outros doentes, enfermeiros que aplicam soro ou retiram sangue para exames, tudo gera angústia e ansiedade. E as visitas nem sempre são animadoras.

Para o paciente, o tempo parece não passar. Os dias são intermináveis. A impressão é que tudo conspira contra o paciente.

Não sou médico e tampouco tenho autoridade para reclamar do ambiente hospitalar. Mas os hospitais não me agradam. Se pudesse, lançaria uma cruzada para mudar radicalmente esses espaços.

Os prédios ganhariam novas cores e decoração. Enfermeiros e médicos não usariam só roupas brancas. Os quartos dos hospitais receberiam novos odores e os pacientes teriam atividades, assistiriam boas comédias, para se entreter e passar o tempo. Afinal, está provado, cientificamente, que o riso ajuda na recuperação de pessoas doentes. Alivia a dor.

Talvez eu esteja sonhando demais. Entretanto, creio que mudar a concepção de nossos hospitais e o tratamento dado aos doentes é uma forma de respeitar o ser humano. Ainda que enfermo, quem está numa cama de hospital continua a ser gente. Tem sentimentos. E esses sentimentos quando reconhecidos, respeitados e tratados podem ajudar em sua recuperação.

terça-feira, março 10, 2009

O que dizer a alguém que sofre?

Esta é uma pergunta que faço a mim mesmo todas as vezes que encontro alguém que está sofrendo muito. Algumas pessoas parecem ter um dom especial... Sabem o que dizer, conseguem ser relevantes nos momentos de dor. Essas pessoas parecem anjos de Deus, capazes de aliviar o sofrimento.

Estou longe de ser essa pessoa. Sou racional demais. Frio demais para tornar mais leve a dor de quem precisa de ajuda.

Entretanto, tenho descoberto coisas interessantes. Quero compartilhar um pouco com você. Tenho lido a obra “Onde está Deus quando chega a dor”. Trata-se de um livro do premiado escritor cristão Philip Yancey.

Nessa obra, o autor compartilha algumas lições que ele mesmo aprendeu após exaustiva pesquisa.

Uma delas é de que, para quem sofre, nada é mais importante que saber que ainda se tem amigos. Não são as palavras que fazem a diferença. É a demonstração clara de que se está disponível, interessado em ajudar.

Mas precisa ser alguém disponível que saiba reconhecer que, às vezes, o silêncio é mais importante que um discurso. Philip Yancey destaca que, nos momentos de sofrimento, não são os filósofos que são lembrados, pois não é o muito falar que ameniza a dor.

Quem tenta explicar a dor quase sempre provoca mais sofrimento.

A pessoa que sofre geralmente tem a sensação de que Deus a abandonou. Então, é neste momento que somos chamados a mostrar o amor que Deus não parece demonstrar. Para isso, não precisamos de discursos. Só devemos estar disponíveis. Só temos necessidade de ser o mais natural possível. Na dor, a pessoa quer perceber que a amizade que tinha não mudou.

Demonstrar pena, lamentar, reclamar, dizer frases chavões do tipo “Deus sabe o que faz”... Isto tudo, pouco ajuda. Como eu disse, é preciso ser o mais natural possível.

Se você sempre foi um contador de piadas, mantenha o mesmo comportamento com esse amigo. Se costumavam fazer orações juntos, tenha a mesma atitude. Se gostavam de se reunir para bater papo, tente continuar com essa rotina – procure por alguns momentos esquecer a doença, a perda, a morte que provou o sofrimento.

Philip Yancey faz uma ótima analogia com o comportamento dos pais diante de algum acidente com os filhos. Quando a criança chega chorando, o que fazemos? Geralmente a abraçamos carinhosamente e simplesmente dizemos: “O que foi que aconteceu? Eu estou aqui. Fique calmo”. Nós ouvimos sua reclamação, sua dor. E respondemos com nosso carinho e atenção. Portanto, se quiser ajudar, saiba que o sofredor precisa mesmo é do abraço, da verdadeira amizade.

quinta-feira, março 05, 2009

Vaidade feminina...

No programa anterior trouxemos aqui o resultado de um estudo realizado por dois teólogos renomados do Vaticano. Apresentamos que 60% dos homens são dominados pela luxúria. Quarenta por cento das mulheres, pela vaidade.

Também falamos que as mulheres querem ser admiradas, belas, irresistíveis, autossuficientes e poderosas. Já os homens perdem a razão diante do objeto de atração sexual.

Pois bem, se no último programa tratamos de forma mais ampla do domínio que tem o sexo sobre os homens, hoje quero falar um pouco sobre a vaidade feminina.

A pesquisadora brasileira Sandra Dias, coordenadora do curso de Psicanálise da PUC de São Paulo, tem uma explicação reveladora sobre o assunto. Ela diz que "a mulher erotiza sua aparência física para capturar o desejo do homem”.

Poucas mulheres assumem que a vaidade é uma erotização da imagem delas. Poucas admitem que o investimento na aparência tem a intenção de chamar a atenção do homem e vencer uma disputa entre elas mesmas.

Elas precisam estar com “tudo em cima” para chamar a atenção dos homens. Querem se sentir cobiçadas. Mas querem também causar inveja nas outras mulheres.

Esse universo é cruel. As mulheres reparam uma nas outras. Avaliam-se. Tecem comentários maldosos e disputam, silenciosamente, a cada dia, a cada evento ou festa, um concurso de beleza a fim de descobrirem “quem é a mais bela”.

A mulher quer se sentir bonita. Não há mal nisso. Cuidar da aparência é saudável. Mas a vida debaixo da ditadura da beleza é uma agressão à autoestima.

O modelo idealizado de beleza prejudica a saúde física, mental e financeira. Muitas mulheres deixam de se alimentar corretamente, mutilam-se e adquirem dívidas enormes a fim de fazerem aquilo que entendem ser necessário para serem as mais belas.

Grande ilusão. A maioria nunca alcança o ideal de beleza, pois este ideal está desenhado na cabeça delas. E parece sempre estar muito distante. É por isso que quase sempre estão insatisfeitas; precisam emagrecer sempre, fazer uma nova cirurgia plástica, comprar uma roupa diferente ou ir mais uma vez ao salão de beleza.

Se a vaidade é uma das características humanas, também é algo que rouba a paz.

A vaidade deve ser trabalhada de forma que não comprometa o equilíbrio da vida. Não é saudável para o espírito. Fazer uso dos artifícios que as indústrias da moda, da cosmética e mesmo das cirurgias disponibilizam apenas para se sentir mais poderosa que outras mulheres ou para ser objeto de desejo dos homens causa uma satisfação passageira, momentânea. Esse prazer não dura para sempre.

Homens e mulheres precisam investir naquilo que engrandece o espírito, no que nos torna melhores como seres humanos. A beleza e tudo que ela parece proporcionar é fugaz. E o tempo, por fim, revela os verdadeiros valores – aqueles que valem a pena.

quarta-feira, março 04, 2009

Recado ao leitor...

Willian, você pediu autorização para publicar um texto meu em seu site. Por gentileza, entre em contato por email. O endereço é ronaldonezo@gmail.com

segunda-feira, março 02, 2009

Os homens tendem à luxúria

A revista Isto É desta semana destaca um estudo realizado por dois teólogos renomados do Vaticano. A conclusão da pesquisa é reveladora. Sessenta por cento dos homens são dominados pela luxúria. Quarenta por cento das mulheres, pela vaidade.

Enquanto elas querem ser admiradas, belas, irresistíveis, autossuficientes e poderosas, os homens perdem a razão diante do objeto de atração sexual.

A pesquisadora brasileira Sandra Dias, coordenadora do curso de Psicanálise da PUC de São Paulo, explica esses índices. Segundo ela, "a mulher erotiza sua aparência física para capturar o desejo do homem. Já os homens erotizam o ato sexual em si".

Aqui neste espaço, hoje, não vou refletir sobre a vaidade feminina. Quero falar com você a respeito o domínio que o sexo tem sobre a mente dos homens. Primeiro, é preciso dizer que não tem nada de errado pensar e gostar de sexo. Deus criou homem e mulher para viverem juntos. E a vida em comum deve garantir o prazer sexual para ambos.

Contudo, o que é para ser bênção na vida do homem, tornou-se sua maldição. A cultura midiática é da valorização dos corpos femininos. A mulher é o objeto que promove a venda dos mais diversos produtos – desde cerveja até creme dental.

Mas não vende apenas por ser garota propaganda. Vende porque está associado o consumo do produto com o prazer sexual.

Essa mudança, junto com a ideologia da liberdade sexual, criou excessos. A apologia ao sexo está presente em tantos lugares que é quase impossível evitar ser seduzido por algumas imagens ou mensagens. Temos a onipresença do sexo.

Se, por natureza, os homens tendem à luxúria, hoje ficou quase inevitável não ter os pensamentos pautados pelo desejo de obter satisfação sexual. Acontece que neste contexto surge a frustração.

Homens e mulheres se deixam iludir por falsas ideias. Mas entre o idealizado e o real pode existir um abismo. Com isso, o relacionamento parece não garantir mais satisfação e a procura por prazeres fora do casamento acaba sendo uma rotina pra muita gente.

Talvez alguém diga: “isso sempre aconteceu”. Relacionamentos extraconjugais sempre existiram na história da humanidade. Alguns até dizem que a infidelidade é uma tendência natural do homem.

Não penso assim. Eu entendo que somos tentados. Também entendo que hoje é preciso ser muito mais firme nos propósitos de fidelidade. Afinal, a mensagem que a sociedade apregoa é outra. Tudo é relativizado... Até o amor. E, com isso, casamentos começam, casamentos terminam. E a infelicidade continua, porque o problema não está no relacionamento. O problema está na mente das pessoas.

Concluo dizendo, se há uma tendência para a luxuria e o mundo estimula ainda mais esses desejos, como cristãos, temos que nos proteger. A melhor estratégia é buscar a Deus. Na oração, podemos confessar nossas fragilidades ao Senhor. Ele é o único que nos ajuda a vencer as tentações. Nossos desejos são pecaminosos, mas o Senhor nos garante a vitória.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Sentimentos...

Tem dias em que nos sentimos derrotados. Faltam forças para o trabalho, para sorrir a um amigo ou mesmo para levantar os olhos para o Céu. Os motivos podem ser os mais variados. Desde alguém que nos fez mal até uma palavra lida fora de hora, num lugar qualquer.

Quando isso nos ocorre o mais difícil é ter fé que alguém olha por nós. É difícil sentir que temos valor e que somos amados.

São nessas ocasiões que temos que buscar forças onde elas parecem não existir para "virarmos a mesa" e prosseguirmos. Devemos crer que Deus não nos quer derrotados. Não é fácil. Mas a falta de confiança é tudo que o inimigo deseja preservar em nosso coração.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Vaidade na infância e juventude...

O Fato Pensado de hoje quer tratar da vaidade na infância e na juventude. Trata-se de algo tão presente na sociedade contemporânea que, por vezes, não nos damos conta de que temos um problema a enfrentar.

Salto alto, maquiagem, visitas ao cabeleireiro, tratamento estético, ginástica, musculação... Enfim, esses comportamentos e atividades físicas voltados à promoção da beleza já não estão restritos aos jovens e adultos.

Crianças, cada vez mais cedo, são atraídas para esse universo. A indústria da moda e o mercado de cosméticos já perceberam que nossos filhos são potenciais consumidores. Para se ter uma idéia, o mercado brasileiro de cosméticos é o segundo maior do mundo. São 50 milhões de consumidores. Essa indústria teve um crescimento de 13,3% no faturamento nos últimos cinco anos. Não é pouca coisa.

Mas o que certos pais acham bonitinho esconde uma série de problemas. O principal deles é a antecipação da fase adulta. Nossas crianças adotam um visual de adolescentes ainda na infância. E na adolescência, comportam-se como jovens e adultos. Acontece que atropelar as fases naturais da vida tem um preço. Nossos filhos se tornam adultos tendo já experimentado tudo que a maturidade poderia proporcionar.

O sexo é uma dessas experiências antecipadas. A vaidade, que se revela no uso de determinadas roupas, calçados, cuidados com o cabelo, maquiagem etc etc, geralmente tem como objetivo a exposição do corpo. Essa exposição não visa proporcionar prazer apenas à pessoa. A vaidade evidencia uma preocupação com o olhar do outro; a necessidade de chamar atenção para si, de ser admirado. Logo, a vaidade caminha com a valorização da sensualidade. E colocar-se sensualmente leva ao sexo precoce.

Não quero aqui fazer um discurso moralista. Entretanto, crianças vaidosas geralmente têm a primeira experiência sexual muito antes do que seria desejável. Crianças vaidosas tendem, na adolescência, a desejar fazer cirurgias plásticas – desde a colocação de silicone nos seios até a realização de lipoaspiração ou mesmo a retirada de costelas para garantir uma cintura mais fina.

De quem é o dever de impedir esses problemas todos? Resposta obvia. São os pais os responsáveis por evitar que as fases da vida sejam atropeladas. Não é fácil. Afinal, é grande o apelo da indústria da moda, do mercado de cosméticos. A mídia, por sua vez, ajuda a aumentar o estrago. Valoriza o culto ao corpo, à beleza e os pais sentem-se acuados. E os próprios pais, muitas vezes, projetam um ideal de perfeição nos filhos e incentivam a vaidade. Mas não é aconselhável ser tolerante com a vaidade na infância. As conseqüências, como dissemos, aparecem na adolescência e na fase adulta. Os pais devem ser firmes. Devem resistir a pressão e preservar a inocência das crianças. Dá trabalho. Mas vale a pena.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

O papel dos pais...

A edição desta semana da revista Veja traz um título instigante “Eles é que mandam”. A reportagem tenta apresentar “como pensam e se comportam os adolescentes de hoje”.

Os dados apresentados pela Veja são interessantes. Depois de ouvir mais de 500 adolescentes e jovens com idade entre 13 e 19 anos, a reportagem concluiu que eles vivem intensamente a revolução digital pela qual passa a sociedade. Mas também apontou que nossos adolescentes e jovens estão totalmente desorientados.

A pesquisa observou que 64% dos entrevistados têm como principal meta da vida ganhar dinheiro. Querem ficar ricos. São filhos da era digital e procuram possuir todas as novidades tecnológicas disponíveis. Mas, como o meio tecnológico permite tudo, menos uma experiência concreta de vida, os adolescentes e jovens são extremamente superficiais. E isso eles reproduzem nos relacionamentos. Trocam de opinião, amizades e namorado ou namorada com a mesma facilidade com que trocam de roupa.

Ah... e além de querer ganhar dinheiro, não sabem mais o que querem. Uma profissão, por exemplo, só interessa se garantir boa vida, alta remuneração.

Porém, outros dados chamam atenção. A primeira relação sexual tem acontecido, em média, por volta dos 14 anos. Entre 12 e 14 anos, 35% dos adolescentes já consumiram ou consomem bebidas alcoólicas. Quando pesquisados garotos e garotas de 15 e 16 anos, esse índice sobe para 56%.

Mas a reportagem da Veja não para por aí. Ela trata dos conflitos familiares. Também mostra que, em casa, os pais não sabem lidar com os filhos. Se adolescentes e jovens estão desorientados, os pais têm parcela significativa de responsabilidade. Tudo porque em algum momento eles deixaram de dizer não.

Sabe, caro amigo, os filhos de hoje mandam nos pais. Mandam, porque os pais deixam. Não saber estabelecer limites. Os pais entendem que a missão deles é dar amor, carinho, prover escola, roupas, calçados, alimentos, mas se esquecem do principal, a educação. E educação para a vida não se aprende na escola. Escola é um lugar que auxilia na formação do cidadão. Mas quem dá o norte, quem direciona a criança para a vida são os pais.

E aqui um detalhe fundamental, os pais devem dialogar com os filhos. Amar profundamente os filhos. As crianças precisam saber que são amadas. Mas pai e mãe não são amigos dos filhos. Pai e mãe são pais. Esta é a função. Tem de dar afeto, mas devem manter a autoridade sobre os filhos.

Quando essa lógica se inverte, como tem acontecido em muitos lares, os adolescentes e jovens ficam perdidos. Eles parecem ter tudo o que querem, mas ficam, como diz a reportagem da Veja, desorientados, sem rumo e sem saber o que querem da vida.

Cem textos publicados...

O Fato Pensado chegou aos 100 textos publicados. É uma conquista e tanto. Embora a tarefa de escrever seja prazerosa, também exige tempo, reflexão e cuidado. Ou seja, não é fácil. Por isso, só tenho a agradecer a Deus pela luz que nos concede. E continuar pedindo sabedoria para não falar bobagem. Pelo contrário, ter a chance de ajudar pessoas a viverem melhor.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

A escolha do parceiro...

Um dos mais badalados psicólogos do país, Flávio Gikovate, acaba de publicar um novo livro. A obra ganhou o título de “Uma nova visão do amor”. Nela, Gikovate polemiza ao declarar que só vai ser feliz no amor quem abandonar seu ideal romântico.

Deixa eu explicar melhor a tese do psicólogo… Ele entende que a fantasia de um relacionamento cheio de romantismo, paixão é um dos principais entraves para o estabelecimento de um vínculo amoroso estável.

Na opinião de Flávio Gikovate, a idealização do parceiro e principalmente do relacionamento causa nas pessoas uma frustração imensa quando se deparam com a realidade do casamento. Por isso, ele sugere que a escolha do parceiro seja feita com uma boa dose de racionalidade.

Particularmente, embora discorde de alguns pontos defendidos pelo psicólogo, entendo que Gikovate tem certa razão. Basta observar os números de divórcios. A quantidade de separações sugere que alguma coisa está errada. E, parece-me, que o erro começa no pensamento equivocado sobre o casamento.

Notamos que a maioria dos jovens está tão empenhada em viver intensamente e loucamente sua juventude que ignoram a importância de olhar o parceiro além da aparência. Quase sempre os namorados estão ocupados em curtir o outro, estão tão entusiasmos sexualmente com o parceiro que se esquecem de observar aquilo que pode diferenciar uma pessoa na convivência por toda uma vida.

Flávio Gikovate diz uma outra verdade… A postura em relação ao sexo está superestimada. Quando a pessoa entra num casamento, a realidade a consome. A percepção de que a vida em comum vai além do sexo nem sempre é bem assimilada e muitos fazem a opção por abandonar o barco.

Caro amigo, se alguém ainda quiser salvar a instituição “casamento” e ter um relacionamento feliz, é preciso repensar certos valores. Talvez seja necessário resgatar alguns conceitos dos mais velhos. Começando, quem sabe, por um namoro onde se valorize mais a boa conversa, o diálogo, os questionamentos sobre preferências, gostos, o que cada um pensa a respeito de filhos, de educação das crianças, sobre a vida profissional…

Também há necessidade de conhecer a família. Saber como são seus hábitos, as diferenças culturais, os valores éticos e morais, o pensamento religioso.

São coisas aparentemente simples, mas que podem fazer toda a diferença na escolha da pessoa com a qual se pretende dividir toda uma vida. Afinal, o ardor da paixão se vai. Ficam a afinidade, o caráter, a cumplicidade, o companheirismo… E nisto tudo, o amor.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Desligue a tevê na hora das refeições...

Uma pesquisa realizada por uma empresa alimentícia confirmou o que muita gente já suspeitava. A família brasileira tem o hábito de fazer as refeições assistindo televisão. A estatística é assustadora. Cerca de sete em cada dez famílias fazem suas refeições enquanto a tevê está ligada.

Eu espero que esse não seja o seu hábito. Mas, se for, é hora de adquirir um novo comportamento.

Estudiosos apontam vários prejuízos. Quem come diante da tevê, geralmente não saboreia os alimentos. Faz tudo mecanicamente e não presta atenção aos sabores e nem a quantidade que está ingerindo.

Essas pessoas ainda tendem a ter mais facilidade para ganhar peso e ficam mais estressadas.

Entretanto, o pior prejuízo é outro. O momento das refeições deveria ser sagrado, pois quase sempre é uma das poucas oportunidades que a família contemporânea tem para interagir.

Fazer suas refeições junto com a família só tem valor se o aparelho estiver desligado. Do contrário, é o mesmo que não estar presente. Pais e filhos que se alimentam com a televisão ligada perdem a chance de conversar, de trocar ideias, de falarem sobre suas expectativas, sonhos e até a respeito de seus problemas.

A televisão silencia seus espectadores. Pior, a necessidade de prestar atenção no programa que está sendo exibido motiva muitas vezes um membro da família a ser grosseiro com o outro.

Às vezes, a mulher interrompe o marido para falar algo… Ele não consegue ouvi-la e, se ela insiste, corre o risco de ser tratada de forma grosseira e pouco educada. E não são raros os casos de filhos que insistem em falar com os pais, querem ser ouvidos por eles, mas as crianças são rejeitadas ou obrigadas a se calar.

Caro amigo, cada um tem direito de fazer suas escolhas e adotar o modelo de vida que lhe é mais conveniente. Contudo, se você valoriza a família, quer estar mais próximo das pessoas que ama, mantenha a televisão desligada durante as refeições. Particularmente, recomendaria que ela ficasse desligada boa parte do tempo, já que não há praticamente nada na telinha que realmente valha a pena assistir. Mas, isto é com você… Hoje digo apenas que já vai ajudar bastante se conseguir ficar longe da tevê durante as refeições.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

A Veja e os cantores evangélicos...

Ao lado de outros artistas cristãos, Aline Barros é destaque na edição desta semana da revista Veja. A reportagem revela o sucesso desses cantores. Mostra que a música gospel atrai um público cada vez maior. Gente que nunca apreciou canções com letras religiosas agora é sensível a esse tipo de mensagem.

A Veja fala, por exemplo, da qualidade musical, dos recordes na vendagem de discos e tece comparações positivas com artistas populares. Entretanto, por sua natureza cética e crítica aos religiosos, a revista não consegue escapar de sua tradição em abordar tais temas de forma caricata.

Ao apresentar Aline Barros, a Veja derrapa na caracterização. Ouça o que ela diz:

- A cantora Aline Barros destoa do estereótipo da mulher evangélica. Ela não prende os cabelos, muito menos usa saias até os calcanhares. [...] Aline, 32 anos, pinta o rosto, anda sempre perfumada e a balança é seu purgatório. No almoço com a reportagem de VEJA, ela beliscou um pequeno bife com fritas e dispensou a sobremesa.

Caro ouvinte, não sei como você lê esse texto, mas, para mim, é o tipo de conceituação preconceituosa e descontextualizada. Afinal, há muito, homens e mulheres evangélicos cuidam do corpo, preocupam-se com a beleza, vestem-se de forma elegante. Mas a revista parece ignorar isso. Ah... e desconheço alguma doutrina que obrigue a mulher cristã a andar de cabelos presos.

A Veja ainda ignora informações relevantes aos leitores. No último Grammy Latino uma cantora gospel, Soraya Moraes, foi o maior destaque da música brasileira. Ela superou artistas famosos que aparecem todos os dias na mídia, tocando nas rádios, servindo de trilha sonora para as novelas.

Soraya Moraes ganhou três prêmios, incluindo o de melhor canção brasileira. Mas a revista prefere tratar os evangélicos como uma gente atrasada, feia, descuidada e fanática. Uma pena.

Nós, cristãos, não deveríamos nos orgulhar de reportagens como esta. Elas não retratam o que somos. Somos um povo diferente. Mas naquilo que nos diferenciamos do mundo, assim o fazemos porque queremos ser luz do mundo; uma chama acesa na escuridão.

Nossos cantores, mais que ter música de qualidade, álbuns reconhecidos e premiados, respeitam o público e ainda são modelos positivos de comportamento numa sociedade confusa e carente de boas referências.

terça-feira, janeiro 27, 2009

O público e o Big Brother Brasil...

Janeiro, fevereiro... Na verdade, os primeiros meses do ano são reservados, na principal emissora de televisão do país, para a banalização do comportamento humano. Estou falando do Big Brother Brasil. O programa está em sua nona edição e, semelhante aos anos anteriores, faz do exibicionismo, da busca pela fama e dinheiro fácil armas para conquistar o público. E, por incrível que pareça, milhões de pessoas sentam nos sofás de suas casas para ver um grupo de homens e mulheres – quase todos jovens – desfilando diante das câmeras.

A fórmula do programa é conhecida. Não há nada ali que acrescente valores ao telespectador. Os participantes parecem escolhidos a dedo para revelarem o que há de mais fútil e questionável no caráter de um ser humano. Neste ano, um senhor de mais de 60 anos integra o Big Brother e, mesmo casado, já apontou que, para ganhar um milhão de reais, vale inclusive trair a esposa. E, fora do programa, a mulher concordou com o marido.

Sedução, namoro, intrigas fazem parte do cotidiano do BBB. Mesmo sem uma história pra contar, o programa faz sucesso.

Às vezes, fico pensando no público. Os participantes estão ali num jogo de ficção e realidade. Não parecem ter compromisso com nada e nem ninguém. Mas, e o público?

Sabe, há vários motivos para justificar a atração do Big Brother sobre as pessoas. Entretanto, nenhum deles passaria pelo filtro do bom-senso, da racionalidade. Bastaria pensar por alguns instantes na ausência de valores e no vazio proporcionado por esse espetáculo para desligar o botão da televisão.

O BBB é tudo que condenamos em nossos discursos cotidianos. No entanto, muitos de nós preferimos uma fuga da realidade para viver o espetáculo da mediocridade e ficar horas diante da telinha. Depois, trocamos o diálogo sobre a vida real por comentários sobre os relacionamentos, as confusões, os namoros e a beleza sedutora de alguns dos participantes do programa. Falamos sobre isso com nossos filhos, com nossos amigos, companheiros de trabalho...

Posso estar errado, mas penso que quando assim nos comportamos transferimos valor ao lixo. Trocamos os diamantes que a vida e Deus podem nos dar por banalidades que nada nos ensinam e que arruínam o nosso espírito e mente.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Aprendendo a perder...

O FATO PENSADO de hoje traz para você um texto publicado no site da Johnson e Johnson do Brasil. Trata-se texto fundamental para refletirmos sobre a educação de nossos filhos.

Todo mundo conhece crianças que não sabem perder. Crianças que querem ser o melhor aluno da classe, o destaque do time, o vencedor de todas as brincadeiras. Para essas crianças, o que interessa é ganhar. São crianças que não aceitam de jeito nenhum um resultado negativo.

Se essa é uma situação corriqueira em sua casa, preste atenção: é fundamental que, para o futuro do seu filho, que ele aprenda o que significa a derrota.

Acredite, assim como vencer colabora para fortalecer a autoconfiança, lidar com as frustrações também tem um lado positivo.

Quando pequenas, as crianças modificam as regras do jogo para que sejam favoráveis à sua vontade. O problema é que, conforme vão crescendo, começam a encarar um mundo bem diferente, com regulamentos pré-estabelecidos e competidores que têm grande ânsia em conquistar o lugar de destaque.

No início, o processo é doloroso. Por isso, cabe aos pais mostrar à criança que ganhar não é sinônimo de superioridade, assim como perder não é de inferioridade. É importante ensinar que o verdadeiro objetivo da competição é atingir o seu melhor resultado, e nem sempre isso significa a vitória.

Atenção também com a vontade de ganhar a qualquer custo. Jamais finja que não viu uma trapaça. Ressalte que uma disputa honesta, vencida pelos próprios méritos, tem muito mais valor.

Cheios de boas intenções, pai e mãe não medem esforços para ver o filho vitorioso. Porém, é preciso ter cuidado para não projetar na criança os sonhos não realizados. Querer que o pequeno conquiste tudo o que você não conseguiu, além de poder deixá-lo amedrontado (pode achar que com a derrota deixa de ter o amor dos pais), só faz gerar o sentimento de impotência.

Diante de uma derrota, apenas ouça o que ele tem a dizer. Diga que compreende a frustração, mas que esse resultado não o diminui em nada.

O esporte é uma excelente maneira de auxiliar no trabalho pedagógico de ensinar os filhos a lidar com as frustrações.

O atleta-mirim aprende que o jogo só acontece se as regras forem seguidas, os companheiros de equipe e adversários forem respeitados e que, para se alcançar bons resultados, é preciso persistência, força de vontade e paciência. É um exercício diário de reconhecimento e superação das limitações.

Portanto, mais do que aprender a jogar, ele irá aprender a superar o sentimento de fracasso e conquistar confiança suficiente para enfrentar situações difíceis no futuro.

A pessoa que trabalha esse lado emocional terá uma adolescência mais saudável em todos os sentidos: ela saberá encarar as perdas e ganhos com naturalidade, enfrentará com mais facilidade os novos desafios e ficará mais sociável.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Injustiças... só enquanto Ele não volta

Hoje quero comentar sobre a reportagem principal da revista Veja desta semana. A Veja estampa na capa o seguinte título: Darfur, à espera do Salvador. Darfur é uma cidade do Sudão. O Sudão é um país do continente africano.

A população sofre. Sofre com o genocídio. Se você não sabe o significa, genocídio é uma forma de extermínio, de matar gente inocente em nome de alguma filosofia maluca. Como, por exemplo, matar homens, mulheres e crianças apenas por professarem uma fé diferente da professada por quem detém o poder. Hitler praticou genocídio. Matou judeus apenas por não gostar deles. Matou descendentes de outros povos apenas por que acreditava que os alemães eram superiores aos demais. Ele queria uma raça pura.

Em Darfur também acontece genocídio. Lá existem outras motivações. Não vou aqui discutir quais são essas motivações. A revista Veja trata disto. O que quero refletir vai além das razões do genocídio.

O extermínio silencioso de milhares de pessoas, ignorado pelo restante da população mundial, ganha destaque na revista. Mas o drama dessas pessoas não é abordado pela Veja com o objetivo de nos alertar, chamar nossa atenção para esse conflito que vitima famílias inteiras. A revista fala de algo revoltante, vergonhoso, para dizer que Darfur, no Sudão, é um lugar sem lei e sem espaço para a misericórdia divina.

O título da capa, “Darfur, à espera do Salvador”, é apenas uma frase de efeito para questionar a existência de Deus. É apenas um pretexto para dizer que no Natal, enquanto milhares de pessoas falam de Cristo, lembram o nascimento do Menino Jesus, gente inocente morre no dia de Natal. A Veja sugere que Darfur precisa de um salvador. Mas precisa de qualquer salvador; qualquer pessoa capaz de pôr fim ao genocídio e livrar milhares da morte.

Para a revista Veja, não existe Cristo. Existem sim alguns poucos voluntários que tentam salvar vidas, amenizar o drama das milhares de vítimas que sofrem estupros e vivem sob ameaça constante de serem assassinadas.

A Veja chega a questionar: qual é o lugar de Deus num mundo de iniqüidades? E, entre outras perguntas, faz mais esta: Se há um Deus, por que Ele não nos dá tudo aquilo que um mundo sem Deus nos sonega?

Sabe amigos, os questionamentos da Veja talvez já tenham sido feitos por você em algum momento da vida. Eles vêm à nossa mente toda vez que sofremos uma grande injustiça ou conhecemos algo tão dramático, triste, como o genocídio em Darfur, no Sudão, no centro da África.

Mas há algo que muitas vezes ignoramos: Deus não é responsável pelos dramas da humanidade. Há alguns milhares de anos, a Terra tem um outro governo. A própria Palavra de Deus dá indicações claras que nós, que aceitamos a Cristo como Salvador, vivemos neste mundo, mas não somos deste mundo. E sabe por quê? Porque o governante desse mundo é o príncipe das trevas. A cada dia ele dá continuidade a sua obra com o objetivo de afastar ainda mais o homem de Deus. Ele quer que homens e mulheres façam como a Veja, questionem a existência de Deus, a bondade e o amor do Senhor.

Caro amigo, todos nós somos tentados a questionar Deus quando algo ruim acontece. Mas sempre que isto acontecer, lembre-se: o Reino de Deus ainda não foi restabelecido na Terra. Isto vai acontecer. É promessa do Criador do Universo. Mas enquanto Jesus não volta, precisamos entender que vamos conviver doenças, mortes, muito choro e dor. Entretanto, temos uma esperança. E é nela que devemos estar firmados.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Crianças criminosas...

Hoje, quero falar sobre a presença cada vez maior de crianças no mundo do crime. É muito provável que você conheça ou já tenha ouvido falar de uma criança com onze, doze anos que já tenha se tornado criminosa.

Não faz tempo que publiquei no meu blog a história de um menino de 12 anos, morador de uma das cidades satélites de Brasília. Estudante da quinta série, e com aparência de um menino de nove ou dez anos, esse garoto já é famoso naquela região. Ele comanda uma gangue de menores que comete os mais diversos crimes. Professores, conhecidos, vizinhos, muita gente tem medo desse menino.

Esse garoto é chamado de “perigoso”. Também é conhecido como “Coração Gelado”. Ele já cumpre medida sócioeducativa. Motivo? Assassinato. Sua última vítima ficou com uma faca enterrada no pescoço, após um assalto.

A quadrilha mirim que esse menor comanda já fez muitas vítimas e assaltou microônibus e ônibus que fazem a rota de onde mora.

Infelizmente, esse não é o único caso famoso de criança no mundo do crime. Dia desses também publiquei a informação de um outro garotinho de 12 anos que já tinha mais de dez passagens pela polícia por furto de carro. Esta semana, na lista de notícias mais acessadas do G1, o site de notícias da Globo, está mais um menino de 12 anos. Esse garoto paulistano tem no currículo nove prisões.

Por que isso acontece? Há vários motivos. Mas eu prefiro trabalhar com uma única hipótese. Pra mim, mais que uma hipótese; seria a base, o fundamento, a razão da maioria dos problemas enfrentados pela sociedade. Acredito que esse fenômeno social está ligado a fragilidade da família. Crianças que cometem crimes são meninos e meninas que, na maioria das vezes, não têm uma boa estrutura familiar.

Sabe amigos, a família garante boa parte das referências que o indivíduo precisa para conviver em sociedade. Entretanto, ter uma estrutura familiar não é só ter pai, mãe e filhos convivendo juntos. Ter uma família é mais que isto. É repetir na Terra um pedacinho do Céu. É experimentar o amor de Deus em sua plenitude... Relacionar-se, amar profundamente, perdoar, ter misericórdia, aceitar as diferenças, disciplinar... Uma família se constrói nessas bases. Não adianta ter várias pessoas debaixo do mesmo teto, mas essas pessoas mal se conhecerem. E, infelizmente, é isso que acontece.

Essas crianças criminosas quase sempre não têm uma família. E quando têm, não sabem o que é amor, não conhecem os limites estabelecidos por uma boa educação.

Por fim, o que mais me preocupa, essa falta de família também acontece na casa de muitos cristãos. São pais e mães que não conhecem seus filhos. Convivem na mesma casa, mas não se relacionam. Espero que este não seja o seu caso. Ainda assim, convido você a olhar para sua família. Reflita, você tem uma família de verdade? Se tem, parabéns! Peça a Deus que continue cuidando de vocês e proteja esse lar.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Não assisto Batman...

Numa tarde dessas passei em frente a uma locadora de vídeos e vi um cartaz grande... Era do filme “Cavaleiro das trevas”. Para quem não sabe, esse é o título do último filme lançado com o herói Batman.

Batman é um dos heróis que nasceram nas histórias em quadrinhos e ganharam as telas dos cinemas. Ele faz parte de um grupo seleto de heróis que mobiliza milhões de pessoas ao redor do mundo, gente que consome suas histórias e sabe tudo sobre suas aventuras.

Mas eu não gosto do Batman. E tenho bons motivos para não gostar. Talvez possa ser taxado de ignorante, exagerado ou sei lá mais o quê... Mas continuo rejeitando esse herói.

Note, por exemplo, o nome desse último filme... Detalhe, ele já passou nos cinemas e agora está disponível nas locadoras. Ou seja, não é novidade pra muita gente. Voltemos ao nome, “Cavaleiro das trevas”.

O que a palavra “trevas” te faz lembrar? Noite, escuridão, trevas, enfim, nos sugerem várias coisas. Entre elas, mistério, incerteza, medo. Mas, no contexto bíblico, só existe um personagem ligado às trevas. E este personagem não está do lado do bem. Portanto, para mim, o “Cavaleiro das trevas” pode ser qualquer coisa, menos um herói. Menos um ser que inspire confiança e que me motive a gastar tempo assistindo suas aventuras.

Além do título do filme, o próprio personagem Batman causa em mim um certo desconforto. Ele é conhecido como o homem morcego. Pense um pouco, morcego é um bicho que você criaria em casa? Morcego é um animal que você gostaria de ter por perto? Creio que não. Batman também usa máscara, roupas pretas e no topo de sua cabeça há uma espécie de chifres. Você gosta de chifres? Eu não.

E a própria história do Batman é estranha... Ele é alguém que perdeu a família ainda criança e depois, sabe-se lá de que forma, tornou-se um homem rico e poderoso. Agora, na fase adulta, torna-se uma espécie de vingador. Mas um vingador que luta contra bandidos e vilões.

Sabe amigo, as poucas características que apresentei a você são bastante evidentes, conhecidas. É só interpretá-las, fazer a leitura e refletir sobre elas. Tenho outros motivos para não assistir Batman e nem recomendá-lo. Mas acredito que, se pensar um pouquinho, essas características já suficientes para não recomendar esse tipo de filme em sua casa.

Nosso lar é extensão da Casa de Deus. Ele deve ser um pedacinho. Não devemos permitir que esse ambiente se contamine. É nosso papel, como cristãos, reconhecer que coisas aparentemente inofensivas podem ser fogo estranho. Portanto, procure colocar diante de seus olhos apenas coisas que abençoem sua vida. Reflita sobre isto!

terça-feira, dezembro 02, 2008

Más companhias...

Tendo como pano de fundo a cantora inglesa Amy Winehouse, discuto hoje o que pode representar certas companhias em nossa vida. Para o bem ou para o mal, amizades e amores determinam nossos comportamentos. Para ler, clique aqui.

terça-feira, novembro 25, 2008

Os filhos do casal Nardoni...

A revista Veja desta semana destaca a vida na prisão do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Eles completaram no último sábado, 22, 200 dias na prisão. Acusados de matar a pequena Isabella, jogando-a pela janela, o pai da menina e a madrasta ainda não sabem o que o futuro os reserva. Mas, pelo menos o presente, não é de todo ruim.

A reportagem sugere que o casal tem uma vida boa na prisão. Alexandre Nardoni experimentou a sensação de ser hostilizado pelos outros presos apenas na chegada. Hoje, tem uma vida relativamente tranqüila.

Nardoni divide uma cela com mais quatro presos. A cela tem televisão, rádio, três beliches duplos e chuveiro. O espaço também não é dos piores. Trata-se de uma cela de seis por quatro metros.

A penitenciária também não tem problemas de superlotação. Pelo contrário, tem espaço físico de sobra, é considerada modelo no sistema prisional brasileiro e ainda oferece oportunidade de trabalho aos presos.

Segundo a Veja, Alexandre Nardoni até hoje não quis trabalhar. Ele acorda cedo, toma café e volta pra cama. Passa boa parte do dia diante da televisão. Os pais de Alexandre levam à prisão muita comida, frutas, produtos de higiene e até repelente contra mosquitos e pernilongos.

Já Anna Carolina Jatobá tem vida um pouco mais difícil. A família dela passa por dificuldades financeiras. Então, a diversidade de alimentos é menor. Mas também não faltam. A cela de Anna Carolina tem três por quatro metros. E, para evitar ser hostilizada, já que muitas presas não toleram a madrasta de Isabella, Anna Carolina optou por ficar na chamada ala dos evangélicas. Lá, tem vida mais calma. Participa dos cultos, canta no coral e até já pediu para ser batizada.

Mas não é isto que me chamou a atenção. Outros aspectos da reportagem é que me deixaram bastante triste. Em alguns momentos, com desejo de chorar.

Penso que todo pai, toda mãe se sentiu agredido ao acompanhar no noticiário o desenrolar das investigações que apontaram o casal Nardoni como responsável pela morte da menina. Isabella, uma garotinha de seis anos, foi jogada pela janela do prédio provavelmente pelo próprio pai, após ser agredida, esganada pela madrasta.

Mas, a história não termina aqui. Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá não colocaram apenas fim à vida de Isabella. Os filhos do casal, um garoto de três anos e outro de um ano, vivem sob cuidados dos avós.

As crianças, hoje, já estão confusas. Não sabem direito quem é o pai, quem é a mãe. Uma hora chamam o avô de pai; outra, chamam a tia, de mãe… E, detalhe, possuem um comportamento difícil. Amigos da família contaram à Veja que as crianças são agressivas e geralmente dão beliscões e até tapas no rosto dos avós.

Consegue imaginar as cenas, caro ouvinte?

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá não eliminaram apenas a vida da pequena Isabella. Eles também comprometeram o futuro de outras duas crianças.

Sabe, somos responsáveis por nossos atos. Mas, infelizmente, muitos de nossos atos têm conseqüências duradouras, permanentes e, em inúmeras vezes, refletem na vida de outras pessoas.

Os filhos do casal Nardoni foram condenados naquela noite juntos com a morte da irmãzinha. O futuro deles é incerto. Como é incerto o futuro de outros milhares de filhos que possuem pais e mães que são irresponsáveis, que não amam, que não educam, que não os disciplinam de forma sábia e carinhosa.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Incentivo à leitura...

Quero falar sobre leitura... E tenho aqui uma historinha que pode incentivar você a ler um pouco mais.

Uma garota de Catanduva, interior de São Paulo, já leu 230 livros este ano. Não sei se é recorde, mas o número impressiona. Afinal, ela é só uma menina de 12 anos, aluna da 6a série. Lembro que, na mesma idade, também participei de um desafio de leitura. Na época, li 72 livros num único ano. Recordo que era preciso se dedicar bastante para ler tanto… Contudo, Tainá Alves dos Santos foi muito mais longe.

A estudante participa de um programa de incentivo à leitura da escola. Todos os livros lidos são registrados. Para garantir o registro, é preciso fazer uma resenha. Ou seja, não há muita brecha para “inventar” leituras.

Fico imaginando como deve ser o papo com uma criança que já leu tanto. Terá ela o mesmo comportamento de colegas que passam horas diante da televisão, computador, internet ou de jogos eletrônicos? Creio que não.

E como devem ser as redações escritas por Tainá? Seus argumentos são diferentes, inovadores? E a qualidade do texto?

Gostaria muito de conhecer…

Sou pai. Meus filhos gostam de livros, mas estão longe de ter paixão pela leitura. A tevê, o computador e os jogos exercem maior fascínio sobre eles. Por isso, sei do quanto é difícil incentivar a leitura. Ver uma garota de 12 anos lendo tanto é o sonho de qualquer educador. Se crianças nessa idade lessem, ao menos, 20 ou 30 livros/ano, já seria uma conquista e tanto. Imagina só 230?

Felizmente, Tainá não é o único exemplo de paixão por leitura que temos. Uma outra garota, esta de apenas seis anos, moradora de Aracaju, já contabiliza 67 livros. A pequena Alice Vitória Rocha Silva é estimulada pelos pais. São eles que controlam a quantidade de obras já lidas pela filha.

Fantástico, não?

Ler é conhecer um universo diferente daquele que a gente vive. A leitura é fonte de prazer e conhecimento. Infelizmente, muita gente gasta mais tempo com banalidades que com a busca do conhecimento... Se você não tem o hábito de ler, procure começar... Sempre há tempo.

terça-feira, novembro 18, 2008

Fábio Assunção e as drogas...

Postei o texto do programete desta terça-feira, 18 de novembro, no meu blog de notícias e comentários. Fique a vontade para visitá-lo. O link direto para o texto está aqui.

quinta-feira, novembro 13, 2008

O complexo universo dos relacionamentos...

Tenho por hábito ser mais que um professor... Procuro ouvir meus alunos e auxiliá-los também em questões pessoais. Acredito que este é meu papel enquanto educador cristão.

Foi por isto que, dia desses, ouvi uma aluna falar sobre suas dúvidas. Ela estava indecisa. Embora estivesse saindo com um rapaz, ainda não sabia se deveria ou não assumir um namoro mais sério. O motivo? Ele já era pai e parecia gostaria muito do filho.

Essa minha aluna dizia não estar pronta para lidar com um namorado que tinha um filho... A preocupação dela era evidente. Ela queria ter toda atenção do rapaz, mas ele, evidentemente, tem o dever de dar atenção ao filho. Mais que isto, também a incomodava o fato de seu candidato a namorado estar sempre em contato com a mãe do menino.

Percebi que minha aluna tinha uma dúvida: será que o paquera dela ainda gostava da ex???

É difícil aconselhar alguém, principalmente quando o assunto são as coisas do coração. Quem olha a situação de fora sempre tem uma visão diferente.

Ainda que, de fora, pareça mais fácil dizer quais as chances de dar certo, só mesmo quem está dentro da história conhece qual é sua disposição para apostar no relacionamento.

E este é exatamente o segredo do relacionamento entre uma pessoa solteira com alguém que já tem um filho: disposição. Não basta amar.

Quando tenho chance de orientar alguém que pensa viver uma situação como esta, procuro dizer: é preciso ter a capacidade de ceder mais que num outro relacionamento qualquer.

Infelizmente, relacionamentos acabam. Mas filhos são para uma vida inteira. Quem quer se casar com alguém que já tem um filho deve aceitar essa terceira pessoa em sua vida. Não dá para querer o marido ou a mulher só pra si. Tem mais alguém na história. E ainda tem a mãe ou o pai da criança que poderá ser mais uma sombra em seu relacionamento.

Tem chances de dar certo? Claro que tem. Mas é um relacionamento em que dividir é um verbo que será ainda mais conjugado. E se a pessoa fingir a capacidade de aceitar essa criança, mas, depois de casados, resolver afastar o seu companheiro desse filho, certamente vai prejudicar a vida de todos os envolvidos nessa história.

Concluindo... A felicidade sempre depende nós. Relacionamentos são felizes quando estamos prontos para nos doar. Num relacionamento com alguém que já tem um passado, e neste passado há marcas importantes, como filhos por exemplo, é preciso ter mais que paixão. Deve-se ter uma boa pitada de racionalidade. Deve-se ser capaz de avaliar qual é a capacidade de aceitar a história do outro, o filho do outro, o contato freqüente com a ex e ainda ser generoso a ponto de não fazer cobranças por aquilo que hoje você tem disposição para aceitar.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Barack Obama...

Os Estados Unidos elegeram Barack Obama. O americanos comemoram. O mundo comemora. Há muitos anos, uma eleição para a presidência dos Estados Unidos não mobilizava tantas pessoas. Obama é um homem carismático. Seu discurso é envolvente. Nasceu pobre, mas acaba de se tornar o homem mais poderoso do planeta.

Em Obama estão depositados sonhos... Não apenas a esperança do povo americano. Gente de todas as tribos e línguas imaginam que o mundo pode ser melhor. E isto não apenas pela história desse líder de nome estranho... Também não se trata da cor dele. Não é só uma questão de pele – o fato de ser o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos. É mais que isto. Num mundo onde as pessoas já não sonham mais, Barack Obama parece ser alguém que veio à Terra com o objetivo de renovar nossas esperanças.

Obama será isto tudo? Não sei. Sei apenas que ele é um homem. Líder por natureza, capaz de cativar e de, em poucos meses, ter se tornado uma celebridade mundial. Mas ainda assim é um homem.

E num mundo complexo, envolto em crise, será que somente medidas governamentais resolvem?

Acredito que Barack Obama poderá ser um grande presidente. Penso até que os Estados Unidos poderão retomar o caminho do crescimento econômico e resolver parte dos seus problemas internos, trazendo ganhos para os demais países. Mas ainda assim me pergunto: por que o mundo o elegeu como um homem tão diferente dos demais? Não sei.

Sei apenas que as frustrações humanas não serão resolvidas por Barack Obama e por nenhum outro presidente. As pessoas sonham com um mundo melhor. Querem trabalho, dinheiro no bolso, mas também desejam não ver mais crianças pedindo nas esquinas, idealizam cidades onde não existam assaltos e nem casas arrombadas; querem o fim da violência. Pensam no quanto seria bom não ter de enfrentar o trânsito caótico das grandes cidades e viveriam melhor se a saúde pública fosse realmente um bem de todos, sem filas nos postinhos e nem macas nos corredores dos hospitais.

Isto Obama não vai resolver. Nenhum homem é capaz de dar conta de todas as contradições dessa nossa vida aqui. Nossos governantes até podem conseguir avanços em alguns setores da política, economia, meio ambiente... Mas a natureza do homem não permite que, sozinhos, consigamos construir um novo mundo. Para uma nova sociedade, uma nova terra, é preciso ser muito mais que Barack Obama.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Uma questão de educação...

A revista Época do dia 3 de novembro traz uma reportagem curiosa – embora polêmica. A publicação baseia a discussão num estudo australiano. A pesquisa científica sugere que a presença de possíveis genes gays em homens heterossexuais é capaz de atrair, seduzir as mulheres. Ou seja, homens portadores desses genes fariam mais sucesso com as mulheres.

Já disse aqui que respeito e defendo o conhecimento científico. Mas também declarei que a mesma ciência que ajuda o ser humano também o confunde.

No caso da pesquisa citada, os cientistas australianos tentam justificar o sucesso de alguns homens com as mulheres fazendo uso de um argumento baseado na teoria da evolução. É questionável. Mas alguns aspectos podem servir de lição, principalmente para os homens.

Longe dessa suposição científica sobre a presença de genes gays em homens heterossexuais, podemos apontar o que agrada as mulheres. Elas se sentem atraídas por homens capazes de compreendê-las. As mulheres gostam de ser ouvidas; gostam de quem sabe identificar uma crise de TPM e respeitá-la em suas crises. Mulheres apreciam parceiros que conseguem notar quando trocam a cor ou mudam o corte dos cabelos. Elas preferem homens que conseguem admirá-las mais do que seus times de futebol.

Por isso, não tenho nenhuma dúvida ao dizer que essas características não precisam genéticas; só precisam ser adquiridas. O que diferencia esses homens é a sensibilidade.

E, sabe, não estou aqui dando nenhuma receita para conquistar as mulheres. Quero apenas destacar características fundamentais em qualquer homem que deseja ser amado por sua companheira e, principalmente, fazê-la feliz.

Junto com isto, aproveito para sugerir algo que considero essencial na educação dos filhos... Eduque seus meninos para serem homens, mas não os ensine a ser machões. Muitos homens hoje não conseguem lavar uma louça para a esposa porque entendem que esse serviço é coisa de mulher. São incapazes de surpreendê-las fazendo um prato especial, porque nunca aprenderam a cozinhar. Foram educados de forma machista. Aprenderam com seus pais que cozinhar é coisa de mulher. Aprenderam com a mãe que varrer uma casa não é serviço de homem.

Permitir que um menino chore não vai transformá-lo em homossexual. Deixar um garoto brincar de boneca com a irmã não vai alterar sua masculinidade. Pelo contrário. Vai garantir que se torne um homem de verdade, com a sensibilidade necessária para ser um bom marido, um bom amante, um grande pai. E, diferente do que diz a pesquisa, isso nada tem a ver com genes gays... Tem a ver com educação.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Síndrome da aprovação...

O Fato Pensado de hoje vai tratar da síndrome da aprovação. Mas afinal, o que é esta tal de síndrome da aprovação?

Preciso primeiro dizer que não se trata de nenhum transtorno psicológico. Não é também uma doença. Mas certamente é algo que rouba a nossa vida e nos faz sofrer.

Vamos aos sintomas... Quando vai falar com alguém, você se preocupa com as impressões que a outra pessoa tem a respeito de você? Será você nunca se pegou falando algo do tipo: “Veja bem, eu não assisto muito televisão, mas ontem vi tal programa...”. Ou ainda, ao participar de um almoço na casa de alguém: “Olha eu não sou de comer muito, mas essa comida esta tão gostosa...”.

Se você se identificou, é muito provável o diagnóstico: você sofre da síndrome da aprovação. Eu vou mais longe... Quase todos nós sofremos dessa síndrome. Estamos sempre nos ocupando de controlar a imagem que os outros têm de nós. É por isso que nos justificamos tanto. Queremos sempre parecer mais simpáticos do realmente somos; queremos dizer que somos humildes; queremos parecer mais cristãos... Enfim, temos medo de nossos defeitos. Por isso, fazemos um esforço enorme para que as pessoas próximas nos vejam como gostaríamos de ser.

O problema é que essa necessidade de ser aprovado pelos outros tira de nós a essência de nossa personalidade. Passamos a vida inteira ocupados em controlar o que as pessoas pensam a nosso respeito e deixamos de ser originais, autênticos.

Preste atenção, quase sempre nos vestimos imaginando a reação dos outros. Por isso, fazemos contas enormes, até quando não podemos, a fim de comprar um traje novo para ir a um casamento. Estamos preocupados em evitar a imagem de que só temos roupas velhas... Afinal, não queremos que ninguém nos veja com a roupa que estivemos na ultima cerimônia.

A síndrome da aprovação está presente em quase todos os nossos atos. Quem vive debaixo da ditadura da imagem, só consegue ser autêntico quando está sozinho. Mas, como a gente passa a maior parte do tempo se relacionando com os outros, vive-se mais ocupado em justificar-se que experimentando e aceitando os verdadeiros limites.

Na verdade, por conta da necessidade de sermos aprovados, usamos uma máscara social praticamente o tempo todo. Isto nos faz mal. Também não é o que Deus deseja de nós. Ele conhece nosso coração. A Ele não enganamos. E tem aqui um outro detalhe muito importante: quase sempre quem passa a vida se justificando e tentando controlar sua imagem, perde a chance de realmente ser amado. Não vale a pena ser amado pelo que aparenta ser... É bom ser admirado pelo que realmente é.

Ser autêntico, verdadeiro consigo mesmo, permite que a pessoa saiba quem são seus amigos. Ninguém gosta de conviver apenas com a miragem. Experimente ser autêntico, verdadeiro, sincero em seus sentimentos. Você vai se sentir livre...

terça-feira, outubro 21, 2008

Eloá, Lindemberg... nossos filhos

Ao longo da última semana, o Brasil acompanhou o drama de duas garotas… Eloá e Naiara. Essas adolescentes estiveram durante toda a semana sob a mira do revólver de um outro jovem, Lindemberg. O rapaz, de 22 anos, tinha sido namorado de Eloá. Na segunda-feira, dia 13 de outubro, Lindemberg invadiu o pequeno apartamento da ex-namorada e fez Eloá e Naiara suas reféns.

Durante 100 horas, a polícia negociou; pediu que Lindemberg se entregasse, mas os diálogos não obtiveram êxito. O desfecho foi trágico. Eloá morreu e, por um milagre, Naiara escapou – mesmo tendo recebido um tiro no rosto.

Caro amigo, esta história você já deve ter visto e revisto nesses últimos dias. Afinal, é impossível ficar alheio ao fato. Todos nós já comentamos, especulamos e lamentamos a morte da jovem. Falamos sobre o ciúme doentio de Lindemberg e reclamamos da desastrosa operação policial. Mas, no fundo do coração, quem é pai, quem é mãe deve ter tido alguns outros pensamentos.

Confesso a você que fiquei pensando nos meus filhos. Meu menino é só um garoto de onze anos. Minha filha tem sete. Entretanto, já me preocupo com o futuro deles. O que mais me assusta é a idéia de que eles estejam sujeitos a se encontrarem com uma nova versão desse rapaz, o Lindeberg - um jovem aparentemente pacífico, mas que se transformou num criminoso por causa do ciúme doentio.

Sabe amigo, nenhum de nós está imune de viver o drama que a família da adolescente Eloá experimenta nesta semana. Nós, que cremos em Deus, só temos uma saída: orar por nossos filhos.

Existem casos em que também nos enganamos. Um velho ditado já dizia: “Quem vê cara não vê coração”. Não sabemos o que se passa no coração do homem. A pessoa amável e bondosa de hoje pode se tornar violenta amanhã.

Por isso eu digo, precisamos pedir mais a proteção de Deus por nossos filhos. Às vezes, na correria de nossos dias, nos ocupamos de tantas coisas, mas esquecemos de pedir sabedoria ao Senhor dos Céus para que eduquemos de forma correta nossos filhos. Esquecemos de pedir que Deus livre nossas crianças de se tornarem, no futuro, vítimas de um companheiro violento.

E não se trata apenas de encontrar um maluco como o Lindemberg… Muitas pessoas sofrem com companheiros que bebem, que usam drogas, que estão envolvidos com crimes, que usam da violência para resolver seus problemas.

Não quero aqui dizer que a jovem Eloá não estava sob a proteção de Deus. Apenas gostaria de lembrar que devemos acompanhar mais nossos filhos, estar mais próximos deles, tentar entendê-los, orientá-los, ajudá-los a resolver seus conflitos. Permitir que nossos filhos se sintam seguros em compartilhar conosco suas experiências, inclusive permitindo que falem de seus amores e desilusões amorosas. E, junto com tudo isto, não esquecer de entregá-los sempre aos cuidados de Deus.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Notícias sobre celebridades...

Tenho dito aqui que estamos ocupados demais. Não são as raras as pessoas que gostariam que o dia tivesse 25... até 30 horas. A gente gostaria de ter mais tempo para poder viver.

Mas, por que isso acontece?
Para a maioria dos casos, a resposta é simples: administramos mal o nosso tempo.

Entretanto, neste contexto, tem um outro aspecto que gostaria de refletir com você.

Nesta semana, uma das notícias mais acessadas na internet dizia respeito à cantora Madonna. Todos os sites de notícias do mundo falavam da rainha da música pop. E o assunto era o anúncio do divórcio da polêmica cantora.

Ao ver as notícias a respeito da Madonna no topo do ranking das mais acessadas na internet, fiquei pensando: “- o que motiva milhões de pessoas a gastarem seu tempo para saber se a Madonna vai ou não se divorciar?”.

Pense um pouco... Muda alguma coisa na sua vida saber que a Madonna vai se separar do marido?

Não. Não muda nada.

Mas milhões de pessoas estão curiosas... É verdade que o fato de algumas centenas de milhões de dólares estarem em jogo neste divórcio mexe com a gente.

Só que não é só a notícia da Madonna que faz a gente gastar tempo diante da tela de um computador ou de uma revista. Todos os dias, milhares de notícias sobre celebridades são consumidas em todo mundo.

As revistas sobre a vida dos artistas vendem aos milhares. Os sites especializados em fofocas de celebridades estão entre os mais acessados. Alguns deles se dedicam a cobrir a vida de um único artista.

Sabe amigo, não sou hipócrita a ponto de dizer que nunca dou olhada nessas notícias. Sempre tem uma ou outra pessoa do mundo dos espetáculos que chama a nossa atenção... Por isso, acho exagerado o discurso condenatório contra quem perde alguns minutos lendo essas bobagens.

O problema está no tempo que dedicamos a essas notícias. Muitos de nós ficamos horas diante do computador lendo sobre seus artistas preferidos. Outros, compram semanalmente revistas que tratam das celebridades pra saber quem casou com quem, quem separou, quais os artistas das novelas... E depois de ler tudo sobre as celebridades este passa a ser o assunto da conversa dessas pessoas. Discutem a vida dos artistas, falam da história das novelas...

E por que isso tudo?
Não sei. Sei apenas que, infelizmente, tem gente que perde a sua vida olhando a vida dos outros. Acompanhando a vida de um universo paralelo, o universo do espetáculo. Consomem o supérfluo e nem estão vendo o tempo passar.

terça-feira, outubro 14, 2008

Inveja...

Hoje quero falar com você sobre a inveja... Trata-se de um dos sentimentos mais nocivos ao ser humano. Sentir inveja não faz mal apenas para o invejado; sentir inveja faz mal para quem alimenta esse sentimento. Corrói a alma, rouba a paz, tira a chance de viver plenamente.

E a inveja pode se revelar das mais diferentes formas...

Faz poucos dias que vi uma cena típica. Uma jovem, dessas que falam pelo cotovelos, comentava que o pai dela havia prometido um carro para o irmão – caso ele passasse no vestibular. O comentário da moça não foi desses maldosos, com a intenção de dizer que o pai dela tinha dinheiro ou coisa parecida. Não. A intenção da moça era apenas compartilhar suas relações familiares e a tentativa do pai em incentivar o filho a dedicar-se aos estudos.

Poucos metros dali uma colega ouvia tudo. Enquanto uma falava, a outra ia esboçando as mais diversas reações... Tudo expresso na face dela. Não era difícil perceber o quanto incomodava a fala da outra. Era um misto de raiva, de cobiça, inveja...

Como assisti toda a cena, e era eu o ouvinte principal dessa jovem falante, não foi difícil perceber que a colega ali do lado estava cheia de sentimentos negativos, só porque alguém parecia ter uma situação financeira mais confortável.

Sabe amigo, todos os dias encontramos pessoas assim... Gente que sofre por causa do sucesso dos outros.

Quem alimenta a inveja, a cobiça, quase sempre vive em função do outro. Deixa de viver a própria vida, de procurar o próprio sucesso, de olhar pra frente... Gente assim perde tempo e não sabe pra onde vai, pois o caminho dessas pessoas só as leva a olhar para os outros. Nunca para si mesmas.

Caro amigo, esses sentimentos são condenados por Deus. Semelhante ao argumento que usei dia desses para falar do adultério, volto a dizer: cobiçar a vida do outro, ter inveja de alguém não é um pecado contra Deus; é um pecado contra o próximo; é um pecado que faz mal ao próprio pecador.

Nesta vida aqui sempre haverá alguém que tem algo que não temos. Isto quer dizer que se isso for razão para ter inveja dos outros, nunca viveremos a nossa própria vida.

É preciso romper com a inveja... Para isso, devemos, primeiro, reconhecer que há algo dentro de nós que precisa ser tratado e vencido. Segundo, é necessário pedir a ajuda de Deus e caminharmos na direção dEle para superarmos tudo que há de mal em nós.

quinta-feira, outubro 09, 2008

"O câncer te ensina a viver"

Dia desses li uma reportagem sobre a luta de algumas pessoas contra o câncer. A temida doença está cada vez mais presente. Todos nós temos amigos ou parentes que já lutaram ou lutam contra o câncer. Felizmente, apesar de ser de difícil cura, os avanços da medicina têm garantido bons resultados no tratamento de alguns pacientes.

Mas, caro amigo, não tenho aqui a intenção de refletir sobre esta doença... Quero apenas compartilhar com você algo que tenho notado nas pessoas que conseguiram vencer o câncer.

Talvez você já tenha observado o mesmo que eu... Quem conseguiu vencer essa tão temida doença passa a ter uma vida totalmente diferente. A pessoa muda seu comportamento. Geralmente, deixa as preocupações de lado e vive cada momento intensamente.

Uma dessas pessoas que aprendeu que existe um outro jeito de viver é a atriz americana Kris Carr. Vítima de um tipo raro de câncer, a atriz disse recentemente a um repórter da revista Época: “o câncer te ensina a viver”.

Embora discorde dos princípios adotados pela atriz como modelo de vida, observo que outras pessoas que se livraram da doença tornaram-se verdadeiramente humanas. Deixaram de priorizar o trabalho, o dinheiro, a pressa e descobriram o valor da amizade, da família, da religião.

Sabe amigo, às vezes sinto medo disso tudo... Nosso modo de vida valoriza muitas coisas que deveriam ter menor valor... Ignoramos o grito de nossos filhos por atenção. Passamos meses sem gastar tempo com um amigo... Tudo porque temos pressa. Mas temos pressa pra fazer o quê? O que queremos conquistar? Aonde pretendemos chegar? Será que queremos reunir riquezas, bens, conforto, pra gozá-los no futuro, velhos, doentes?

É por isso que as vezes sinto medo... Tenho medo que Deus permita que doenças como o câncer tenham de atingir alguns de nós apenas para aprendermos a valorizar o que realmente tem valor.

Não estou aqui dizendo que, por nossa correria, Deus vai nos castigar. Não; não é essa minha intenção. Apenas quero dizer que em alguns momentos a vida nos prega algumas peças... Tudo para que percebamos que estamos jogando fora o nosso tempo, perdendo nossos filhos para o mundo, deixando de amar e ser amados.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Consequências do adultério...

Hoje quero refletir com você um pouco mais sobre o adultério... Para isso, trouxe pra você algumas informações relacionadas numa pesquisa científica.

Um médico neurologista italiano chegou à conclusão que manter uma relação extraconjugal causa estresse psicológico. Além disso, os adúlteros também sofrem mais de cefaléia, ou seja, dor de cabeça. Por conta disso, fazem uso freqüente de medicamentos.

O cientista ainda concluiu que em cerca de 3% dos casos, os sintomas de cansaço e cefaléia podem esconder até mesmo um pequeno aneurisma cerebral.

Caro amigo, confesso a você que cheguei a achar graça dos resultados dessa pesquisa. Afinal, não imaginava que algum pesquisador poderia estar estudando as conseqüências físicas e mentais do adultério.

Mas quero dizer a você que os resultados não me surpreendem.

Quando Deus entregou a Moisés a tábua dos Dez Mandamentos, Ele disse: “Não adulteraras”. E sabe por que Deus disse ao homem para não adulterar? Porque Ele, em sua onisciência, sabia das dores e do sofrimento que o adultério pode causar.

Homens e mulheres que mantêm relacionamentos extraconjugais são pessoas que vivem uma felicidade superficial. Baseada nos prazeres do corpo, na excitação da mente, tornam-se reféns de uma prática que corrói a alma, desgasta o físico e provoca marcas que nunca se apagam.

A necessidade de mentir sempre, de ter estratégias para não ser descoberto, leva o adúltero a ter um desgaste físico e mental acima do normal. Quase sempre, a pessoa passa a ter um desempenho diferente no trabalho, perde o foco em suas atividades, não tem a mesma concentração nos estudos... Enfim, ela deixa de ter a tranqüilidade e a paz necessária garantida por uma relação estável.

Sabe por que isto acontece? Porque o adultério é uma mentira. Uma mentira que magoa os envolvidos e, quando descoberto, faz um estrago na família.

Deus sempre soube disso. Ele orientou homens e mulheres a serem fiéis porque sabia que um relacionamento extraconjugal causaria sofrimento, rompimento dos laços familiares e traria traumas para os filhos.

Caro amigo, Deus não orienta seus filhos para não serem adúlteros não por causa dEle. Não se trata de um capricho do Criador. A fidelidade conjugal não serve para preservar a Deus. A sinceridade na relação serve para proteger o casal, para assegurar paz de coração, para garantir saúde física e mental... A fidelidade serve para permitir o desenvolvimento harmonioso dos filhos, para reforçar bons exemplos morais e éticos.