Tem dias em que nos sentimos derrotados. Faltam forças para o trabalho, para sorrir a um amigo ou mesmo para levantar os olhos para o Céu. Os motivos podem ser os mais variados. Desde alguém que nos fez mal até uma palavra lida fora de hora, num lugar qualquer.
Quando isso nos ocorre o mais difícil é ter fé que alguém olha por nós. É difícil sentir que temos valor e que somos amados.
São nessas ocasiões que temos que buscar forças onde elas parecem não existir para "virarmos a mesa" e prosseguirmos. Devemos crer que Deus não nos quer derrotados. Não é fácil. Mas a falta de confiança é tudo que o inimigo deseja preservar em nosso coração.
Mais que a reflexão dos fatos... Nossa vida, nossa história, nossas relações num mundo que precisa de Deus
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Vaidade na infância e juventude...
O Fato Pensado de hoje quer tratar da vaidade na infância e na juventude. Trata-se de algo tão presente na sociedade contemporânea que, por vezes, não nos damos conta de que temos um problema a enfrentar.
Salto alto, maquiagem, visitas ao cabeleireiro, tratamento estético, ginástica, musculação... Enfim, esses comportamentos e atividades físicas voltados à promoção da beleza já não estão restritos aos jovens e adultos.
Crianças, cada vez mais cedo, são atraídas para esse universo. A indústria da moda e o mercado de cosméticos já perceberam que nossos filhos são potenciais consumidores. Para se ter uma idéia, o mercado brasileiro de cosméticos é o segundo maior do mundo. São 50 milhões de consumidores. Essa indústria teve um crescimento de 13,3% no faturamento nos últimos cinco anos. Não é pouca coisa.
Mas o que certos pais acham bonitinho esconde uma série de problemas. O principal deles é a antecipação da fase adulta. Nossas crianças adotam um visual de adolescentes ainda na infância. E na adolescência, comportam-se como jovens e adultos. Acontece que atropelar as fases naturais da vida tem um preço. Nossos filhos se tornam adultos tendo já experimentado tudo que a maturidade poderia proporcionar.
O sexo é uma dessas experiências antecipadas. A vaidade, que se revela no uso de determinadas roupas, calçados, cuidados com o cabelo, maquiagem etc etc, geralmente tem como objetivo a exposição do corpo. Essa exposição não visa proporcionar prazer apenas à pessoa. A vaidade evidencia uma preocupação com o olhar do outro; a necessidade de chamar atenção para si, de ser admirado. Logo, a vaidade caminha com a valorização da sensualidade. E colocar-se sensualmente leva ao sexo precoce.
Não quero aqui fazer um discurso moralista. Entretanto, crianças vaidosas geralmente têm a primeira experiência sexual muito antes do que seria desejável. Crianças vaidosas tendem, na adolescência, a desejar fazer cirurgias plásticas – desde a colocação de silicone nos seios até a realização de lipoaspiração ou mesmo a retirada de costelas para garantir uma cintura mais fina.
De quem é o dever de impedir esses problemas todos? Resposta obvia. São os pais os responsáveis por evitar que as fases da vida sejam atropeladas. Não é fácil. Afinal, é grande o apelo da indústria da moda, do mercado de cosméticos. A mídia, por sua vez, ajuda a aumentar o estrago. Valoriza o culto ao corpo, à beleza e os pais sentem-se acuados. E os próprios pais, muitas vezes, projetam um ideal de perfeição nos filhos e incentivam a vaidade. Mas não é aconselhável ser tolerante com a vaidade na infância. As conseqüências, como dissemos, aparecem na adolescência e na fase adulta. Os pais devem ser firmes. Devem resistir a pressão e preservar a inocência das crianças. Dá trabalho. Mas vale a pena.
Salto alto, maquiagem, visitas ao cabeleireiro, tratamento estético, ginástica, musculação... Enfim, esses comportamentos e atividades físicas voltados à promoção da beleza já não estão restritos aos jovens e adultos.
Crianças, cada vez mais cedo, são atraídas para esse universo. A indústria da moda e o mercado de cosméticos já perceberam que nossos filhos são potenciais consumidores. Para se ter uma idéia, o mercado brasileiro de cosméticos é o segundo maior do mundo. São 50 milhões de consumidores. Essa indústria teve um crescimento de 13,3% no faturamento nos últimos cinco anos. Não é pouca coisa.
Mas o que certos pais acham bonitinho esconde uma série de problemas. O principal deles é a antecipação da fase adulta. Nossas crianças adotam um visual de adolescentes ainda na infância. E na adolescência, comportam-se como jovens e adultos. Acontece que atropelar as fases naturais da vida tem um preço. Nossos filhos se tornam adultos tendo já experimentado tudo que a maturidade poderia proporcionar.
O sexo é uma dessas experiências antecipadas. A vaidade, que se revela no uso de determinadas roupas, calçados, cuidados com o cabelo, maquiagem etc etc, geralmente tem como objetivo a exposição do corpo. Essa exposição não visa proporcionar prazer apenas à pessoa. A vaidade evidencia uma preocupação com o olhar do outro; a necessidade de chamar atenção para si, de ser admirado. Logo, a vaidade caminha com a valorização da sensualidade. E colocar-se sensualmente leva ao sexo precoce.
Não quero aqui fazer um discurso moralista. Entretanto, crianças vaidosas geralmente têm a primeira experiência sexual muito antes do que seria desejável. Crianças vaidosas tendem, na adolescência, a desejar fazer cirurgias plásticas – desde a colocação de silicone nos seios até a realização de lipoaspiração ou mesmo a retirada de costelas para garantir uma cintura mais fina.
De quem é o dever de impedir esses problemas todos? Resposta obvia. São os pais os responsáveis por evitar que as fases da vida sejam atropeladas. Não é fácil. Afinal, é grande o apelo da indústria da moda, do mercado de cosméticos. A mídia, por sua vez, ajuda a aumentar o estrago. Valoriza o culto ao corpo, à beleza e os pais sentem-se acuados. E os próprios pais, muitas vezes, projetam um ideal de perfeição nos filhos e incentivam a vaidade. Mas não é aconselhável ser tolerante com a vaidade na infância. As conseqüências, como dissemos, aparecem na adolescência e na fase adulta. Os pais devem ser firmes. Devem resistir a pressão e preservar a inocência das crianças. Dá trabalho. Mas vale a pena.
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
O papel dos pais...
A edição desta semana da revista Veja traz um título instigante “Eles é que mandam”. A reportagem tenta apresentar “como pensam e se comportam os adolescentes de hoje”.
Os dados apresentados pela Veja são interessantes. Depois de ouvir mais de 500 adolescentes e jovens com idade entre 13 e 19 anos, a reportagem concluiu que eles vivem intensamente a revolução digital pela qual passa a sociedade. Mas também apontou que nossos adolescentes e jovens estão totalmente desorientados.
A pesquisa observou que 64% dos entrevistados têm como principal meta da vida ganhar dinheiro. Querem ficar ricos. São filhos da era digital e procuram possuir todas as novidades tecnológicas disponíveis. Mas, como o meio tecnológico permite tudo, menos uma experiência concreta de vida, os adolescentes e jovens são extremamente superficiais. E isso eles reproduzem nos relacionamentos. Trocam de opinião, amizades e namorado ou namorada com a mesma facilidade com que trocam de roupa.
Ah... e além de querer ganhar dinheiro, não sabem mais o que querem. Uma profissão, por exemplo, só interessa se garantir boa vida, alta remuneração.
Porém, outros dados chamam atenção. A primeira relação sexual tem acontecido, em média, por volta dos 14 anos. Entre 12 e 14 anos, 35% dos adolescentes já consumiram ou consomem bebidas alcoólicas. Quando pesquisados garotos e garotas de 15 e 16 anos, esse índice sobe para 56%.
Mas a reportagem da Veja não para por aí. Ela trata dos conflitos familiares. Também mostra que, em casa, os pais não sabem lidar com os filhos. Se adolescentes e jovens estão desorientados, os pais têm parcela significativa de responsabilidade. Tudo porque em algum momento eles deixaram de dizer não.
Sabe, caro amigo, os filhos de hoje mandam nos pais. Mandam, porque os pais deixam. Não saber estabelecer limites. Os pais entendem que a missão deles é dar amor, carinho, prover escola, roupas, calçados, alimentos, mas se esquecem do principal, a educação. E educação para a vida não se aprende na escola. Escola é um lugar que auxilia na formação do cidadão. Mas quem dá o norte, quem direciona a criança para a vida são os pais.
E aqui um detalhe fundamental, os pais devem dialogar com os filhos. Amar profundamente os filhos. As crianças precisam saber que são amadas. Mas pai e mãe não são amigos dos filhos. Pai e mãe são pais. Esta é a função. Tem de dar afeto, mas devem manter a autoridade sobre os filhos.
Quando essa lógica se inverte, como tem acontecido em muitos lares, os adolescentes e jovens ficam perdidos. Eles parecem ter tudo o que querem, mas ficam, como diz a reportagem da Veja, desorientados, sem rumo e sem saber o que querem da vida.
Os dados apresentados pela Veja são interessantes. Depois de ouvir mais de 500 adolescentes e jovens com idade entre 13 e 19 anos, a reportagem concluiu que eles vivem intensamente a revolução digital pela qual passa a sociedade. Mas também apontou que nossos adolescentes e jovens estão totalmente desorientados.
A pesquisa observou que 64% dos entrevistados têm como principal meta da vida ganhar dinheiro. Querem ficar ricos. São filhos da era digital e procuram possuir todas as novidades tecnológicas disponíveis. Mas, como o meio tecnológico permite tudo, menos uma experiência concreta de vida, os adolescentes e jovens são extremamente superficiais. E isso eles reproduzem nos relacionamentos. Trocam de opinião, amizades e namorado ou namorada com a mesma facilidade com que trocam de roupa.
Ah... e além de querer ganhar dinheiro, não sabem mais o que querem. Uma profissão, por exemplo, só interessa se garantir boa vida, alta remuneração.
Porém, outros dados chamam atenção. A primeira relação sexual tem acontecido, em média, por volta dos 14 anos. Entre 12 e 14 anos, 35% dos adolescentes já consumiram ou consomem bebidas alcoólicas. Quando pesquisados garotos e garotas de 15 e 16 anos, esse índice sobe para 56%.
Mas a reportagem da Veja não para por aí. Ela trata dos conflitos familiares. Também mostra que, em casa, os pais não sabem lidar com os filhos. Se adolescentes e jovens estão desorientados, os pais têm parcela significativa de responsabilidade. Tudo porque em algum momento eles deixaram de dizer não.
Sabe, caro amigo, os filhos de hoje mandam nos pais. Mandam, porque os pais deixam. Não saber estabelecer limites. Os pais entendem que a missão deles é dar amor, carinho, prover escola, roupas, calçados, alimentos, mas se esquecem do principal, a educação. E educação para a vida não se aprende na escola. Escola é um lugar que auxilia na formação do cidadão. Mas quem dá o norte, quem direciona a criança para a vida são os pais.
E aqui um detalhe fundamental, os pais devem dialogar com os filhos. Amar profundamente os filhos. As crianças precisam saber que são amadas. Mas pai e mãe não são amigos dos filhos. Pai e mãe são pais. Esta é a função. Tem de dar afeto, mas devem manter a autoridade sobre os filhos.
Quando essa lógica se inverte, como tem acontecido em muitos lares, os adolescentes e jovens ficam perdidos. Eles parecem ter tudo o que querem, mas ficam, como diz a reportagem da Veja, desorientados, sem rumo e sem saber o que querem da vida.
Cem textos publicados...
O Fato Pensado chegou aos 100 textos publicados. É uma conquista e tanto. Embora a tarefa de escrever seja prazerosa, também exige tempo, reflexão e cuidado. Ou seja, não é fácil. Por isso, só tenho a agradecer a Deus pela luz que nos concede. E continuar pedindo sabedoria para não falar bobagem. Pelo contrário, ter a chance de ajudar pessoas a viverem melhor.
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
A escolha do parceiro...
Um dos mais badalados psicólogos do país, Flávio Gikovate, acaba de publicar um novo livro. A obra ganhou o título de “Uma nova visão do amor”. Nela, Gikovate polemiza ao declarar que só vai ser feliz no amor quem abandonar seu ideal romântico.
Deixa eu explicar melhor a tese do psicólogo… Ele entende que a fantasia de um relacionamento cheio de romantismo, paixão é um dos principais entraves para o estabelecimento de um vínculo amoroso estável.
Na opinião de Flávio Gikovate, a idealização do parceiro e principalmente do relacionamento causa nas pessoas uma frustração imensa quando se deparam com a realidade do casamento. Por isso, ele sugere que a escolha do parceiro seja feita com uma boa dose de racionalidade.
Particularmente, embora discorde de alguns pontos defendidos pelo psicólogo, entendo que Gikovate tem certa razão. Basta observar os números de divórcios. A quantidade de separações sugere que alguma coisa está errada. E, parece-me, que o erro começa no pensamento equivocado sobre o casamento.
Notamos que a maioria dos jovens está tão empenhada em viver intensamente e loucamente sua juventude que ignoram a importância de olhar o parceiro além da aparência. Quase sempre os namorados estão ocupados em curtir o outro, estão tão entusiasmos sexualmente com o parceiro que se esquecem de observar aquilo que pode diferenciar uma pessoa na convivência por toda uma vida.
Flávio Gikovate diz uma outra verdade… A postura em relação ao sexo está superestimada. Quando a pessoa entra num casamento, a realidade a consome. A percepção de que a vida em comum vai além do sexo nem sempre é bem assimilada e muitos fazem a opção por abandonar o barco.
Caro amigo, se alguém ainda quiser salvar a instituição “casamento” e ter um relacionamento feliz, é preciso repensar certos valores. Talvez seja necessário resgatar alguns conceitos dos mais velhos. Começando, quem sabe, por um namoro onde se valorize mais a boa conversa, o diálogo, os questionamentos sobre preferências, gostos, o que cada um pensa a respeito de filhos, de educação das crianças, sobre a vida profissional…
Também há necessidade de conhecer a família. Saber como são seus hábitos, as diferenças culturais, os valores éticos e morais, o pensamento religioso.
São coisas aparentemente simples, mas que podem fazer toda a diferença na escolha da pessoa com a qual se pretende dividir toda uma vida. Afinal, o ardor da paixão se vai. Ficam a afinidade, o caráter, a cumplicidade, o companheirismo… E nisto tudo, o amor.
Deixa eu explicar melhor a tese do psicólogo… Ele entende que a fantasia de um relacionamento cheio de romantismo, paixão é um dos principais entraves para o estabelecimento de um vínculo amoroso estável.
Na opinião de Flávio Gikovate, a idealização do parceiro e principalmente do relacionamento causa nas pessoas uma frustração imensa quando se deparam com a realidade do casamento. Por isso, ele sugere que a escolha do parceiro seja feita com uma boa dose de racionalidade.
Particularmente, embora discorde de alguns pontos defendidos pelo psicólogo, entendo que Gikovate tem certa razão. Basta observar os números de divórcios. A quantidade de separações sugere que alguma coisa está errada. E, parece-me, que o erro começa no pensamento equivocado sobre o casamento.
Notamos que a maioria dos jovens está tão empenhada em viver intensamente e loucamente sua juventude que ignoram a importância de olhar o parceiro além da aparência. Quase sempre os namorados estão ocupados em curtir o outro, estão tão entusiasmos sexualmente com o parceiro que se esquecem de observar aquilo que pode diferenciar uma pessoa na convivência por toda uma vida.
Flávio Gikovate diz uma outra verdade… A postura em relação ao sexo está superestimada. Quando a pessoa entra num casamento, a realidade a consome. A percepção de que a vida em comum vai além do sexo nem sempre é bem assimilada e muitos fazem a opção por abandonar o barco.
Caro amigo, se alguém ainda quiser salvar a instituição “casamento” e ter um relacionamento feliz, é preciso repensar certos valores. Talvez seja necessário resgatar alguns conceitos dos mais velhos. Começando, quem sabe, por um namoro onde se valorize mais a boa conversa, o diálogo, os questionamentos sobre preferências, gostos, o que cada um pensa a respeito de filhos, de educação das crianças, sobre a vida profissional…
Também há necessidade de conhecer a família. Saber como são seus hábitos, as diferenças culturais, os valores éticos e morais, o pensamento religioso.
São coisas aparentemente simples, mas que podem fazer toda a diferença na escolha da pessoa com a qual se pretende dividir toda uma vida. Afinal, o ardor da paixão se vai. Ficam a afinidade, o caráter, a cumplicidade, o companheirismo… E nisto tudo, o amor.
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Desligue a tevê na hora das refeições...
Uma pesquisa realizada por uma empresa alimentícia confirmou o que muita gente já suspeitava. A família brasileira tem o hábito de fazer as refeições assistindo televisão. A estatística é assustadora. Cerca de sete em cada dez famílias fazem suas refeições enquanto a tevê está ligada.
Eu espero que esse não seja o seu hábito. Mas, se for, é hora de adquirir um novo comportamento.
Estudiosos apontam vários prejuízos. Quem come diante da tevê, geralmente não saboreia os alimentos. Faz tudo mecanicamente e não presta atenção aos sabores e nem a quantidade que está ingerindo.
Essas pessoas ainda tendem a ter mais facilidade para ganhar peso e ficam mais estressadas.
Entretanto, o pior prejuízo é outro. O momento das refeições deveria ser sagrado, pois quase sempre é uma das poucas oportunidades que a família contemporânea tem para interagir.
Fazer suas refeições junto com a família só tem valor se o aparelho estiver desligado. Do contrário, é o mesmo que não estar presente. Pais e filhos que se alimentam com a televisão ligada perdem a chance de conversar, de trocar ideias, de falarem sobre suas expectativas, sonhos e até a respeito de seus problemas.
A televisão silencia seus espectadores. Pior, a necessidade de prestar atenção no programa que está sendo exibido motiva muitas vezes um membro da família a ser grosseiro com o outro.
Às vezes, a mulher interrompe o marido para falar algo… Ele não consegue ouvi-la e, se ela insiste, corre o risco de ser tratada de forma grosseira e pouco educada. E não são raros os casos de filhos que insistem em falar com os pais, querem ser ouvidos por eles, mas as crianças são rejeitadas ou obrigadas a se calar.
Caro amigo, cada um tem direito de fazer suas escolhas e adotar o modelo de vida que lhe é mais conveniente. Contudo, se você valoriza a família, quer estar mais próximo das pessoas que ama, mantenha a televisão desligada durante as refeições. Particularmente, recomendaria que ela ficasse desligada boa parte do tempo, já que não há praticamente nada na telinha que realmente valha a pena assistir. Mas, isto é com você… Hoje digo apenas que já vai ajudar bastante se conseguir ficar longe da tevê durante as refeições.
Eu espero que esse não seja o seu hábito. Mas, se for, é hora de adquirir um novo comportamento.
Estudiosos apontam vários prejuízos. Quem come diante da tevê, geralmente não saboreia os alimentos. Faz tudo mecanicamente e não presta atenção aos sabores e nem a quantidade que está ingerindo.
Essas pessoas ainda tendem a ter mais facilidade para ganhar peso e ficam mais estressadas.
Entretanto, o pior prejuízo é outro. O momento das refeições deveria ser sagrado, pois quase sempre é uma das poucas oportunidades que a família contemporânea tem para interagir.
Fazer suas refeições junto com a família só tem valor se o aparelho estiver desligado. Do contrário, é o mesmo que não estar presente. Pais e filhos que se alimentam com a televisão ligada perdem a chance de conversar, de trocar ideias, de falarem sobre suas expectativas, sonhos e até a respeito de seus problemas.
A televisão silencia seus espectadores. Pior, a necessidade de prestar atenção no programa que está sendo exibido motiva muitas vezes um membro da família a ser grosseiro com o outro.
Às vezes, a mulher interrompe o marido para falar algo… Ele não consegue ouvi-la e, se ela insiste, corre o risco de ser tratada de forma grosseira e pouco educada. E não são raros os casos de filhos que insistem em falar com os pais, querem ser ouvidos por eles, mas as crianças são rejeitadas ou obrigadas a se calar.
Caro amigo, cada um tem direito de fazer suas escolhas e adotar o modelo de vida que lhe é mais conveniente. Contudo, se você valoriza a família, quer estar mais próximo das pessoas que ama, mantenha a televisão desligada durante as refeições. Particularmente, recomendaria que ela ficasse desligada boa parte do tempo, já que não há praticamente nada na telinha que realmente valha a pena assistir. Mas, isto é com você… Hoje digo apenas que já vai ajudar bastante se conseguir ficar longe da tevê durante as refeições.
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
A Veja e os cantores evangélicos...
Ao lado de outros artistas cristãos, Aline Barros é destaque na edição desta semana da revista Veja. A reportagem revela o sucesso desses cantores. Mostra que a música gospel atrai um público cada vez maior. Gente que nunca apreciou canções com letras religiosas agora é sensível a esse tipo de mensagem.
A Veja fala, por exemplo, da qualidade musical, dos recordes na vendagem de discos e tece comparações positivas com artistas populares. Entretanto, por sua natureza cética e crítica aos religiosos, a revista não consegue escapar de sua tradição em abordar tais temas de forma caricata.
Ao apresentar Aline Barros, a Veja derrapa na caracterização. Ouça o que ela diz:
- A cantora Aline Barros destoa do estereótipo da mulher evangélica. Ela não prende os cabelos, muito menos usa saias até os calcanhares. [...] Aline, 32 anos, pinta o rosto, anda sempre perfumada e a balança é seu purgatório. No almoço com a reportagem de VEJA, ela beliscou um pequeno bife com fritas e dispensou a sobremesa.
Caro ouvinte, não sei como você lê esse texto, mas, para mim, é o tipo de conceituação preconceituosa e descontextualizada. Afinal, há muito, homens e mulheres evangélicos cuidam do corpo, preocupam-se com a beleza, vestem-se de forma elegante. Mas a revista parece ignorar isso. Ah... e desconheço alguma doutrina que obrigue a mulher cristã a andar de cabelos presos.
A Veja ainda ignora informações relevantes aos leitores. No último Grammy Latino uma cantora gospel, Soraya Moraes, foi o maior destaque da música brasileira. Ela superou artistas famosos que aparecem todos os dias na mídia, tocando nas rádios, servindo de trilha sonora para as novelas.
Soraya Moraes ganhou três prêmios, incluindo o de melhor canção brasileira. Mas a revista prefere tratar os evangélicos como uma gente atrasada, feia, descuidada e fanática. Uma pena.
Nós, cristãos, não deveríamos nos orgulhar de reportagens como esta. Elas não retratam o que somos. Somos um povo diferente. Mas naquilo que nos diferenciamos do mundo, assim o fazemos porque queremos ser luz do mundo; uma chama acesa na escuridão.
Nossos cantores, mais que ter música de qualidade, álbuns reconhecidos e premiados, respeitam o público e ainda são modelos positivos de comportamento numa sociedade confusa e carente de boas referências.
A Veja fala, por exemplo, da qualidade musical, dos recordes na vendagem de discos e tece comparações positivas com artistas populares. Entretanto, por sua natureza cética e crítica aos religiosos, a revista não consegue escapar de sua tradição em abordar tais temas de forma caricata.
Ao apresentar Aline Barros, a Veja derrapa na caracterização. Ouça o que ela diz:
- A cantora Aline Barros destoa do estereótipo da mulher evangélica. Ela não prende os cabelos, muito menos usa saias até os calcanhares. [...] Aline, 32 anos, pinta o rosto, anda sempre perfumada e a balança é seu purgatório. No almoço com a reportagem de VEJA, ela beliscou um pequeno bife com fritas e dispensou a sobremesa.
Caro ouvinte, não sei como você lê esse texto, mas, para mim, é o tipo de conceituação preconceituosa e descontextualizada. Afinal, há muito, homens e mulheres evangélicos cuidam do corpo, preocupam-se com a beleza, vestem-se de forma elegante. Mas a revista parece ignorar isso. Ah... e desconheço alguma doutrina que obrigue a mulher cristã a andar de cabelos presos.
A Veja ainda ignora informações relevantes aos leitores. No último Grammy Latino uma cantora gospel, Soraya Moraes, foi o maior destaque da música brasileira. Ela superou artistas famosos que aparecem todos os dias na mídia, tocando nas rádios, servindo de trilha sonora para as novelas.
Soraya Moraes ganhou três prêmios, incluindo o de melhor canção brasileira. Mas a revista prefere tratar os evangélicos como uma gente atrasada, feia, descuidada e fanática. Uma pena.
Nós, cristãos, não deveríamos nos orgulhar de reportagens como esta. Elas não retratam o que somos. Somos um povo diferente. Mas naquilo que nos diferenciamos do mundo, assim o fazemos porque queremos ser luz do mundo; uma chama acesa na escuridão.
Nossos cantores, mais que ter música de qualidade, álbuns reconhecidos e premiados, respeitam o público e ainda são modelos positivos de comportamento numa sociedade confusa e carente de boas referências.
terça-feira, janeiro 27, 2009
O público e o Big Brother Brasil...
Janeiro, fevereiro... Na verdade, os primeiros meses do ano são reservados, na principal emissora de televisão do país, para a banalização do comportamento humano. Estou falando do Big Brother Brasil. O programa está em sua nona edição e, semelhante aos anos anteriores, faz do exibicionismo, da busca pela fama e dinheiro fácil armas para conquistar o público. E, por incrível que pareça, milhões de pessoas sentam nos sofás de suas casas para ver um grupo de homens e mulheres – quase todos jovens – desfilando diante das câmeras.
A fórmula do programa é conhecida. Não há nada ali que acrescente valores ao telespectador. Os participantes parecem escolhidos a dedo para revelarem o que há de mais fútil e questionável no caráter de um ser humano. Neste ano, um senhor de mais de 60 anos integra o Big Brother e, mesmo casado, já apontou que, para ganhar um milhão de reais, vale inclusive trair a esposa. E, fora do programa, a mulher concordou com o marido.
Sedução, namoro, intrigas fazem parte do cotidiano do BBB. Mesmo sem uma história pra contar, o programa faz sucesso.
Às vezes, fico pensando no público. Os participantes estão ali num jogo de ficção e realidade. Não parecem ter compromisso com nada e nem ninguém. Mas, e o público?
Sabe, há vários motivos para justificar a atração do Big Brother sobre as pessoas. Entretanto, nenhum deles passaria pelo filtro do bom-senso, da racionalidade. Bastaria pensar por alguns instantes na ausência de valores e no vazio proporcionado por esse espetáculo para desligar o botão da televisão.
O BBB é tudo que condenamos em nossos discursos cotidianos. No entanto, muitos de nós preferimos uma fuga da realidade para viver o espetáculo da mediocridade e ficar horas diante da telinha. Depois, trocamos o diálogo sobre a vida real por comentários sobre os relacionamentos, as confusões, os namoros e a beleza sedutora de alguns dos participantes do programa. Falamos sobre isso com nossos filhos, com nossos amigos, companheiros de trabalho...
Posso estar errado, mas penso que quando assim nos comportamos transferimos valor ao lixo. Trocamos os diamantes que a vida e Deus podem nos dar por banalidades que nada nos ensinam e que arruínam o nosso espírito e mente.
A fórmula do programa é conhecida. Não há nada ali que acrescente valores ao telespectador. Os participantes parecem escolhidos a dedo para revelarem o que há de mais fútil e questionável no caráter de um ser humano. Neste ano, um senhor de mais de 60 anos integra o Big Brother e, mesmo casado, já apontou que, para ganhar um milhão de reais, vale inclusive trair a esposa. E, fora do programa, a mulher concordou com o marido.
Sedução, namoro, intrigas fazem parte do cotidiano do BBB. Mesmo sem uma história pra contar, o programa faz sucesso.
Às vezes, fico pensando no público. Os participantes estão ali num jogo de ficção e realidade. Não parecem ter compromisso com nada e nem ninguém. Mas, e o público?
Sabe, há vários motivos para justificar a atração do Big Brother sobre as pessoas. Entretanto, nenhum deles passaria pelo filtro do bom-senso, da racionalidade. Bastaria pensar por alguns instantes na ausência de valores e no vazio proporcionado por esse espetáculo para desligar o botão da televisão.
O BBB é tudo que condenamos em nossos discursos cotidianos. No entanto, muitos de nós preferimos uma fuga da realidade para viver o espetáculo da mediocridade e ficar horas diante da telinha. Depois, trocamos o diálogo sobre a vida real por comentários sobre os relacionamentos, as confusões, os namoros e a beleza sedutora de alguns dos participantes do programa. Falamos sobre isso com nossos filhos, com nossos amigos, companheiros de trabalho...
Posso estar errado, mas penso que quando assim nos comportamos transferimos valor ao lixo. Trocamos os diamantes que a vida e Deus podem nos dar por banalidades que nada nos ensinam e que arruínam o nosso espírito e mente.
terça-feira, dezembro 30, 2008
Aprendendo a perder...
O FATO PENSADO de hoje traz para você um texto publicado no site da Johnson e Johnson do Brasil. Trata-se texto fundamental para refletirmos sobre a educação de nossos filhos.
Todo mundo conhece crianças que não sabem perder. Crianças que querem ser o melhor aluno da classe, o destaque do time, o vencedor de todas as brincadeiras. Para essas crianças, o que interessa é ganhar. São crianças que não aceitam de jeito nenhum um resultado negativo.
Se essa é uma situação corriqueira em sua casa, preste atenção: é fundamental que, para o futuro do seu filho, que ele aprenda o que significa a derrota.
Acredite, assim como vencer colabora para fortalecer a autoconfiança, lidar com as frustrações também tem um lado positivo.
Quando pequenas, as crianças modificam as regras do jogo para que sejam favoráveis à sua vontade. O problema é que, conforme vão crescendo, começam a encarar um mundo bem diferente, com regulamentos pré-estabelecidos e competidores que têm grande ânsia em conquistar o lugar de destaque.
No início, o processo é doloroso. Por isso, cabe aos pais mostrar à criança que ganhar não é sinônimo de superioridade, assim como perder não é de inferioridade. É importante ensinar que o verdadeiro objetivo da competição é atingir o seu melhor resultado, e nem sempre isso significa a vitória.
Atenção também com a vontade de ganhar a qualquer custo. Jamais finja que não viu uma trapaça. Ressalte que uma disputa honesta, vencida pelos próprios méritos, tem muito mais valor.
Cheios de boas intenções, pai e mãe não medem esforços para ver o filho vitorioso. Porém, é preciso ter cuidado para não projetar na criança os sonhos não realizados. Querer que o pequeno conquiste tudo o que você não conseguiu, além de poder deixá-lo amedrontado (pode achar que com a derrota deixa de ter o amor dos pais), só faz gerar o sentimento de impotência.
Diante de uma derrota, apenas ouça o que ele tem a dizer. Diga que compreende a frustração, mas que esse resultado não o diminui em nada.
O esporte é uma excelente maneira de auxiliar no trabalho pedagógico de ensinar os filhos a lidar com as frustrações.
O atleta-mirim aprende que o jogo só acontece se as regras forem seguidas, os companheiros de equipe e adversários forem respeitados e que, para se alcançar bons resultados, é preciso persistência, força de vontade e paciência. É um exercício diário de reconhecimento e superação das limitações.
Portanto, mais do que aprender a jogar, ele irá aprender a superar o sentimento de fracasso e conquistar confiança suficiente para enfrentar situações difíceis no futuro.
A pessoa que trabalha esse lado emocional terá uma adolescência mais saudável em todos os sentidos: ela saberá encarar as perdas e ganhos com naturalidade, enfrentará com mais facilidade os novos desafios e ficará mais sociável.
Todo mundo conhece crianças que não sabem perder. Crianças que querem ser o melhor aluno da classe, o destaque do time, o vencedor de todas as brincadeiras. Para essas crianças, o que interessa é ganhar. São crianças que não aceitam de jeito nenhum um resultado negativo.
Se essa é uma situação corriqueira em sua casa, preste atenção: é fundamental que, para o futuro do seu filho, que ele aprenda o que significa a derrota.
Acredite, assim como vencer colabora para fortalecer a autoconfiança, lidar com as frustrações também tem um lado positivo.
Quando pequenas, as crianças modificam as regras do jogo para que sejam favoráveis à sua vontade. O problema é que, conforme vão crescendo, começam a encarar um mundo bem diferente, com regulamentos pré-estabelecidos e competidores que têm grande ânsia em conquistar o lugar de destaque.
No início, o processo é doloroso. Por isso, cabe aos pais mostrar à criança que ganhar não é sinônimo de superioridade, assim como perder não é de inferioridade. É importante ensinar que o verdadeiro objetivo da competição é atingir o seu melhor resultado, e nem sempre isso significa a vitória.
Atenção também com a vontade de ganhar a qualquer custo. Jamais finja que não viu uma trapaça. Ressalte que uma disputa honesta, vencida pelos próprios méritos, tem muito mais valor.
Cheios de boas intenções, pai e mãe não medem esforços para ver o filho vitorioso. Porém, é preciso ter cuidado para não projetar na criança os sonhos não realizados. Querer que o pequeno conquiste tudo o que você não conseguiu, além de poder deixá-lo amedrontado (pode achar que com a derrota deixa de ter o amor dos pais), só faz gerar o sentimento de impotência.
Diante de uma derrota, apenas ouça o que ele tem a dizer. Diga que compreende a frustração, mas que esse resultado não o diminui em nada.
O esporte é uma excelente maneira de auxiliar no trabalho pedagógico de ensinar os filhos a lidar com as frustrações.
O atleta-mirim aprende que o jogo só acontece se as regras forem seguidas, os companheiros de equipe e adversários forem respeitados e que, para se alcançar bons resultados, é preciso persistência, força de vontade e paciência. É um exercício diário de reconhecimento e superação das limitações.
Portanto, mais do que aprender a jogar, ele irá aprender a superar o sentimento de fracasso e conquistar confiança suficiente para enfrentar situações difíceis no futuro.
A pessoa que trabalha esse lado emocional terá uma adolescência mais saudável em todos os sentidos: ela saberá encarar as perdas e ganhos com naturalidade, enfrentará com mais facilidade os novos desafios e ficará mais sociável.
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Injustiças... só enquanto Ele não volta
Hoje quero comentar sobre a reportagem principal da revista Veja desta semana. A Veja estampa na capa o seguinte título: Darfur, à espera do Salvador. Darfur é uma cidade do Sudão. O Sudão é um país do continente africano.
A população sofre. Sofre com o genocídio. Se você não sabe o significa, genocídio é uma forma de extermínio, de matar gente inocente em nome de alguma filosofia maluca. Como, por exemplo, matar homens, mulheres e crianças apenas por professarem uma fé diferente da professada por quem detém o poder. Hitler praticou genocídio. Matou judeus apenas por não gostar deles. Matou descendentes de outros povos apenas por que acreditava que os alemães eram superiores aos demais. Ele queria uma raça pura.
Em Darfur também acontece genocídio. Lá existem outras motivações. Não vou aqui discutir quais são essas motivações. A revista Veja trata disto. O que quero refletir vai além das razões do genocídio.
O extermínio silencioso de milhares de pessoas, ignorado pelo restante da população mundial, ganha destaque na revista. Mas o drama dessas pessoas não é abordado pela Veja com o objetivo de nos alertar, chamar nossa atenção para esse conflito que vitima famílias inteiras. A revista fala de algo revoltante, vergonhoso, para dizer que Darfur, no Sudão, é um lugar sem lei e sem espaço para a misericórdia divina.
O título da capa, “Darfur, à espera do Salvador”, é apenas uma frase de efeito para questionar a existência de Deus. É apenas um pretexto para dizer que no Natal, enquanto milhares de pessoas falam de Cristo, lembram o nascimento do Menino Jesus, gente inocente morre no dia de Natal. A Veja sugere que Darfur precisa de um salvador. Mas precisa de qualquer salvador; qualquer pessoa capaz de pôr fim ao genocídio e livrar milhares da morte.
Para a revista Veja, não existe Cristo. Existem sim alguns poucos voluntários que tentam salvar vidas, amenizar o drama das milhares de vítimas que sofrem estupros e vivem sob ameaça constante de serem assassinadas.
A Veja chega a questionar: qual é o lugar de Deus num mundo de iniqüidades? E, entre outras perguntas, faz mais esta: Se há um Deus, por que Ele não nos dá tudo aquilo que um mundo sem Deus nos sonega?
Sabe amigos, os questionamentos da Veja talvez já tenham sido feitos por você em algum momento da vida. Eles vêm à nossa mente toda vez que sofremos uma grande injustiça ou conhecemos algo tão dramático, triste, como o genocídio em Darfur, no Sudão, no centro da África.
Mas há algo que muitas vezes ignoramos: Deus não é responsável pelos dramas da humanidade. Há alguns milhares de anos, a Terra tem um outro governo. A própria Palavra de Deus dá indicações claras que nós, que aceitamos a Cristo como Salvador, vivemos neste mundo, mas não somos deste mundo. E sabe por quê? Porque o governante desse mundo é o príncipe das trevas. A cada dia ele dá continuidade a sua obra com o objetivo de afastar ainda mais o homem de Deus. Ele quer que homens e mulheres façam como a Veja, questionem a existência de Deus, a bondade e o amor do Senhor.
Caro amigo, todos nós somos tentados a questionar Deus quando algo ruim acontece. Mas sempre que isto acontecer, lembre-se: o Reino de Deus ainda não foi restabelecido na Terra. Isto vai acontecer. É promessa do Criador do Universo. Mas enquanto Jesus não volta, precisamos entender que vamos conviver doenças, mortes, muito choro e dor. Entretanto, temos uma esperança. E é nela que devemos estar firmados.
A população sofre. Sofre com o genocídio. Se você não sabe o significa, genocídio é uma forma de extermínio, de matar gente inocente em nome de alguma filosofia maluca. Como, por exemplo, matar homens, mulheres e crianças apenas por professarem uma fé diferente da professada por quem detém o poder. Hitler praticou genocídio. Matou judeus apenas por não gostar deles. Matou descendentes de outros povos apenas por que acreditava que os alemães eram superiores aos demais. Ele queria uma raça pura.
Em Darfur também acontece genocídio. Lá existem outras motivações. Não vou aqui discutir quais são essas motivações. A revista Veja trata disto. O que quero refletir vai além das razões do genocídio.
O extermínio silencioso de milhares de pessoas, ignorado pelo restante da população mundial, ganha destaque na revista. Mas o drama dessas pessoas não é abordado pela Veja com o objetivo de nos alertar, chamar nossa atenção para esse conflito que vitima famílias inteiras. A revista fala de algo revoltante, vergonhoso, para dizer que Darfur, no Sudão, é um lugar sem lei e sem espaço para a misericórdia divina.
O título da capa, “Darfur, à espera do Salvador”, é apenas uma frase de efeito para questionar a existência de Deus. É apenas um pretexto para dizer que no Natal, enquanto milhares de pessoas falam de Cristo, lembram o nascimento do Menino Jesus, gente inocente morre no dia de Natal. A Veja sugere que Darfur precisa de um salvador. Mas precisa de qualquer salvador; qualquer pessoa capaz de pôr fim ao genocídio e livrar milhares da morte.
Para a revista Veja, não existe Cristo. Existem sim alguns poucos voluntários que tentam salvar vidas, amenizar o drama das milhares de vítimas que sofrem estupros e vivem sob ameaça constante de serem assassinadas.
A Veja chega a questionar: qual é o lugar de Deus num mundo de iniqüidades? E, entre outras perguntas, faz mais esta: Se há um Deus, por que Ele não nos dá tudo aquilo que um mundo sem Deus nos sonega?
Sabe amigos, os questionamentos da Veja talvez já tenham sido feitos por você em algum momento da vida. Eles vêm à nossa mente toda vez que sofremos uma grande injustiça ou conhecemos algo tão dramático, triste, como o genocídio em Darfur, no Sudão, no centro da África.
Mas há algo que muitas vezes ignoramos: Deus não é responsável pelos dramas da humanidade. Há alguns milhares de anos, a Terra tem um outro governo. A própria Palavra de Deus dá indicações claras que nós, que aceitamos a Cristo como Salvador, vivemos neste mundo, mas não somos deste mundo. E sabe por quê? Porque o governante desse mundo é o príncipe das trevas. A cada dia ele dá continuidade a sua obra com o objetivo de afastar ainda mais o homem de Deus. Ele quer que homens e mulheres façam como a Veja, questionem a existência de Deus, a bondade e o amor do Senhor.
Caro amigo, todos nós somos tentados a questionar Deus quando algo ruim acontece. Mas sempre que isto acontecer, lembre-se: o Reino de Deus ainda não foi restabelecido na Terra. Isto vai acontecer. É promessa do Criador do Universo. Mas enquanto Jesus não volta, precisamos entender que vamos conviver doenças, mortes, muito choro e dor. Entretanto, temos uma esperança. E é nela que devemos estar firmados.
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Crianças criminosas...
Hoje, quero falar sobre a presença cada vez maior de crianças no mundo do crime. É muito provável que você conheça ou já tenha ouvido falar de uma criança com onze, doze anos que já tenha se tornado criminosa.
Não faz tempo que publiquei no meu blog a história de um menino de 12 anos, morador de uma das cidades satélites de Brasília. Estudante da quinta série, e com aparência de um menino de nove ou dez anos, esse garoto já é famoso naquela região. Ele comanda uma gangue de menores que comete os mais diversos crimes. Professores, conhecidos, vizinhos, muita gente tem medo desse menino.
Esse garoto é chamado de “perigoso”. Também é conhecido como “Coração Gelado”. Ele já cumpre medida sócioeducativa. Motivo? Assassinato. Sua última vítima ficou com uma faca enterrada no pescoço, após um assalto.
A quadrilha mirim que esse menor comanda já fez muitas vítimas e assaltou microônibus e ônibus que fazem a rota de onde mora.
Infelizmente, esse não é o único caso famoso de criança no mundo do crime. Dia desses também publiquei a informação de um outro garotinho de 12 anos que já tinha mais de dez passagens pela polícia por furto de carro. Esta semana, na lista de notícias mais acessadas do G1, o site de notícias da Globo, está mais um menino de 12 anos. Esse garoto paulistano tem no currículo nove prisões.
Por que isso acontece? Há vários motivos. Mas eu prefiro trabalhar com uma única hipótese. Pra mim, mais que uma hipótese; seria a base, o fundamento, a razão da maioria dos problemas enfrentados pela sociedade. Acredito que esse fenômeno social está ligado a fragilidade da família. Crianças que cometem crimes são meninos e meninas que, na maioria das vezes, não têm uma boa estrutura familiar.
Sabe amigos, a família garante boa parte das referências que o indivíduo precisa para conviver em sociedade. Entretanto, ter uma estrutura familiar não é só ter pai, mãe e filhos convivendo juntos. Ter uma família é mais que isto. É repetir na Terra um pedacinho do Céu. É experimentar o amor de Deus em sua plenitude... Relacionar-se, amar profundamente, perdoar, ter misericórdia, aceitar as diferenças, disciplinar... Uma família se constrói nessas bases. Não adianta ter várias pessoas debaixo do mesmo teto, mas essas pessoas mal se conhecerem. E, infelizmente, é isso que acontece.
Essas crianças criminosas quase sempre não têm uma família. E quando têm, não sabem o que é amor, não conhecem os limites estabelecidos por uma boa educação.
Por fim, o que mais me preocupa, essa falta de família também acontece na casa de muitos cristãos. São pais e mães que não conhecem seus filhos. Convivem na mesma casa, mas não se relacionam. Espero que este não seja o seu caso. Ainda assim, convido você a olhar para sua família. Reflita, você tem uma família de verdade? Se tem, parabéns! Peça a Deus que continue cuidando de vocês e proteja esse lar.
Não faz tempo que publiquei no meu blog a história de um menino de 12 anos, morador de uma das cidades satélites de Brasília. Estudante da quinta série, e com aparência de um menino de nove ou dez anos, esse garoto já é famoso naquela região. Ele comanda uma gangue de menores que comete os mais diversos crimes. Professores, conhecidos, vizinhos, muita gente tem medo desse menino.
Esse garoto é chamado de “perigoso”. Também é conhecido como “Coração Gelado”. Ele já cumpre medida sócioeducativa. Motivo? Assassinato. Sua última vítima ficou com uma faca enterrada no pescoço, após um assalto.
A quadrilha mirim que esse menor comanda já fez muitas vítimas e assaltou microônibus e ônibus que fazem a rota de onde mora.
Infelizmente, esse não é o único caso famoso de criança no mundo do crime. Dia desses também publiquei a informação de um outro garotinho de 12 anos que já tinha mais de dez passagens pela polícia por furto de carro. Esta semana, na lista de notícias mais acessadas do G1, o site de notícias da Globo, está mais um menino de 12 anos. Esse garoto paulistano tem no currículo nove prisões.
Por que isso acontece? Há vários motivos. Mas eu prefiro trabalhar com uma única hipótese. Pra mim, mais que uma hipótese; seria a base, o fundamento, a razão da maioria dos problemas enfrentados pela sociedade. Acredito que esse fenômeno social está ligado a fragilidade da família. Crianças que cometem crimes são meninos e meninas que, na maioria das vezes, não têm uma boa estrutura familiar.
Sabe amigos, a família garante boa parte das referências que o indivíduo precisa para conviver em sociedade. Entretanto, ter uma estrutura familiar não é só ter pai, mãe e filhos convivendo juntos. Ter uma família é mais que isto. É repetir na Terra um pedacinho do Céu. É experimentar o amor de Deus em sua plenitude... Relacionar-se, amar profundamente, perdoar, ter misericórdia, aceitar as diferenças, disciplinar... Uma família se constrói nessas bases. Não adianta ter várias pessoas debaixo do mesmo teto, mas essas pessoas mal se conhecerem. E, infelizmente, é isso que acontece.
Essas crianças criminosas quase sempre não têm uma família. E quando têm, não sabem o que é amor, não conhecem os limites estabelecidos por uma boa educação.
Por fim, o que mais me preocupa, essa falta de família também acontece na casa de muitos cristãos. São pais e mães que não conhecem seus filhos. Convivem na mesma casa, mas não se relacionam. Espero que este não seja o seu caso. Ainda assim, convido você a olhar para sua família. Reflita, você tem uma família de verdade? Se tem, parabéns! Peça a Deus que continue cuidando de vocês e proteja esse lar.
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Não assisto Batman...
Numa tarde dessas passei em frente a uma locadora de vídeos e vi um cartaz grande... Era do filme “Cavaleiro das trevas”. Para quem não sabe, esse é o título do último filme lançado com o herói Batman.
Batman é um dos heróis que nasceram nas histórias em quadrinhos e ganharam as telas dos cinemas. Ele faz parte de um grupo seleto de heróis que mobiliza milhões de pessoas ao redor do mundo, gente que consome suas histórias e sabe tudo sobre suas aventuras.
Mas eu não gosto do Batman. E tenho bons motivos para não gostar. Talvez possa ser taxado de ignorante, exagerado ou sei lá mais o quê... Mas continuo rejeitando esse herói.
Note, por exemplo, o nome desse último filme... Detalhe, ele já passou nos cinemas e agora está disponível nas locadoras. Ou seja, não é novidade pra muita gente. Voltemos ao nome, “Cavaleiro das trevas”.
O que a palavra “trevas” te faz lembrar? Noite, escuridão, trevas, enfim, nos sugerem várias coisas. Entre elas, mistério, incerteza, medo. Mas, no contexto bíblico, só existe um personagem ligado às trevas. E este personagem não está do lado do bem. Portanto, para mim, o “Cavaleiro das trevas” pode ser qualquer coisa, menos um herói. Menos um ser que inspire confiança e que me motive a gastar tempo assistindo suas aventuras.
Além do título do filme, o próprio personagem Batman causa em mim um certo desconforto. Ele é conhecido como o homem morcego. Pense um pouco, morcego é um bicho que você criaria em casa? Morcego é um animal que você gostaria de ter por perto? Creio que não. Batman também usa máscara, roupas pretas e no topo de sua cabeça há uma espécie de chifres. Você gosta de chifres? Eu não.
E a própria história do Batman é estranha... Ele é alguém que perdeu a família ainda criança e depois, sabe-se lá de que forma, tornou-se um homem rico e poderoso. Agora, na fase adulta, torna-se uma espécie de vingador. Mas um vingador que luta contra bandidos e vilões.
Sabe amigo, as poucas características que apresentei a você são bastante evidentes, conhecidas. É só interpretá-las, fazer a leitura e refletir sobre elas. Tenho outros motivos para não assistir Batman e nem recomendá-lo. Mas acredito que, se pensar um pouquinho, essas características já suficientes para não recomendar esse tipo de filme em sua casa.
Nosso lar é extensão da Casa de Deus. Ele deve ser um pedacinho. Não devemos permitir que esse ambiente se contamine. É nosso papel, como cristãos, reconhecer que coisas aparentemente inofensivas podem ser fogo estranho. Portanto, procure colocar diante de seus olhos apenas coisas que abençoem sua vida. Reflita sobre isto!
Batman é um dos heróis que nasceram nas histórias em quadrinhos e ganharam as telas dos cinemas. Ele faz parte de um grupo seleto de heróis que mobiliza milhões de pessoas ao redor do mundo, gente que consome suas histórias e sabe tudo sobre suas aventuras.
Mas eu não gosto do Batman. E tenho bons motivos para não gostar. Talvez possa ser taxado de ignorante, exagerado ou sei lá mais o quê... Mas continuo rejeitando esse herói.
Note, por exemplo, o nome desse último filme... Detalhe, ele já passou nos cinemas e agora está disponível nas locadoras. Ou seja, não é novidade pra muita gente. Voltemos ao nome, “Cavaleiro das trevas”.
O que a palavra “trevas” te faz lembrar? Noite, escuridão, trevas, enfim, nos sugerem várias coisas. Entre elas, mistério, incerteza, medo. Mas, no contexto bíblico, só existe um personagem ligado às trevas. E este personagem não está do lado do bem. Portanto, para mim, o “Cavaleiro das trevas” pode ser qualquer coisa, menos um herói. Menos um ser que inspire confiança e que me motive a gastar tempo assistindo suas aventuras.
Além do título do filme, o próprio personagem Batman causa em mim um certo desconforto. Ele é conhecido como o homem morcego. Pense um pouco, morcego é um bicho que você criaria em casa? Morcego é um animal que você gostaria de ter por perto? Creio que não. Batman também usa máscara, roupas pretas e no topo de sua cabeça há uma espécie de chifres. Você gosta de chifres? Eu não.
E a própria história do Batman é estranha... Ele é alguém que perdeu a família ainda criança e depois, sabe-se lá de que forma, tornou-se um homem rico e poderoso. Agora, na fase adulta, torna-se uma espécie de vingador. Mas um vingador que luta contra bandidos e vilões.
Sabe amigo, as poucas características que apresentei a você são bastante evidentes, conhecidas. É só interpretá-las, fazer a leitura e refletir sobre elas. Tenho outros motivos para não assistir Batman e nem recomendá-lo. Mas acredito que, se pensar um pouquinho, essas características já suficientes para não recomendar esse tipo de filme em sua casa.
Nosso lar é extensão da Casa de Deus. Ele deve ser um pedacinho. Não devemos permitir que esse ambiente se contamine. É nosso papel, como cristãos, reconhecer que coisas aparentemente inofensivas podem ser fogo estranho. Portanto, procure colocar diante de seus olhos apenas coisas que abençoem sua vida. Reflita sobre isto!
terça-feira, dezembro 02, 2008
Más companhias...
Tendo como pano de fundo a cantora inglesa Amy Winehouse, discuto hoje o que pode representar certas companhias em nossa vida. Para o bem ou para o mal, amizades e amores determinam nossos comportamentos. Para ler, clique aqui.
terça-feira, novembro 25, 2008
Os filhos do casal Nardoni...
A revista Veja desta semana destaca a vida na prisão do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Eles completaram no último sábado, 22, 200 dias na prisão. Acusados de matar a pequena Isabella, jogando-a pela janela, o pai da menina e a madrasta ainda não sabem o que o futuro os reserva. Mas, pelo menos o presente, não é de todo ruim.
A reportagem sugere que o casal tem uma vida boa na prisão. Alexandre Nardoni experimentou a sensação de ser hostilizado pelos outros presos apenas na chegada. Hoje, tem uma vida relativamente tranqüila.
Nardoni divide uma cela com mais quatro presos. A cela tem televisão, rádio, três beliches duplos e chuveiro. O espaço também não é dos piores. Trata-se de uma cela de seis por quatro metros.
A penitenciária também não tem problemas de superlotação. Pelo contrário, tem espaço físico de sobra, é considerada modelo no sistema prisional brasileiro e ainda oferece oportunidade de trabalho aos presos.
Segundo a Veja, Alexandre Nardoni até hoje não quis trabalhar. Ele acorda cedo, toma café e volta pra cama. Passa boa parte do dia diante da televisão. Os pais de Alexandre levam à prisão muita comida, frutas, produtos de higiene e até repelente contra mosquitos e pernilongos.
Já Anna Carolina Jatobá tem vida um pouco mais difícil. A família dela passa por dificuldades financeiras. Então, a diversidade de alimentos é menor. Mas também não faltam. A cela de Anna Carolina tem três por quatro metros. E, para evitar ser hostilizada, já que muitas presas não toleram a madrasta de Isabella, Anna Carolina optou por ficar na chamada ala dos evangélicas. Lá, tem vida mais calma. Participa dos cultos, canta no coral e até já pediu para ser batizada.
Mas não é isto que me chamou a atenção. Outros aspectos da reportagem é que me deixaram bastante triste. Em alguns momentos, com desejo de chorar.
Penso que todo pai, toda mãe se sentiu agredido ao acompanhar no noticiário o desenrolar das investigações que apontaram o casal Nardoni como responsável pela morte da menina. Isabella, uma garotinha de seis anos, foi jogada pela janela do prédio provavelmente pelo próprio pai, após ser agredida, esganada pela madrasta.
Mas, a história não termina aqui. Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá não colocaram apenas fim à vida de Isabella. Os filhos do casal, um garoto de três anos e outro de um ano, vivem sob cuidados dos avós.
As crianças, hoje, já estão confusas. Não sabem direito quem é o pai, quem é a mãe. Uma hora chamam o avô de pai; outra, chamam a tia, de mãe… E, detalhe, possuem um comportamento difícil. Amigos da família contaram à Veja que as crianças são agressivas e geralmente dão beliscões e até tapas no rosto dos avós.
Consegue imaginar as cenas, caro ouvinte?
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá não eliminaram apenas a vida da pequena Isabella. Eles também comprometeram o futuro de outras duas crianças.
Sabe, somos responsáveis por nossos atos. Mas, infelizmente, muitos de nossos atos têm conseqüências duradouras, permanentes e, em inúmeras vezes, refletem na vida de outras pessoas.
Os filhos do casal Nardoni foram condenados naquela noite juntos com a morte da irmãzinha. O futuro deles é incerto. Como é incerto o futuro de outros milhares de filhos que possuem pais e mães que são irresponsáveis, que não amam, que não educam, que não os disciplinam de forma sábia e carinhosa.
A reportagem sugere que o casal tem uma vida boa na prisão. Alexandre Nardoni experimentou a sensação de ser hostilizado pelos outros presos apenas na chegada. Hoje, tem uma vida relativamente tranqüila.
Nardoni divide uma cela com mais quatro presos. A cela tem televisão, rádio, três beliches duplos e chuveiro. O espaço também não é dos piores. Trata-se de uma cela de seis por quatro metros.
A penitenciária também não tem problemas de superlotação. Pelo contrário, tem espaço físico de sobra, é considerada modelo no sistema prisional brasileiro e ainda oferece oportunidade de trabalho aos presos.
Segundo a Veja, Alexandre Nardoni até hoje não quis trabalhar. Ele acorda cedo, toma café e volta pra cama. Passa boa parte do dia diante da televisão. Os pais de Alexandre levam à prisão muita comida, frutas, produtos de higiene e até repelente contra mosquitos e pernilongos.
Já Anna Carolina Jatobá tem vida um pouco mais difícil. A família dela passa por dificuldades financeiras. Então, a diversidade de alimentos é menor. Mas também não faltam. A cela de Anna Carolina tem três por quatro metros. E, para evitar ser hostilizada, já que muitas presas não toleram a madrasta de Isabella, Anna Carolina optou por ficar na chamada ala dos evangélicas. Lá, tem vida mais calma. Participa dos cultos, canta no coral e até já pediu para ser batizada.
Mas não é isto que me chamou a atenção. Outros aspectos da reportagem é que me deixaram bastante triste. Em alguns momentos, com desejo de chorar.
Penso que todo pai, toda mãe se sentiu agredido ao acompanhar no noticiário o desenrolar das investigações que apontaram o casal Nardoni como responsável pela morte da menina. Isabella, uma garotinha de seis anos, foi jogada pela janela do prédio provavelmente pelo próprio pai, após ser agredida, esganada pela madrasta.
Mas, a história não termina aqui. Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá não colocaram apenas fim à vida de Isabella. Os filhos do casal, um garoto de três anos e outro de um ano, vivem sob cuidados dos avós.
As crianças, hoje, já estão confusas. Não sabem direito quem é o pai, quem é a mãe. Uma hora chamam o avô de pai; outra, chamam a tia, de mãe… E, detalhe, possuem um comportamento difícil. Amigos da família contaram à Veja que as crianças são agressivas e geralmente dão beliscões e até tapas no rosto dos avós.
Consegue imaginar as cenas, caro ouvinte?
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá não eliminaram apenas a vida da pequena Isabella. Eles também comprometeram o futuro de outras duas crianças.
Sabe, somos responsáveis por nossos atos. Mas, infelizmente, muitos de nossos atos têm conseqüências duradouras, permanentes e, em inúmeras vezes, refletem na vida de outras pessoas.
Os filhos do casal Nardoni foram condenados naquela noite juntos com a morte da irmãzinha. O futuro deles é incerto. Como é incerto o futuro de outros milhares de filhos que possuem pais e mães que são irresponsáveis, que não amam, que não educam, que não os disciplinam de forma sábia e carinhosa.
quinta-feira, novembro 20, 2008
Incentivo à leitura...
Quero falar sobre leitura... E tenho aqui uma historinha que pode incentivar você a ler um pouco mais.
Uma garota de Catanduva, interior de São Paulo, já leu 230 livros este ano. Não sei se é recorde, mas o número impressiona. Afinal, ela é só uma menina de 12 anos, aluna da 6a série. Lembro que, na mesma idade, também participei de um desafio de leitura. Na época, li 72 livros num único ano. Recordo que era preciso se dedicar bastante para ler tanto… Contudo, Tainá Alves dos Santos foi muito mais longe.
A estudante participa de um programa de incentivo à leitura da escola. Todos os livros lidos são registrados. Para garantir o registro, é preciso fazer uma resenha. Ou seja, não há muita brecha para “inventar” leituras.
Fico imaginando como deve ser o papo com uma criança que já leu tanto. Terá ela o mesmo comportamento de colegas que passam horas diante da televisão, computador, internet ou de jogos eletrônicos? Creio que não.
E como devem ser as redações escritas por Tainá? Seus argumentos são diferentes, inovadores? E a qualidade do texto?
Gostaria muito de conhecer…
Sou pai. Meus filhos gostam de livros, mas estão longe de ter paixão pela leitura. A tevê, o computador e os jogos exercem maior fascínio sobre eles. Por isso, sei do quanto é difícil incentivar a leitura. Ver uma garota de 12 anos lendo tanto é o sonho de qualquer educador. Se crianças nessa idade lessem, ao menos, 20 ou 30 livros/ano, já seria uma conquista e tanto. Imagina só 230?
Felizmente, Tainá não é o único exemplo de paixão por leitura que temos. Uma outra garota, esta de apenas seis anos, moradora de Aracaju, já contabiliza 67 livros. A pequena Alice Vitória Rocha Silva é estimulada pelos pais. São eles que controlam a quantidade de obras já lidas pela filha.
Fantástico, não?
Ler é conhecer um universo diferente daquele que a gente vive. A leitura é fonte de prazer e conhecimento. Infelizmente, muita gente gasta mais tempo com banalidades que com a busca do conhecimento... Se você não tem o hábito de ler, procure começar... Sempre há tempo.
Uma garota de Catanduva, interior de São Paulo, já leu 230 livros este ano. Não sei se é recorde, mas o número impressiona. Afinal, ela é só uma menina de 12 anos, aluna da 6a série. Lembro que, na mesma idade, também participei de um desafio de leitura. Na época, li 72 livros num único ano. Recordo que era preciso se dedicar bastante para ler tanto… Contudo, Tainá Alves dos Santos foi muito mais longe.
A estudante participa de um programa de incentivo à leitura da escola. Todos os livros lidos são registrados. Para garantir o registro, é preciso fazer uma resenha. Ou seja, não há muita brecha para “inventar” leituras.
Fico imaginando como deve ser o papo com uma criança que já leu tanto. Terá ela o mesmo comportamento de colegas que passam horas diante da televisão, computador, internet ou de jogos eletrônicos? Creio que não.
E como devem ser as redações escritas por Tainá? Seus argumentos são diferentes, inovadores? E a qualidade do texto?
Gostaria muito de conhecer…
Sou pai. Meus filhos gostam de livros, mas estão longe de ter paixão pela leitura. A tevê, o computador e os jogos exercem maior fascínio sobre eles. Por isso, sei do quanto é difícil incentivar a leitura. Ver uma garota de 12 anos lendo tanto é o sonho de qualquer educador. Se crianças nessa idade lessem, ao menos, 20 ou 30 livros/ano, já seria uma conquista e tanto. Imagina só 230?
Felizmente, Tainá não é o único exemplo de paixão por leitura que temos. Uma outra garota, esta de apenas seis anos, moradora de Aracaju, já contabiliza 67 livros. A pequena Alice Vitória Rocha Silva é estimulada pelos pais. São eles que controlam a quantidade de obras já lidas pela filha.
Fantástico, não?
Ler é conhecer um universo diferente daquele que a gente vive. A leitura é fonte de prazer e conhecimento. Infelizmente, muita gente gasta mais tempo com banalidades que com a busca do conhecimento... Se você não tem o hábito de ler, procure começar... Sempre há tempo.
terça-feira, novembro 18, 2008
Fábio Assunção e as drogas...
Postei o texto do programete desta terça-feira, 18 de novembro, no meu blog de notícias e comentários. Fique a vontade para visitá-lo. O link direto para o texto está aqui.
quinta-feira, novembro 13, 2008
O complexo universo dos relacionamentos...
Tenho por hábito ser mais que um professor... Procuro ouvir meus alunos e auxiliá-los também em questões pessoais. Acredito que este é meu papel enquanto educador cristão.
Foi por isto que, dia desses, ouvi uma aluna falar sobre suas dúvidas. Ela estava indecisa. Embora estivesse saindo com um rapaz, ainda não sabia se deveria ou não assumir um namoro mais sério. O motivo? Ele já era pai e parecia gostaria muito do filho.
Essa minha aluna dizia não estar pronta para lidar com um namorado que tinha um filho... A preocupação dela era evidente. Ela queria ter toda atenção do rapaz, mas ele, evidentemente, tem o dever de dar atenção ao filho. Mais que isto, também a incomodava o fato de seu candidato a namorado estar sempre em contato com a mãe do menino.
Percebi que minha aluna tinha uma dúvida: será que o paquera dela ainda gostava da ex???
É difícil aconselhar alguém, principalmente quando o assunto são as coisas do coração. Quem olha a situação de fora sempre tem uma visão diferente.
Ainda que, de fora, pareça mais fácil dizer quais as chances de dar certo, só mesmo quem está dentro da história conhece qual é sua disposição para apostar no relacionamento.
E este é exatamente o segredo do relacionamento entre uma pessoa solteira com alguém que já tem um filho: disposição. Não basta amar.
Quando tenho chance de orientar alguém que pensa viver uma situação como esta, procuro dizer: é preciso ter a capacidade de ceder mais que num outro relacionamento qualquer.
Infelizmente, relacionamentos acabam. Mas filhos são para uma vida inteira. Quem quer se casar com alguém que já tem um filho deve aceitar essa terceira pessoa em sua vida. Não dá para querer o marido ou a mulher só pra si. Tem mais alguém na história. E ainda tem a mãe ou o pai da criança que poderá ser mais uma sombra em seu relacionamento.
Tem chances de dar certo? Claro que tem. Mas é um relacionamento em que dividir é um verbo que será ainda mais conjugado. E se a pessoa fingir a capacidade de aceitar essa criança, mas, depois de casados, resolver afastar o seu companheiro desse filho, certamente vai prejudicar a vida de todos os envolvidos nessa história.
Concluindo... A felicidade sempre depende nós. Relacionamentos são felizes quando estamos prontos para nos doar. Num relacionamento com alguém que já tem um passado, e neste passado há marcas importantes, como filhos por exemplo, é preciso ter mais que paixão. Deve-se ter uma boa pitada de racionalidade. Deve-se ser capaz de avaliar qual é a capacidade de aceitar a história do outro, o filho do outro, o contato freqüente com a ex e ainda ser generoso a ponto de não fazer cobranças por aquilo que hoje você tem disposição para aceitar.
Foi por isto que, dia desses, ouvi uma aluna falar sobre suas dúvidas. Ela estava indecisa. Embora estivesse saindo com um rapaz, ainda não sabia se deveria ou não assumir um namoro mais sério. O motivo? Ele já era pai e parecia gostaria muito do filho.
Essa minha aluna dizia não estar pronta para lidar com um namorado que tinha um filho... A preocupação dela era evidente. Ela queria ter toda atenção do rapaz, mas ele, evidentemente, tem o dever de dar atenção ao filho. Mais que isto, também a incomodava o fato de seu candidato a namorado estar sempre em contato com a mãe do menino.
Percebi que minha aluna tinha uma dúvida: será que o paquera dela ainda gostava da ex???
É difícil aconselhar alguém, principalmente quando o assunto são as coisas do coração. Quem olha a situação de fora sempre tem uma visão diferente.
Ainda que, de fora, pareça mais fácil dizer quais as chances de dar certo, só mesmo quem está dentro da história conhece qual é sua disposição para apostar no relacionamento.
E este é exatamente o segredo do relacionamento entre uma pessoa solteira com alguém que já tem um filho: disposição. Não basta amar.
Quando tenho chance de orientar alguém que pensa viver uma situação como esta, procuro dizer: é preciso ter a capacidade de ceder mais que num outro relacionamento qualquer.
Infelizmente, relacionamentos acabam. Mas filhos são para uma vida inteira. Quem quer se casar com alguém que já tem um filho deve aceitar essa terceira pessoa em sua vida. Não dá para querer o marido ou a mulher só pra si. Tem mais alguém na história. E ainda tem a mãe ou o pai da criança que poderá ser mais uma sombra em seu relacionamento.
Tem chances de dar certo? Claro que tem. Mas é um relacionamento em que dividir é um verbo que será ainda mais conjugado. E se a pessoa fingir a capacidade de aceitar essa criança, mas, depois de casados, resolver afastar o seu companheiro desse filho, certamente vai prejudicar a vida de todos os envolvidos nessa história.
Concluindo... A felicidade sempre depende nós. Relacionamentos são felizes quando estamos prontos para nos doar. Num relacionamento com alguém que já tem um passado, e neste passado há marcas importantes, como filhos por exemplo, é preciso ter mais que paixão. Deve-se ter uma boa pitada de racionalidade. Deve-se ser capaz de avaliar qual é a capacidade de aceitar a história do outro, o filho do outro, o contato freqüente com a ex e ainda ser generoso a ponto de não fazer cobranças por aquilo que hoje você tem disposição para aceitar.
quinta-feira, novembro 06, 2008
Barack Obama...
Os Estados Unidos elegeram Barack Obama. O americanos comemoram. O mundo comemora. Há muitos anos, uma eleição para a presidência dos Estados Unidos não mobilizava tantas pessoas. Obama é um homem carismático. Seu discurso é envolvente. Nasceu pobre, mas acaba de se tornar o homem mais poderoso do planeta.
Em Obama estão depositados sonhos... Não apenas a esperança do povo americano. Gente de todas as tribos e línguas imaginam que o mundo pode ser melhor. E isto não apenas pela história desse líder de nome estranho... Também não se trata da cor dele. Não é só uma questão de pele – o fato de ser o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos. É mais que isto. Num mundo onde as pessoas já não sonham mais, Barack Obama parece ser alguém que veio à Terra com o objetivo de renovar nossas esperanças.
Obama será isto tudo? Não sei. Sei apenas que ele é um homem. Líder por natureza, capaz de cativar e de, em poucos meses, ter se tornado uma celebridade mundial. Mas ainda assim é um homem.
E num mundo complexo, envolto em crise, será que somente medidas governamentais resolvem?
Acredito que Barack Obama poderá ser um grande presidente. Penso até que os Estados Unidos poderão retomar o caminho do crescimento econômico e resolver parte dos seus problemas internos, trazendo ganhos para os demais países. Mas ainda assim me pergunto: por que o mundo o elegeu como um homem tão diferente dos demais? Não sei.
Sei apenas que as frustrações humanas não serão resolvidas por Barack Obama e por nenhum outro presidente. As pessoas sonham com um mundo melhor. Querem trabalho, dinheiro no bolso, mas também desejam não ver mais crianças pedindo nas esquinas, idealizam cidades onde não existam assaltos e nem casas arrombadas; querem o fim da violência. Pensam no quanto seria bom não ter de enfrentar o trânsito caótico das grandes cidades e viveriam melhor se a saúde pública fosse realmente um bem de todos, sem filas nos postinhos e nem macas nos corredores dos hospitais.
Isto Obama não vai resolver. Nenhum homem é capaz de dar conta de todas as contradições dessa nossa vida aqui. Nossos governantes até podem conseguir avanços em alguns setores da política, economia, meio ambiente... Mas a natureza do homem não permite que, sozinhos, consigamos construir um novo mundo. Para uma nova sociedade, uma nova terra, é preciso ser muito mais que Barack Obama.
Em Obama estão depositados sonhos... Não apenas a esperança do povo americano. Gente de todas as tribos e línguas imaginam que o mundo pode ser melhor. E isto não apenas pela história desse líder de nome estranho... Também não se trata da cor dele. Não é só uma questão de pele – o fato de ser o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos. É mais que isto. Num mundo onde as pessoas já não sonham mais, Barack Obama parece ser alguém que veio à Terra com o objetivo de renovar nossas esperanças.
Obama será isto tudo? Não sei. Sei apenas que ele é um homem. Líder por natureza, capaz de cativar e de, em poucos meses, ter se tornado uma celebridade mundial. Mas ainda assim é um homem.
E num mundo complexo, envolto em crise, será que somente medidas governamentais resolvem?
Acredito que Barack Obama poderá ser um grande presidente. Penso até que os Estados Unidos poderão retomar o caminho do crescimento econômico e resolver parte dos seus problemas internos, trazendo ganhos para os demais países. Mas ainda assim me pergunto: por que o mundo o elegeu como um homem tão diferente dos demais? Não sei.
Sei apenas que as frustrações humanas não serão resolvidas por Barack Obama e por nenhum outro presidente. As pessoas sonham com um mundo melhor. Querem trabalho, dinheiro no bolso, mas também desejam não ver mais crianças pedindo nas esquinas, idealizam cidades onde não existam assaltos e nem casas arrombadas; querem o fim da violência. Pensam no quanto seria bom não ter de enfrentar o trânsito caótico das grandes cidades e viveriam melhor se a saúde pública fosse realmente um bem de todos, sem filas nos postinhos e nem macas nos corredores dos hospitais.
Isto Obama não vai resolver. Nenhum homem é capaz de dar conta de todas as contradições dessa nossa vida aqui. Nossos governantes até podem conseguir avanços em alguns setores da política, economia, meio ambiente... Mas a natureza do homem não permite que, sozinhos, consigamos construir um novo mundo. Para uma nova sociedade, uma nova terra, é preciso ser muito mais que Barack Obama.
segunda-feira, novembro 03, 2008
Uma questão de educação...
A revista Época do dia 3 de novembro traz uma reportagem curiosa – embora polêmica. A publicação baseia a discussão num estudo australiano. A pesquisa científica sugere que a presença de possíveis genes gays em homens heterossexuais é capaz de atrair, seduzir as mulheres. Ou seja, homens portadores desses genes fariam mais sucesso com as mulheres.
Já disse aqui que respeito e defendo o conhecimento científico. Mas também declarei que a mesma ciência que ajuda o ser humano também o confunde.
No caso da pesquisa citada, os cientistas australianos tentam justificar o sucesso de alguns homens com as mulheres fazendo uso de um argumento baseado na teoria da evolução. É questionável. Mas alguns aspectos podem servir de lição, principalmente para os homens.
Longe dessa suposição científica sobre a presença de genes gays em homens heterossexuais, podemos apontar o que agrada as mulheres. Elas se sentem atraídas por homens capazes de compreendê-las. As mulheres gostam de ser ouvidas; gostam de quem sabe identificar uma crise de TPM e respeitá-la em suas crises. Mulheres apreciam parceiros que conseguem notar quando trocam a cor ou mudam o corte dos cabelos. Elas preferem homens que conseguem admirá-las mais do que seus times de futebol.
Por isso, não tenho nenhuma dúvida ao dizer que essas características não precisam genéticas; só precisam ser adquiridas. O que diferencia esses homens é a sensibilidade.
E, sabe, não estou aqui dando nenhuma receita para conquistar as mulheres. Quero apenas destacar características fundamentais em qualquer homem que deseja ser amado por sua companheira e, principalmente, fazê-la feliz.
Junto com isto, aproveito para sugerir algo que considero essencial na educação dos filhos... Eduque seus meninos para serem homens, mas não os ensine a ser machões. Muitos homens hoje não conseguem lavar uma louça para a esposa porque entendem que esse serviço é coisa de mulher. São incapazes de surpreendê-las fazendo um prato especial, porque nunca aprenderam a cozinhar. Foram educados de forma machista. Aprenderam com seus pais que cozinhar é coisa de mulher. Aprenderam com a mãe que varrer uma casa não é serviço de homem.
Permitir que um menino chore não vai transformá-lo em homossexual. Deixar um garoto brincar de boneca com a irmã não vai alterar sua masculinidade. Pelo contrário. Vai garantir que se torne um homem de verdade, com a sensibilidade necessária para ser um bom marido, um bom amante, um grande pai. E, diferente do que diz a pesquisa, isso nada tem a ver com genes gays... Tem a ver com educação.
Já disse aqui que respeito e defendo o conhecimento científico. Mas também declarei que a mesma ciência que ajuda o ser humano também o confunde.
No caso da pesquisa citada, os cientistas australianos tentam justificar o sucesso de alguns homens com as mulheres fazendo uso de um argumento baseado na teoria da evolução. É questionável. Mas alguns aspectos podem servir de lição, principalmente para os homens.
Longe dessa suposição científica sobre a presença de genes gays em homens heterossexuais, podemos apontar o que agrada as mulheres. Elas se sentem atraídas por homens capazes de compreendê-las. As mulheres gostam de ser ouvidas; gostam de quem sabe identificar uma crise de TPM e respeitá-la em suas crises. Mulheres apreciam parceiros que conseguem notar quando trocam a cor ou mudam o corte dos cabelos. Elas preferem homens que conseguem admirá-las mais do que seus times de futebol.
Por isso, não tenho nenhuma dúvida ao dizer que essas características não precisam genéticas; só precisam ser adquiridas. O que diferencia esses homens é a sensibilidade.
E, sabe, não estou aqui dando nenhuma receita para conquistar as mulheres. Quero apenas destacar características fundamentais em qualquer homem que deseja ser amado por sua companheira e, principalmente, fazê-la feliz.
Junto com isto, aproveito para sugerir algo que considero essencial na educação dos filhos... Eduque seus meninos para serem homens, mas não os ensine a ser machões. Muitos homens hoje não conseguem lavar uma louça para a esposa porque entendem que esse serviço é coisa de mulher. São incapazes de surpreendê-las fazendo um prato especial, porque nunca aprenderam a cozinhar. Foram educados de forma machista. Aprenderam com seus pais que cozinhar é coisa de mulher. Aprenderam com a mãe que varrer uma casa não é serviço de homem.
Permitir que um menino chore não vai transformá-lo em homossexual. Deixar um garoto brincar de boneca com a irmã não vai alterar sua masculinidade. Pelo contrário. Vai garantir que se torne um homem de verdade, com a sensibilidade necessária para ser um bom marido, um bom amante, um grande pai. E, diferente do que diz a pesquisa, isso nada tem a ver com genes gays... Tem a ver com educação.
quinta-feira, outubro 30, 2008
Síndrome da aprovação...
O Fato Pensado de hoje vai tratar da síndrome da aprovação. Mas afinal, o que é esta tal de síndrome da aprovação?
Preciso primeiro dizer que não se trata de nenhum transtorno psicológico. Não é também uma doença. Mas certamente é algo que rouba a nossa vida e nos faz sofrer.
Vamos aos sintomas... Quando vai falar com alguém, você se preocupa com as impressões que a outra pessoa tem a respeito de você? Será você nunca se pegou falando algo do tipo: “Veja bem, eu não assisto muito televisão, mas ontem vi tal programa...”. Ou ainda, ao participar de um almoço na casa de alguém: “Olha eu não sou de comer muito, mas essa comida esta tão gostosa...”.
Se você se identificou, é muito provável o diagnóstico: você sofre da síndrome da aprovação. Eu vou mais longe... Quase todos nós sofremos dessa síndrome. Estamos sempre nos ocupando de controlar a imagem que os outros têm de nós. É por isso que nos justificamos tanto. Queremos sempre parecer mais simpáticos do realmente somos; queremos dizer que somos humildes; queremos parecer mais cristãos... Enfim, temos medo de nossos defeitos. Por isso, fazemos um esforço enorme para que as pessoas próximas nos vejam como gostaríamos de ser.
O problema é que essa necessidade de ser aprovado pelos outros tira de nós a essência de nossa personalidade. Passamos a vida inteira ocupados em controlar o que as pessoas pensam a nosso respeito e deixamos de ser originais, autênticos.
Preste atenção, quase sempre nos vestimos imaginando a reação dos outros. Por isso, fazemos contas enormes, até quando não podemos, a fim de comprar um traje novo para ir a um casamento. Estamos preocupados em evitar a imagem de que só temos roupas velhas... Afinal, não queremos que ninguém nos veja com a roupa que estivemos na ultima cerimônia.
A síndrome da aprovação está presente em quase todos os nossos atos. Quem vive debaixo da ditadura da imagem, só consegue ser autêntico quando está sozinho. Mas, como a gente passa a maior parte do tempo se relacionando com os outros, vive-se mais ocupado em justificar-se que experimentando e aceitando os verdadeiros limites.
Na verdade, por conta da necessidade de sermos aprovados, usamos uma máscara social praticamente o tempo todo. Isto nos faz mal. Também não é o que Deus deseja de nós. Ele conhece nosso coração. A Ele não enganamos. E tem aqui um outro detalhe muito importante: quase sempre quem passa a vida se justificando e tentando controlar sua imagem, perde a chance de realmente ser amado. Não vale a pena ser amado pelo que aparenta ser... É bom ser admirado pelo que realmente é.
Ser autêntico, verdadeiro consigo mesmo, permite que a pessoa saiba quem são seus amigos. Ninguém gosta de conviver apenas com a miragem. Experimente ser autêntico, verdadeiro, sincero em seus sentimentos. Você vai se sentir livre...
Preciso primeiro dizer que não se trata de nenhum transtorno psicológico. Não é também uma doença. Mas certamente é algo que rouba a nossa vida e nos faz sofrer.
Vamos aos sintomas... Quando vai falar com alguém, você se preocupa com as impressões que a outra pessoa tem a respeito de você? Será você nunca se pegou falando algo do tipo: “Veja bem, eu não assisto muito televisão, mas ontem vi tal programa...”. Ou ainda, ao participar de um almoço na casa de alguém: “Olha eu não sou de comer muito, mas essa comida esta tão gostosa...”.
Se você se identificou, é muito provável o diagnóstico: você sofre da síndrome da aprovação. Eu vou mais longe... Quase todos nós sofremos dessa síndrome. Estamos sempre nos ocupando de controlar a imagem que os outros têm de nós. É por isso que nos justificamos tanto. Queremos sempre parecer mais simpáticos do realmente somos; queremos dizer que somos humildes; queremos parecer mais cristãos... Enfim, temos medo de nossos defeitos. Por isso, fazemos um esforço enorme para que as pessoas próximas nos vejam como gostaríamos de ser.
O problema é que essa necessidade de ser aprovado pelos outros tira de nós a essência de nossa personalidade. Passamos a vida inteira ocupados em controlar o que as pessoas pensam a nosso respeito e deixamos de ser originais, autênticos.
Preste atenção, quase sempre nos vestimos imaginando a reação dos outros. Por isso, fazemos contas enormes, até quando não podemos, a fim de comprar um traje novo para ir a um casamento. Estamos preocupados em evitar a imagem de que só temos roupas velhas... Afinal, não queremos que ninguém nos veja com a roupa que estivemos na ultima cerimônia.
A síndrome da aprovação está presente em quase todos os nossos atos. Quem vive debaixo da ditadura da imagem, só consegue ser autêntico quando está sozinho. Mas, como a gente passa a maior parte do tempo se relacionando com os outros, vive-se mais ocupado em justificar-se que experimentando e aceitando os verdadeiros limites.
Na verdade, por conta da necessidade de sermos aprovados, usamos uma máscara social praticamente o tempo todo. Isto nos faz mal. Também não é o que Deus deseja de nós. Ele conhece nosso coração. A Ele não enganamos. E tem aqui um outro detalhe muito importante: quase sempre quem passa a vida se justificando e tentando controlar sua imagem, perde a chance de realmente ser amado. Não vale a pena ser amado pelo que aparenta ser... É bom ser admirado pelo que realmente é.
Ser autêntico, verdadeiro consigo mesmo, permite que a pessoa saiba quem são seus amigos. Ninguém gosta de conviver apenas com a miragem. Experimente ser autêntico, verdadeiro, sincero em seus sentimentos. Você vai se sentir livre...
Assinar:
Postagens (Atom)