Mais que a reflexão dos fatos... Nossa vida, nossa história, nossas relações num mundo que precisa de Deus
quarta-feira, maio 27, 2009
terça-feira, maio 19, 2009
É possível viver bem com pouco?
Meio que por acaso esbarrei numa reportagem de dezembro de 2008 da revista Época. O assunto é instigante. Um daqueles temas que mexem com você, pois estão na pauta de suas preocupações. A reportagem tem um título sugestivo: “Viver bem com pouco”.
Confesso que este é mais um dos meus desejos de consumo. Vivo com pouco. Mas vivo sob o manto da eterna insatisfação. Claro, não sou o único. Muita gente tem renda muito maior que a minha e também está insatisfeito. Mas a Época trouxe depoimentos e falas de gente comum e de especialistas que sustentam a tese de que “foi-se a era de esbanjar e ostentar”. Essas pessoas argumentam que “a nova ordem global impõe consumir com parcimônia e priorizar a recompensa emocional”.
De verdade, espero que isso se torne mesmo uma nova ordem global. A pressão para que conquistemos sucesso, dinheiro e fama é tanta que não conseguimos descansar. Felicidade hoje é traduzida em números. Lembro até de uma frase: “Dinheiro não traz felicidade. Manda buscar”. A frase sintetiza os valores de uma época. Transferimos para o dinheiro todas nossas expectativas, nossos projetos e vivemos para conquistá-lo.
Mas o novo conceito, de “viver bem com pouco”, tem conquistado adeptos. Gente disposta a abrir mão do dinheiro e dos prazeres que ele supostamente proporciona para experimentar a vida sob um ângulo novo e pouco conhecido.
A proposta de “viver bem com pouco” é ampla. Vai desde a maneira como nos alimentamos até a forma como nos relacionamos com os amigos, com a família, com nossos filhos.
Essas pessoas entendem que o prazer não está naquilo que consumimos. Elas acreditam que o prazer é experimentado em coisas simples, como passar horas batendo papo com os amigos, sem necessidade de ter nada para comemorar. Ou simplesmente ficar em casa mais tempo com os filhos.
Na alimentação, por exemplo, há muito tempo transformamos nossas refeições em algo pouco significativo. Só paramos para apreciar os alimentos quando organizamos um almoço ou um jantar especial. O trivial almoço, café da manhã ou o lanche da tarde se tornaram uma obrigação, feitos pela necessidade física.
O ato de tomar um banho é mais uma questão de higiene que algo que possa nos proporcionar prazer. Conversar com um amigo só é bom se não temos mais nada pra fazer. E ainda precisa ser regado por bebidas e comida.
Tudo isso acontece porque queremos casas e carros luxuosos. Vivemos sob a ditadura da beleza. Os corpos devem ser belos, bem cuidados em salões de beleza e estética, por médicos dermatologistas e devidamente vestidos com roupas de marcas famosas. Nosso computador, nosso celular não bastam ser funcionais, precisam ter a mais avançada tecnologia para chamarmos atenção ou causarmos inveja nos colegas, amigos e inimigos.
Os objetivos que temos para a vida estão quase todos relacionados a necessidade de conquistar mais, ter mais. Isso causa ansiedade e frustração. Afinal, poucos terão tudo que sonham. E mesmo se conquistarmos o que desejamos ainda assim vamos perceber que continuaremos insatisfeitos. Motivo? Não são coisas que dão prazer. São pessoas, gente, relacionamentos, filhos, família, Deus. Nossa felicidade passa pela conquista da liberdade, pela sensação de paz interior. Isto não pode e nunca será proporcionado por riquezas ou bens materiais.
quinta-feira, maio 14, 2009
Agora com audio...
Começo a disponibilizar neste blog o audio dos programetes junto com os textos. Logo acima das mensagens.
terça-feira, maio 12, 2009
Fotos íntimas: presente?
Nesse fim de semana, encontramos uma pessoa que há muito não víamos. Trata-se de uma jovem senhora casada. Na conversa que tivemos, ela nos revelou algo que gostaria de compartilhar com você. Nossa amiga nos contou que estava animadíssima com a possibilidade de fazer fotos íntimas para o marido.
Para quem não conhece, esse é um novo serviço que começa a ser fornecido no mercado. Fotógrafos profissionais oferecem aos casais a chance de produzir um book com imagens íntimas. Geralmente, as mulheres fazem essas fotos para presentear os maridos. São fotos na linha de algumas revistas internacionalmente conhecidas. Com direito a tratamento das imagens – para corrigir todas as imperfeições.
Confesso a você que não conhecia esse novo serviço. Sei de pessoas que tiram fotos íntimas com o próprio celular ou com uma máquina fotográfica amadora e presenteiam namorados ou maridos. Sei também que existem alguns casais que mantêm o hábito de registrar em imagens seus corpos nus ou mesmo a intimidade sexual. Entretanto, desconhecia a oferta de um serviço profissional, com direito a sessões fotográficas, para produzir imagens “artísticas” de não famosos.
Depois de ouvir o relato dessa amiga, fiquei pensando em algumas coisas. Primeiro, preciso esclarecer que entendo ser um direito dessa mulher fazer as fotos. As pessoas têm livre arbítrio. Cada pessoa escolhe o seu caminho e, na intimidade do casal, não é direito nosso dar palpites.
Entretanto, existem algumas questões que valem a pena ser refletidas. Por exemplo, ainda ontem li uma reportagem sobre uma mulher que ganhou, na Justiça, o direito de receber uma indenização de R$ 50 mil. Essa jovem teve fotos íntimas publicadas no Orkut, o site de relacionamentos mais conhecido dos brasileiros. O namorado fez as fotos e, quando a relação deles acabou, publicou as imagens.
Essa moça era professora. Ela foi demitida após a divulgação das fotos. Hoje, para sobreviver, ela teve que mudar de nome e trabalha, escondida atrás de um telefone, numa empresa de telemarketing. Sofrimento, vergonha são sentimentos que conhece muito bem.
Relatos como dessa ex-professora têm se tornado cada vez mais comuns. É nisso que pensei quando nossa amiga falou, empolgada, das fotos que pretende fazer para presentear o marido. Hoje, o casamento deles vai muito bem. Não me parece haver chance de qualquer ruptura. No entanto, a internet trouxe novos riscos para nós todos. Fotos digitais, guardadas num computador, podem ser divulgadas pelo próprio companheiro ou, numa dessas situações que ninguém pode prever, cair nas mãos de um técnico de informática mal intencionado ou até de um hacker.
Por isso, volto a dizer, cada pessoa tem direito de fazer suas próprias escolhas. Cada um conhece os potenciais de seus relacionamentos. Mas é preciso prever possibilidades nem sempre felizes da divulgação desastrosa de imagens íntimas. Muita gente tem sido vítima de crimes na internet, como consequência de atitudes aparentemente inocentes e bem intencionadas. É uma coisa pra se pensar…
sexta-feira, maio 08, 2009
O sonho de morar perto de tudo...
A revista Isto É desta semana trouxe uma reportagem sobre a preocupação que hoje existe de morar perto do trabalho. Mais que isto: trabalhar, estudar, comprar, divertir-se tudo perto de casa.
É meu sonho de consumo. Acho que é o sonho de muita gente. O trânsito é o motor desse desejo. Para quem circula por quilômetros para chegar ao trabalho, à escola dos filhos, à igreja etc, o desgaste físico e mental é muito grande.
Em Maringá, por exemplo, tem se tornado comuns os congestionamentos. Estamos longe do caos de cidades como São Paulo. Mas o fluxo nas vias públicas tem sido comprometido pelo aumento da frota de veículos. É carro demais para engenharia de tráfego de menos.
Além disso, o motorista de Maringá deixa o trânsito ainda pior. Falta educação, respeito, gentileza e fiscalização (humana, com agentes de trânsito e não equipamentos). Motoristas que param em fila dupla, que trocam de faixa de forma abrupta, que não sabem estacionar, que entram na via desrespeitando a preferência são algumas das infrações mais comuns.
Essa combinação – engenharia ruim, falta de fiscalização e motorista ruim ou mal educado – é trágica. Muitos acidentes, gente ferida, mortes e trânsito comprometido. É impossível não se estressar. Eu sinto dor no estômago toda vez que penso em sair de casa. Mas não tem jeito. São pelo menos seis “viagens”/dia. Quase 50 quilômetros rodados.
Por isso, é impossível não idealizar uma vida onde tudo esteja perto, ao alcance. Na Isto É, há exemplos de pessoas que têm tudo nos limites de uma quadra – ou no máximo em duas ou três. A pessoa caminha até o trabalho, faz curso, leva o filho para escola, realiza compras etc sem necessidade de carro, moto ou transporte coletivo.
Mas morar perto de tudo custa caro. É privilégio de poucos. No meu caso, só sonho. Sonho meu e da família, acalentado na periferia – longe de tudo e meio que esquecida pelo poder público.
quinta-feira, maio 07, 2009
Manual de convivência...
Numa de minhas últimas aulas falei sobre os personagens que assumimos para a convivência em sociedade. Cada um de nós precisa de uma certa maquiagem para se relacionar. Não se trata necessariamente de uma máscara, de viver uma mentira. Apenas ter atitudes convenientes para preservar o outro e a nós mesmos.
É verdade que algumas pessoas assumem máscaras. Mostram uma cara, mas são totalmente diferentes daquilo que procuram revelar. Isto é nocivo. Patológico. Precisa de tratamento.
Entretanto, para o bom relacionamento em sociedade temos que assumir personagens. Faz parte do manual básico de convivência. Por exemplo, se alguém te convida para jantar e a refeição não está das mais saborosas, por delicadeza você não vai dizer que a comida estava ruim.
Quando sua esposa/namorada corta os cabelos e chega toda feliz da vida em casa, tudo que você não deve fazer é dizer que ficou feio. Além de acabar com a alegria dela, você vai chateá-la. Algo totalmente desnecessário. Afinal, o cabelo já está cortado e não há muito o que fazer a não ser aceitar o novo visual.
Essas são práticas simples, básicas, que não tornam você um mentiroso. Pelo contrário. Vão inclusive ao encontro da recomendação bíblica de que devemos ser cautelosos no falar. Delicados ao falar. E mais que isso, não devemos falar demais.
No entanto, muita gente sofre de incontinência verbal. São pessoas que justificam: “isso é da minha personalidade. Eu sou assim mesmo. Eu falo o que penso”. Claro, todo mundo tem direito de falar o que quer, mas essa não deveria ser a nossa atitude. Essa pseudo-sinceridade magoa, entristece e não traz felicidade. Portanto, se você mantém o hábito de falar tudo que vem à mente, sugiro que repense seus valores. Sugiro que reflita mais de dez vezes antes de abrir a boca - ou escrever. O outro não tem a obrigação de ouvir seus acessos de sinceridade…
É verdade que algumas pessoas assumem máscaras. Mostram uma cara, mas são totalmente diferentes daquilo que procuram revelar. Isto é nocivo. Patológico. Precisa de tratamento.
Entretanto, para o bom relacionamento em sociedade temos que assumir personagens. Faz parte do manual básico de convivência. Por exemplo, se alguém te convida para jantar e a refeição não está das mais saborosas, por delicadeza você não vai dizer que a comida estava ruim.
Quando sua esposa/namorada corta os cabelos e chega toda feliz da vida em casa, tudo que você não deve fazer é dizer que ficou feio. Além de acabar com a alegria dela, você vai chateá-la. Algo totalmente desnecessário. Afinal, o cabelo já está cortado e não há muito o que fazer a não ser aceitar o novo visual.
Essas são práticas simples, básicas, que não tornam você um mentiroso. Pelo contrário. Vão inclusive ao encontro da recomendação bíblica de que devemos ser cautelosos no falar. Delicados ao falar. E mais que isso, não devemos falar demais.
No entanto, muita gente sofre de incontinência verbal. São pessoas que justificam: “isso é da minha personalidade. Eu sou assim mesmo. Eu falo o que penso”. Claro, todo mundo tem direito de falar o que quer, mas essa não deveria ser a nossa atitude. Essa pseudo-sinceridade magoa, entristece e não traz felicidade. Portanto, se você mantém o hábito de falar tudo que vem à mente, sugiro que repense seus valores. Sugiro que reflita mais de dez vezes antes de abrir a boca - ou escrever. O outro não tem a obrigação de ouvir seus acessos de sinceridade…
terça-feira, abril 28, 2009
Mundo caótico...
Numa de minhas aulas, ontem à noite, falava sobre a visão de Kant a respeito da sociedade. Entre outras coisas, o filósofo alemão retratou que vivemos numa sociedade caótica. Enquanto aplicava os conceitos de Kant aos dias atuais, uma aluna pediu para eu explicar o que significa uma sociedade caótica.
Achei muito interessante o questionamento. Não necessariamente em função da chance de aprofundar os conceitos filosóficos. Mas principalmente por que noto que estamos tão acostumados com as contradições sociais que já não conseguimos notá-las. Perdemos a sensibilidade. Estamos tão concentrados em nossos próprios problemas que não notamos a realidade alheia.
Pense por alguns instantes… O que dizer dessa sociedade onde um pai e uma madrasta são capazes de jogar uma garotinha do sexto andar de um prédio? O que dizer dessa sociedade capaz de aceitar que adolescentes e jovens consumidores de drogas fiquem sem tratamento para dependentes químicos? Como explicar que envolvidos num acidente de trânsito que matou uma garotinha ainda estejam impunes, mesmo a morte tendo sido causada por um racha que disputavam dentro da área urbana?
Dá para entender como não caótica uma sociedade que obriga cidadãos pagadores de seus impostos a contratarem planos de saúde para terem atendimento médico? Ou a colocarem seus filhos numa escola particular, pois o Estado, mantido pelos cidadãos, não consegue dar conta de oferecer um ensino de qualidade?
Nossa sociedade é caótica, porque afasta os cidadãos, é injusta e tornou os sujeitos em indivíduos - no sentido de serem egoístas, pouco comprometidos com o bem comum. Além disso, temos o caos natural provocado pelas mudanças climáticas, geográficas e desrespeito ao nosso corpo, que também tem suas leis naturais. E tudo causado pelos próprios homens em suas relações desastrosas com a economia, meio ambiente e sociedade.
Há chance de tornar esse mundo harmonioso? O filósofo alemão Immanuel Kant parece acreditar nisso. Mas para romper com o caos o cidadão tem de desejar isso. Precisa empregar suas forças, energias e, principalmente, conhecimento para mudar o ambiente em que vive e se relaciona. Há necessidade de superar os interesses individuais, reconhecer o outro como parte nossa, parte de uma mesma estrutura social - no qual todos nós estamos inseridos. Essa sociedade melhor se constrói com valores comuns, éticos e morais.
Achei muito interessante o questionamento. Não necessariamente em função da chance de aprofundar os conceitos filosóficos. Mas principalmente por que noto que estamos tão acostumados com as contradições sociais que já não conseguimos notá-las. Perdemos a sensibilidade. Estamos tão concentrados em nossos próprios problemas que não notamos a realidade alheia.
Pense por alguns instantes… O que dizer dessa sociedade onde um pai e uma madrasta são capazes de jogar uma garotinha do sexto andar de um prédio? O que dizer dessa sociedade capaz de aceitar que adolescentes e jovens consumidores de drogas fiquem sem tratamento para dependentes químicos? Como explicar que envolvidos num acidente de trânsito que matou uma garotinha ainda estejam impunes, mesmo a morte tendo sido causada por um racha que disputavam dentro da área urbana?
Dá para entender como não caótica uma sociedade que obriga cidadãos pagadores de seus impostos a contratarem planos de saúde para terem atendimento médico? Ou a colocarem seus filhos numa escola particular, pois o Estado, mantido pelos cidadãos, não consegue dar conta de oferecer um ensino de qualidade?
Nossa sociedade é caótica, porque afasta os cidadãos, é injusta e tornou os sujeitos em indivíduos - no sentido de serem egoístas, pouco comprometidos com o bem comum. Além disso, temos o caos natural provocado pelas mudanças climáticas, geográficas e desrespeito ao nosso corpo, que também tem suas leis naturais. E tudo causado pelos próprios homens em suas relações desastrosas com a economia, meio ambiente e sociedade.
Há chance de tornar esse mundo harmonioso? O filósofo alemão Immanuel Kant parece acreditar nisso. Mas para romper com o caos o cidadão tem de desejar isso. Precisa empregar suas forças, energias e, principalmente, conhecimento para mudar o ambiente em que vive e se relaciona. Há necessidade de superar os interesses individuais, reconhecer o outro como parte nossa, parte de uma mesma estrutura social - no qual todos nós estamos inseridos. Essa sociedade melhor se constrói com valores comuns, éticos e morais.
quinta-feira, abril 23, 2009
Filhos abandonados...
Imagine as cenas...
Domingo. Onze e meia da manhã. Você pega o telefone, liga para uma amiga. Do outro lado da linha, uma criança de oito anos atende. Você pergunta pela mãe da menina. Ela responde que a mãe está trabalhando. “E seu pai, está aí?”. Com voz triste a pequena responde: “não. Ele também está trabalhando”. Em mais alguns minutos você descobre que a menina está sozinha. É domingo e a filha dos seus amigos está sozinha.
As cenas que tentamos reconstruir juntos não são raras. Elas acontecem na casa de amigos meus. Talvez aconteça em alguns lares que você conhece. Ou mesmo em sua casa.
Deixar uma criança sozinha uma vez ou outra não é anormal. Não significa uma agressão emocional a um filho. Mas tenho notado que é cada vez mais comum encontrar crianças que são órfãos de pais vivos. E pior, muitas vezes, estão abandonados pelos pais, mesmo vivendo na mesma casa.
No parágrafo anterior eu usei o termo “agressão emocional”. Eu quero voltar a usá-lo, pois entendo que crianças deixadas em casa, sozinhas, ou até mesmo cuidadas por avós, tias, babás etc etc são, diariamente, são agredidas emocionalmente por seus pais. Qual o vínculo que pode existir entre uma mãe e uma filha que, até no domingo, próximo do horário de almoço, não estão juntas? Como essa criança pode ser feliz se brinca sozinha, se tem decide por si mesma o horário do lanche e nem sabe a que horas a mãe e o pai chegam?
São filhos abandonados. Filhos que crescem, mas que crescem sem saber o que é ter um pai e uma mãe de verdade. Como poderão ser bons pais? Será que vão conseguir?
Tenho um amigo, doutor em Psicologia, que um dia me disse algo que sempre recordo. “Amor de filho, a gente conquista. Não está no DNA”. Esta é uma grande verdade. Nossos filhos não nascem programados para nos amar. Para que exista amor entre pais e filhos é preciso ter relacionamento. Relacionamento de verdade – com tempo, atenção, carinho, dedicação, cuidado, disciplina.
As pessoas têm seus compromissos. A vida moderna exige muito de nós. Não é nada fácil manter uma casa e ainda dar conta de todos os compromissos financeiros. E todos nós temos projetos pessoais, queremos realizá-los. Mas uma coisa é fundamental saber: o que fazemos ou deixamos de fazer por nossas crianças vai determinar a relação que teremos com elas no futuro. Vai definir como será a vida de nossos filhos e a maneira como vão lidar com a vida, com a sociedade.
Domingo. Onze e meia da manhã. Você pega o telefone, liga para uma amiga. Do outro lado da linha, uma criança de oito anos atende. Você pergunta pela mãe da menina. Ela responde que a mãe está trabalhando. “E seu pai, está aí?”. Com voz triste a pequena responde: “não. Ele também está trabalhando”. Em mais alguns minutos você descobre que a menina está sozinha. É domingo e a filha dos seus amigos está sozinha.
As cenas que tentamos reconstruir juntos não são raras. Elas acontecem na casa de amigos meus. Talvez aconteça em alguns lares que você conhece. Ou mesmo em sua casa.
Deixar uma criança sozinha uma vez ou outra não é anormal. Não significa uma agressão emocional a um filho. Mas tenho notado que é cada vez mais comum encontrar crianças que são órfãos de pais vivos. E pior, muitas vezes, estão abandonados pelos pais, mesmo vivendo na mesma casa.
No parágrafo anterior eu usei o termo “agressão emocional”. Eu quero voltar a usá-lo, pois entendo que crianças deixadas em casa, sozinhas, ou até mesmo cuidadas por avós, tias, babás etc etc são, diariamente, são agredidas emocionalmente por seus pais. Qual o vínculo que pode existir entre uma mãe e uma filha que, até no domingo, próximo do horário de almoço, não estão juntas? Como essa criança pode ser feliz se brinca sozinha, se tem decide por si mesma o horário do lanche e nem sabe a que horas a mãe e o pai chegam?
São filhos abandonados. Filhos que crescem, mas que crescem sem saber o que é ter um pai e uma mãe de verdade. Como poderão ser bons pais? Será que vão conseguir?
Tenho um amigo, doutor em Psicologia, que um dia me disse algo que sempre recordo. “Amor de filho, a gente conquista. Não está no DNA”. Esta é uma grande verdade. Nossos filhos não nascem programados para nos amar. Para que exista amor entre pais e filhos é preciso ter relacionamento. Relacionamento de verdade – com tempo, atenção, carinho, dedicação, cuidado, disciplina.
As pessoas têm seus compromissos. A vida moderna exige muito de nós. Não é nada fácil manter uma casa e ainda dar conta de todos os compromissos financeiros. E todos nós temos projetos pessoais, queremos realizá-los. Mas uma coisa é fundamental saber: o que fazemos ou deixamos de fazer por nossas crianças vai determinar a relação que teremos com elas no futuro. Vai definir como será a vida de nossos filhos e a maneira como vão lidar com a vida, com a sociedade.
quinta-feira, abril 16, 2009
Casamento para toda vida...
Uma pesquisa realizada em 35 países revelou que nós, brasileiros, somos o que melhor aceitamos o divórcio. O índice de aprovação chega a 85%. Ou seja, quando o casamento vai mal, o brasileiro entende que o melhor mesmo é separar-se.
Não é isso que pensam os japoneses. Lá, de cada dez pessoas, sete desaprovam o divórcio. A separação também não é bem vista nas Filipinas, Estados Unidos, Nova Zelândia e Suécia.
Caro ouvinte (leitor), entendo o divórcio como aceitável. Ainda no Antigo Testamento, Moisés tratou do assunto. Os casais de Israel tinham o direito de se divorciarem. O próprio filho de Deus, Jesus Cristo, também falou sobre o divórcio. Entretanto, a separação de um casal deve ocorrer em situações muito específicas. Penso que é aceitável apenas para situações insustentáveis, quando não há espaço para a reconstrução do relacionamento. Mas defendo que a separação não deveria ser rotina na sociedade. Ainda entendo que as pessoas deveriam cumprir a promessa do “até que a morte os separe”.
Quando uma sociedade aceita o divórcio como natural, como acontece aqui no Brasil, os casamentos são fragilizados. E, lamentavelmente, muita gente hoje se casa já com o discurso pronto: se não der certo, separa.
Sabe amigo, os divórcios são sintoma de nosso egoísmo; da necessidade de satisfazer os próprios desejos - querer que o outro nos faça feliz. Temos pouca disposição para a doação. Não queremos ceder.
Tem ainda outro problema: as pessoas namoram, mas não se conhecem. Sofrem de “apaixonite” aguda, mas ignoram que um casamento é feito com base numa escolha sensata, racional. E amor não é paixão. Paixão acaba. O amor é construído e alimentado a cada dia.
Em nossos dias, como cristãos, temos o dever de viver o ideal de Deus em nossa vida. Ele quer que os casamentos sejam duradouros. Quem não está disposto a sorrir e também sofrer ao lado de uma única pessoa por toda a vida, certamente encontrará muito mais dificuldades para ser feliz.
Não é isso que pensam os japoneses. Lá, de cada dez pessoas, sete desaprovam o divórcio. A separação também não é bem vista nas Filipinas, Estados Unidos, Nova Zelândia e Suécia.
Caro ouvinte (leitor), entendo o divórcio como aceitável. Ainda no Antigo Testamento, Moisés tratou do assunto. Os casais de Israel tinham o direito de se divorciarem. O próprio filho de Deus, Jesus Cristo, também falou sobre o divórcio. Entretanto, a separação de um casal deve ocorrer em situações muito específicas. Penso que é aceitável apenas para situações insustentáveis, quando não há espaço para a reconstrução do relacionamento. Mas defendo que a separação não deveria ser rotina na sociedade. Ainda entendo que as pessoas deveriam cumprir a promessa do “até que a morte os separe”.
Quando uma sociedade aceita o divórcio como natural, como acontece aqui no Brasil, os casamentos são fragilizados. E, lamentavelmente, muita gente hoje se casa já com o discurso pronto: se não der certo, separa.
Sabe amigo, os divórcios são sintoma de nosso egoísmo; da necessidade de satisfazer os próprios desejos - querer que o outro nos faça feliz. Temos pouca disposição para a doação. Não queremos ceder.
Tem ainda outro problema: as pessoas namoram, mas não se conhecem. Sofrem de “apaixonite” aguda, mas ignoram que um casamento é feito com base numa escolha sensata, racional. E amor não é paixão. Paixão acaba. O amor é construído e alimentado a cada dia.
Em nossos dias, como cristãos, temos o dever de viver o ideal de Deus em nossa vida. Ele quer que os casamentos sejam duradouros. Quem não está disposto a sorrir e também sofrer ao lado de uma única pessoa por toda a vida, certamente encontrará muito mais dificuldades para ser feliz.
terça-feira, abril 14, 2009
Sozinhos, embora próximos
Hoje quero falar da solidão. Um dos maiores desafios de nossa sociedade é vencer a solidão. Nunca estivemos tão próximos. Porém, nunca estivemos tão sós. Não importa onde vivemos, o que somos ou fazemos, estamos sozinhos. Claro; nem todas as pessoas experimentam tal sentimento. Muita gente consegue ter bons amigos. Consegue conviver bem com o outro, tem ótimos relacionamentos e é feliz. Entretanto, o sentimento de solidão está escondido no peito de inúmeras pessoas. Mas poucos admitem.
Uma pesquisa feita no início deste século nos Estados Unidos apontou que 90% dos homens se sentem sozinhos. Mas eles só aceitam falar sobre o assunto quando permanecem no anonimato.
As pessoas não querem reconhecer a solidão na vida delas. Afinal, estão próximas de todo mundo. Quase sempre, têm família, trabalho… Mas não se relacionam de fato.
Existem várias conseqüências nesse mal. As pessoas que vivem ilhadas em seus sentimentos estão mais sujeitas à depressão, a ter problemas de autoestima, encontram dificuldades para demonstrar suas emoções e, para a convivência em grupo, usam uma máscara social. Podem parecer alegres, mas, no coração, o sentimento é outro. Tudo isso resulta em frustração. E é exatamente essa frustração, a ausência do outro para compartilhar os sentimentos que leva a um estado patológico de depressão.
Mas essa solidão tem várias causas. Entre elas, a nossa correria cotidiana. A necessidade que temos de dar conta de tantas coisas nos faz ter relacionamentos superficiais. Geralmente saímos com amigos para nos divertir. Contudo, a convivência com profundidade, confiança, é quase inexistente. O papo com amigos serve para tratar de trabalho, falar da vida alheia, dos programas que fazem sucesso na televisão, mas pouco serve para expressar nossos verdadeiros anseios. Não queremos nos revelar. Numa sociedade competitiva, expor-se é mostrar fragilidade, fraqueza.
A tecnologia também não ajuda. A tecnologia aproxima, mas não garante amizade. As pessoas usam o Orkut, o MSN, o email, o celular… Enfim, fazem uso de inúmeros equipamentos tecnológicos, mas não mostram a verdadeira face. A tecnologia, na verdade, permite a abertura para um mundo virtual, imaginário, ilusório, mas que não dá conta das demandas sentimentais do sujeito no mundo real.
Para a solidão só existe uma resposta: aceitar-se como ser humano, aceitar o outro. Entender que todos nós temos falhas; não existem amigos perfeitos. A solidão cresce em nosso peito na medida que percebemos não ter ninguém em quem podemos confiar. Mas, felizmente, é algo que podemos romper. Dá trabalho, mas é possível. A construção de bons relacionamentos depende quase que exclusivamente de nós mesmos. É preciso dar um primeiro passo de confiança e fé no ser humano. Vale a pena tentar.
Uma pesquisa feita no início deste século nos Estados Unidos apontou que 90% dos homens se sentem sozinhos. Mas eles só aceitam falar sobre o assunto quando permanecem no anonimato.
As pessoas não querem reconhecer a solidão na vida delas. Afinal, estão próximas de todo mundo. Quase sempre, têm família, trabalho… Mas não se relacionam de fato.
Existem várias conseqüências nesse mal. As pessoas que vivem ilhadas em seus sentimentos estão mais sujeitas à depressão, a ter problemas de autoestima, encontram dificuldades para demonstrar suas emoções e, para a convivência em grupo, usam uma máscara social. Podem parecer alegres, mas, no coração, o sentimento é outro. Tudo isso resulta em frustração. E é exatamente essa frustração, a ausência do outro para compartilhar os sentimentos que leva a um estado patológico de depressão.
Mas essa solidão tem várias causas. Entre elas, a nossa correria cotidiana. A necessidade que temos de dar conta de tantas coisas nos faz ter relacionamentos superficiais. Geralmente saímos com amigos para nos divertir. Contudo, a convivência com profundidade, confiança, é quase inexistente. O papo com amigos serve para tratar de trabalho, falar da vida alheia, dos programas que fazem sucesso na televisão, mas pouco serve para expressar nossos verdadeiros anseios. Não queremos nos revelar. Numa sociedade competitiva, expor-se é mostrar fragilidade, fraqueza.
A tecnologia também não ajuda. A tecnologia aproxima, mas não garante amizade. As pessoas usam o Orkut, o MSN, o email, o celular… Enfim, fazem uso de inúmeros equipamentos tecnológicos, mas não mostram a verdadeira face. A tecnologia, na verdade, permite a abertura para um mundo virtual, imaginário, ilusório, mas que não dá conta das demandas sentimentais do sujeito no mundo real.
Para a solidão só existe uma resposta: aceitar-se como ser humano, aceitar o outro. Entender que todos nós temos falhas; não existem amigos perfeitos. A solidão cresce em nosso peito na medida que percebemos não ter ninguém em quem podemos confiar. Mas, felizmente, é algo que podemos romper. Dá trabalho, mas é possível. A construção de bons relacionamentos depende quase que exclusivamente de nós mesmos. É preciso dar um primeiro passo de confiança e fé no ser humano. Vale a pena tentar.
terça-feira, abril 07, 2009
Sexualidade precoce...
A revista Isto É desta semana trata dos riscos do sexo precoce. A reportagem faz uma discussão ampla, incluindo os perigos da erotização de crianças e adolescentes na era da internet.
O principal gancho da reportagem é um vídeo erótico com crianças, que foi veiculado na internet. O vídeo provocou um escândalo na pequena cidade gaúcha de Ibirubá. Uma menina de onze anos e um garoto de 14, com ajuda de um coleguinha, produziram um vídeo de sexo explícito. O que era pra ser uma brincadeira, vazou pela internet e causou um estrago nas famílias dos envolvidos.
Com a reportagem, a revista Isto É procurou alertar aos pais e educadores sobre os riscos da sexualidade precoce.
Aqui neste espaço, já discutimos o tema. Entretanto, é sempre válido voltar ao assunto. Os pais, quase sempre, têm uma enorme dificuldade para tratar dos temas envolvendo a sexualidade. Por isso, são surpreendidos quando descobrem que os filhos já têm vida sexual ativa. E ficam ainda mais assustados e desorientados quando aparece uma notícia de gravidez.
Por mais que muitos pais queiram negar, a garotada inicia cada vez mais precocemente a vida sexual. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde apontam que, entre os meninos, 47% dos menores de 15 anos já tiveram a primeira experiência. Isto significa quase metade deles. Já o índice de meninas é de 33%.
Isso acontece por várias razões. A mídia é uma delas. Vivemos uma cultura extremamente erotizada. Por conta dos desenhos, filmes, novelas, jogos e revistas para adolescentes, nossos filhos acabam tendo uma visão distorcida do sexo. Isso desperta neles o desejo sexual. E contra a natureza, nem sempre argumentos são eficientes.
A internet também facilita o acesso das crianças a conteúdos proibidos. A reportagem da Isto É cita que essa menor de onze anos aprendeu com filmes pornôs disponíveis na internet o aparece fazendo na seqüência de cenas do vídeo caseiro.
Além disso, há pais que estimulam os filhos à sexualidade. Tem pai que ainda faz uso de ditados baixos como aquele: “prendam suas cabras, pois o meu bode está solto”. Esses homens acham bonito o filho ter fama de namorador, de pegador. Também existem mães que ficam orgulhosas de ver as meninas vestidas e maquiadas como moças, mesmo quando elas ainda têm apenas onze ou doze anos.
Sabe amigo, o contexto social colabora para a sexualidade precoce. E, por parte da sociedade, não é possível esperar mudanças. É utopia acreditar que voltaremos ao mundo da inocência. Entretanto, ainda é possível evitar surpresas desagradáveis. Mas isso depende muito dos pais.
E quando falo do comportamento ativo dos pais, não estou sugerindo um clima de aquartelamento em casa, com proibições absurdas, regras fora de contexto e punições exageradas. Falo da necessidade de confiança, capacidade de dialogar. Mas dialogar não é só fazer discurso, é fundamentalmente ouvir os filhos. E, hoje, os pais precisam estar ligados às novas tecnologias. Monitorar o que os adolescentes fazem na internet, o que falam no MSN, o que publicam no Orkut é necessidade básica. Pais alheios a essas tecnologias certamente ficam de fora da vida dos filhos. Quase sempre são facilmente enrolados pela garotada. E, detalhe, essa ignorância nas tecnologias é muitas vezes a porta de entrada dos filhos para uma vida sexual precoce.
O principal gancho da reportagem é um vídeo erótico com crianças, que foi veiculado na internet. O vídeo provocou um escândalo na pequena cidade gaúcha de Ibirubá. Uma menina de onze anos e um garoto de 14, com ajuda de um coleguinha, produziram um vídeo de sexo explícito. O que era pra ser uma brincadeira, vazou pela internet e causou um estrago nas famílias dos envolvidos.
Com a reportagem, a revista Isto É procurou alertar aos pais e educadores sobre os riscos da sexualidade precoce.
Aqui neste espaço, já discutimos o tema. Entretanto, é sempre válido voltar ao assunto. Os pais, quase sempre, têm uma enorme dificuldade para tratar dos temas envolvendo a sexualidade. Por isso, são surpreendidos quando descobrem que os filhos já têm vida sexual ativa. E ficam ainda mais assustados e desorientados quando aparece uma notícia de gravidez.
Por mais que muitos pais queiram negar, a garotada inicia cada vez mais precocemente a vida sexual. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde apontam que, entre os meninos, 47% dos menores de 15 anos já tiveram a primeira experiência. Isto significa quase metade deles. Já o índice de meninas é de 33%.
Isso acontece por várias razões. A mídia é uma delas. Vivemos uma cultura extremamente erotizada. Por conta dos desenhos, filmes, novelas, jogos e revistas para adolescentes, nossos filhos acabam tendo uma visão distorcida do sexo. Isso desperta neles o desejo sexual. E contra a natureza, nem sempre argumentos são eficientes.
A internet também facilita o acesso das crianças a conteúdos proibidos. A reportagem da Isto É cita que essa menor de onze anos aprendeu com filmes pornôs disponíveis na internet o aparece fazendo na seqüência de cenas do vídeo caseiro.
Além disso, há pais que estimulam os filhos à sexualidade. Tem pai que ainda faz uso de ditados baixos como aquele: “prendam suas cabras, pois o meu bode está solto”. Esses homens acham bonito o filho ter fama de namorador, de pegador. Também existem mães que ficam orgulhosas de ver as meninas vestidas e maquiadas como moças, mesmo quando elas ainda têm apenas onze ou doze anos.
Sabe amigo, o contexto social colabora para a sexualidade precoce. E, por parte da sociedade, não é possível esperar mudanças. É utopia acreditar que voltaremos ao mundo da inocência. Entretanto, ainda é possível evitar surpresas desagradáveis. Mas isso depende muito dos pais.
E quando falo do comportamento ativo dos pais, não estou sugerindo um clima de aquartelamento em casa, com proibições absurdas, regras fora de contexto e punições exageradas. Falo da necessidade de confiança, capacidade de dialogar. Mas dialogar não é só fazer discurso, é fundamentalmente ouvir os filhos. E, hoje, os pais precisam estar ligados às novas tecnologias. Monitorar o que os adolescentes fazem na internet, o que falam no MSN, o que publicam no Orkut é necessidade básica. Pais alheios a essas tecnologias certamente ficam de fora da vida dos filhos. Quase sempre são facilmente enrolados pela garotada. E, detalhe, essa ignorância nas tecnologias é muitas vezes a porta de entrada dos filhos para uma vida sexual precoce.
quarta-feira, abril 01, 2009
A cabala em Caras e Bocas...
No post anterior fiz uma breve introdução, uma espécie de alerta, sobre a nova novela das sete. Usei parte do texto para ampliar a discussão na Novo Tempo. O programa vai ao ar nesta quinta-feira, 2 de abril.
Em nosso blog e programa aqui na Novo Tempo temos procurado orientar ouvintes e leitores sobre a importância de ficarmos atentos as mensagens que são colocadas diante de nossos olhos e chegam aos nossos ouvidos. Muita coisa parece inocente, mas tem origem duvidosa. Temos dito que o inimigo de nossas almas tem as melhores estratégias para enganar até mesmo os escolhidos.
Por isso, tenho sugerido a você que pense bem antes de ligar a televisão.
Nestas últimas semanas, a Rede Globo colocou no ar as chamadas de sua próxima novela das sete. Caras e Bocas é o nome da trama.
A novela é de Walcyr Carrasco. O autor é responsável por alguns dos maiores sucessos da emissora nos últimos anos. A direção é de Jorge Fernando, um diretor competente, querido entre os artistas e sempre muito bem-humorado.
Isto tudo faz com que seja grande a expectativa em torno da nova novela da Globo.
Nesta semana, vi pela primeira vez algumas vinhetas de Caras e Bocas. O objetivo delas é chamar a atenção do público, estimular o telespectador a manter a televisão ligada quando a novela estrear. E, posso garantir a você, o enredo parece dinâmico, engraçado e com uma história de amor, daquelas que são capazes de prender o público.
Entretanto, a trama de Caras e Bocas não é inocente - como quase nada na televisão. Na nova novela das sete, a cabala estará em destaque. O autor de Caras e Bocas vai apostar na doutrina mística do judaísmo.
A cabala se tornou bastante popular no mundo, principalmente após ter sido adotada pela cantora Madonna. Trata-se de mais um tema esotérico a ser explorado nas novelas da Globo. Walcyr Carrasco, autor de Caras e Bocas, é um hábil escritor... Um escritor que tem sido um instrumento para divulgação de mensagens de origem questionável. Em 2005, por exemplo, outra novela dele, Alma Gêmea, tinha em seu enredo a reencarnação.
Caro amigo, hoje, aqui na Novo Tempo, não tenho a intenção de fazer um longo discurso para tratar da cabala, ou para condenar essa doutrina esotérica de origem judaica. Não. Não é esta minha intenção. Mas gostaria de sugerir a você que tenha prudência. Escolha o que vai colocar diante de seus olhos. Não permita que sua mente seja dominada pelas estratégias de satanás.
No próximo dia 13, uma segunda-feira, quando a novela for ao ar, não permita que os apelos dessa história sejam mais fortes que suas convicções de tirar de diante de sua vida tudo aquilo que é impuro, e que não abençoa você e sua família.
Quanto a essa doutrina, a cabala, faço uma outra sugestão. Peça ao seu pastor, seu líder religioso que discuta esse assunto com a igreja. Peça a ele que oriente sua comunidade cristã a respeito desse tema aparentemente inocente, puro e agradável. Vivemos tempos em que a mentira parece verdade. É preciso separar as coisas. Em Cristo, não há engano. Quem vive nEle, não pode aceitar a mentira como verdade.
Em nosso blog e programa aqui na Novo Tempo temos procurado orientar ouvintes e leitores sobre a importância de ficarmos atentos as mensagens que são colocadas diante de nossos olhos e chegam aos nossos ouvidos. Muita coisa parece inocente, mas tem origem duvidosa. Temos dito que o inimigo de nossas almas tem as melhores estratégias para enganar até mesmo os escolhidos.
Por isso, tenho sugerido a você que pense bem antes de ligar a televisão.
Nestas últimas semanas, a Rede Globo colocou no ar as chamadas de sua próxima novela das sete. Caras e Bocas é o nome da trama.
A novela é de Walcyr Carrasco. O autor é responsável por alguns dos maiores sucessos da emissora nos últimos anos. A direção é de Jorge Fernando, um diretor competente, querido entre os artistas e sempre muito bem-humorado.
Isto tudo faz com que seja grande a expectativa em torno da nova novela da Globo.
Nesta semana, vi pela primeira vez algumas vinhetas de Caras e Bocas. O objetivo delas é chamar a atenção do público, estimular o telespectador a manter a televisão ligada quando a novela estrear. E, posso garantir a você, o enredo parece dinâmico, engraçado e com uma história de amor, daquelas que são capazes de prender o público.
Entretanto, a trama de Caras e Bocas não é inocente - como quase nada na televisão. Na nova novela das sete, a cabala estará em destaque. O autor de Caras e Bocas vai apostar na doutrina mística do judaísmo.
A cabala se tornou bastante popular no mundo, principalmente após ter sido adotada pela cantora Madonna. Trata-se de mais um tema esotérico a ser explorado nas novelas da Globo. Walcyr Carrasco, autor de Caras e Bocas, é um hábil escritor... Um escritor que tem sido um instrumento para divulgação de mensagens de origem questionável. Em 2005, por exemplo, outra novela dele, Alma Gêmea, tinha em seu enredo a reencarnação.
Caro amigo, hoje, aqui na Novo Tempo, não tenho a intenção de fazer um longo discurso para tratar da cabala, ou para condenar essa doutrina esotérica de origem judaica. Não. Não é esta minha intenção. Mas gostaria de sugerir a você que tenha prudência. Escolha o que vai colocar diante de seus olhos. Não permita que sua mente seja dominada pelas estratégias de satanás.
No próximo dia 13, uma segunda-feira, quando a novela for ao ar, não permita que os apelos dessa história sejam mais fortes que suas convicções de tirar de diante de sua vida tudo aquilo que é impuro, e que não abençoa você e sua família.
Quanto a essa doutrina, a cabala, faço uma outra sugestão. Peça ao seu pastor, seu líder religioso que discuta esse assunto com a igreja. Peça a ele que oriente sua comunidade cristã a respeito desse tema aparentemente inocente, puro e agradável. Vivemos tempos em que a mentira parece verdade. É preciso separar as coisas. Em Cristo, não há engano. Quem vive nEle, não pode aceitar a mentira como verdade.
sexta-feira, março 27, 2009
Cabala na próxima novela das sete...
Em nosso blog e programa na Novo Tempo temos procurado orientar ouvintes e leitores sobre a importância de ficarmos atentos as mensagens que são colocadas diante de nossos olhos e chegam aos nossos ouvidos. Muita coisa parece inocente, mas tem origem duvidosa. Temos dito que o inimigo de nossas almas tem as melhores estratégias para enganar até mesmo os escolhidos.
Por isso, tenho sugerido a você que pense bem antes de ligar a televisão.
Na trama da nova novela das sete, da Rede Globo, a cabala estará em destaque. O autor de Caras e Bocas vai apostar na doutrina mística do judaísmo. A cabala se tornou bastante popular no mundo, principalmente após ter sido adotada pela cantora Madonna. Trata-se de mais um tema exotérico a ser explorado nas novelas da Globo.
Por isso, tenho sugerido a você que pense bem antes de ligar a televisão.
Na trama da nova novela das sete, da Rede Globo, a cabala estará em destaque. O autor de Caras e Bocas vai apostar na doutrina mística do judaísmo. A cabala se tornou bastante popular no mundo, principalmente após ter sido adotada pela cantora Madonna. Trata-se de mais um tema exotérico a ser explorado nas novelas da Globo.
quinta-feira, março 26, 2009
O poder das emoções...
O FATO PENSADO de hoje destaca o assunto de capa da revista Isto É. A edição do dia 25 de março trata do poder das emoções.
Embora aparentemente simples, expressar as emoções não é algo com a qual todos estão familiarizados.
Há um preconceito enraizado contra a livre expressão das emoções na cultura ocidental. Quem demonstra angústia, raiva, alegria excessiva ou medo, tanto no trabalho como na vida pessoal, é considerado passional, irracional, frágil e despreparado para enfrentar a realidade da vida. É considerado aquele que não aprendeu a domar os seus sentimentos.
Mas, diferente do que muita gente acredita, expressar as emoções faz um bem enorme.
Pesquisas recentes comprovam a importância do reconhecimento e da expressão das emoções - até as negativas. Levantamento da Harvard Medical School, dos Estados Unidos, concluiu que quem reprime frustrações tem três vezes mais chances de se tornar vulnerável no ambiente de trabalho.
As pessoas consideram a raiva como uma emoção terrivelmente perigosa e encorajam a prática do pensamento positivo. Mas a raiva pode ajudar as pessoas a se tornarem mais assertivas e com uma facilidade maior para se posicionarem. Os profissionais que falam o que pensam conquistam o respeito dos seus pares e têm mais chances de receber uma promoção.
Um estudo realizado nos Estados Unidos pela Columbia Business School, pela California University e pela Duke University defende que as emoções podem ser mais confiáveis do que a razão em momentos de decisão. Publicada no mês passado, a pesquisa sustenta que os sentimentos são um conjunto de programas que nos ajudam a resolver problemas recorrentes, como por quem vamos nos apaixonar ou se devemos escapar de um predador. Os pesquisadores chegam a dizer que o coração é mais confiável do que a razão pura na garantia da felicidade a longo prazo.
Quem faz somente apologia à racionalidade ignora o poder dos sentimentos. São os sentimentos que levam o indivíduo à ação, permitem sonhar, possibilitam o afeto, a generosidade e conduzem o mundo às grandes mudanças ideológicas.
Há outras pesquisas que indicam que pessoas que retêm suas emoções geralmente são mais suscetíveis a desenvolver problemas de saúde. Quem não expressa suas emoções morre mais cedo.
Por tudo isso, sugiro a você que seja mais atento as suas emoções. Tratar tudo racionalmente, evitar transparecer suas emoções, está provado, não é garantia de viver melhor. Precisamos da razão para evitar erros que o coração não pode medir. Mas o homem e a mulher que escondem suas emoções perdem a oportunidade de viver.
Embora aparentemente simples, expressar as emoções não é algo com a qual todos estão familiarizados.
Há um preconceito enraizado contra a livre expressão das emoções na cultura ocidental. Quem demonstra angústia, raiva, alegria excessiva ou medo, tanto no trabalho como na vida pessoal, é considerado passional, irracional, frágil e despreparado para enfrentar a realidade da vida. É considerado aquele que não aprendeu a domar os seus sentimentos.
Mas, diferente do que muita gente acredita, expressar as emoções faz um bem enorme.
Pesquisas recentes comprovam a importância do reconhecimento e da expressão das emoções - até as negativas. Levantamento da Harvard Medical School, dos Estados Unidos, concluiu que quem reprime frustrações tem três vezes mais chances de se tornar vulnerável no ambiente de trabalho.
As pessoas consideram a raiva como uma emoção terrivelmente perigosa e encorajam a prática do pensamento positivo. Mas a raiva pode ajudar as pessoas a se tornarem mais assertivas e com uma facilidade maior para se posicionarem. Os profissionais que falam o que pensam conquistam o respeito dos seus pares e têm mais chances de receber uma promoção.
Um estudo realizado nos Estados Unidos pela Columbia Business School, pela California University e pela Duke University defende que as emoções podem ser mais confiáveis do que a razão em momentos de decisão. Publicada no mês passado, a pesquisa sustenta que os sentimentos são um conjunto de programas que nos ajudam a resolver problemas recorrentes, como por quem vamos nos apaixonar ou se devemos escapar de um predador. Os pesquisadores chegam a dizer que o coração é mais confiável do que a razão pura na garantia da felicidade a longo prazo.
Quem faz somente apologia à racionalidade ignora o poder dos sentimentos. São os sentimentos que levam o indivíduo à ação, permitem sonhar, possibilitam o afeto, a generosidade e conduzem o mundo às grandes mudanças ideológicas.
Há outras pesquisas que indicam que pessoas que retêm suas emoções geralmente são mais suscetíveis a desenvolver problemas de saúde. Quem não expressa suas emoções morre mais cedo.
Por tudo isso, sugiro a você que seja mais atento as suas emoções. Tratar tudo racionalmente, evitar transparecer suas emoções, está provado, não é garantia de viver melhor. Precisamos da razão para evitar erros que o coração não pode medir. Mas o homem e a mulher que escondem suas emoções perdem a oportunidade de viver.
quarta-feira, março 25, 2009
A fé em Deus: nossa primeira crença…
A edição do dia 21 de março da revista Época traz, na capa, o seguinte título “A fé que faz bem à saúde”. A reportagem diz que novos estudos mostram que o cérebro é “programado” para acreditar em Deus – e que isso nos ajuda a viver mais e melhor.
De acordo com a revista, o estudo analisou o cérebro de 40 pessoas – religiosas e não religiosas. E a conclusão dos pesquisadores é que a crença religiosa é algo que nasceu junto com nosso cérebro.
Mas, os cientistas também observaram outras coisas. Além da crença em Deus ser algo inerente ao cérebro humano, eles também concluíram que as pessoas que acreditam em Deus conseguem controlar mais suas emoções; conseguem expressá-las muito melhor. Os pesquisadores chegam a dizer que a oração ajuda a pessoa a melhorar a relação consigo mesma e, consequentemente, essa prática altera positivamente a química cerebral.
Aqui no Fato Pensado já falamos noutras ocasiões sobre pesquisas que tratam da importância da fé para nossa saúde. Esta não é muito diferente. Talvez a maior novidade seja mesma essa conclusão: a de que nós somos predispostos biologicamente a ter crenças, a ter fé em Deus. O estudo chega a dizer que a crença religiosa talvez seja a primeira forma de sistema de crenças que existe em nosso cérebro. Uma forma de crença que surgiu antes das outras.
Por que será? Os cientistas não sabem responder.
Como cristão que sou, dedico uma atenção cautelosa ao que dizem os cientistas a respeito da crença em Deus. Afinal, na maioria das vezes, a mesma ciência que critica a religião pela ausência de provas materiais da existência de Deus, usa expediente semelhante para rejeitar o Criador. Ou seja, a ciência diz que os religiosos têm fé em algo sobrenatural, desconhecido. Mas ela mesma cria inúmeras teorias, quase sempre controversas e sempre passíveis de revisão. Teorias que também precisam de um bocado de fé daqueles que condenam nossa crença em Deus.
No programa de hoje, não tenho a intenção de utilizar as conclusões desse estudo divulgado na revista Época para uma estimular uma reflexão nova, diferente de outras. Apenas quero lembrar você que, em alguns momentos sente dúvidas sobre a existência do Criador, que não consegue reconhecer os benefícios da fé, quero apenas dizer a você que é bombardeado pelas teorias filosóficas e científicas, que a Ciência que tenta derrubar os princípios religiosos é a mesma que traz boas novas para quem precisa reacender sua fé.
Os autores da pesquisa que citei a você não são cristãos. Eles não são religiosos e nem declaram ter fé em algum ente divino, sobrenatural. Esses cientistas, semelhante a outros, tentam dizer que a fé é uma construção nossa, resposta a uma necessidade humana. Mas eles reconhecem que a complexidade de nosso cérebro indica que há algo além daquilo que a Ciência pode explicar. Por isso mesmo, precisam admitir que ter fé faz bem ao ser humano, nos ajuda a viver melhor. Somos mais felizes e completos quando optamos por acreditar em Deus.
De acordo com a revista, o estudo analisou o cérebro de 40 pessoas – religiosas e não religiosas. E a conclusão dos pesquisadores é que a crença religiosa é algo que nasceu junto com nosso cérebro.
Mas, os cientistas também observaram outras coisas. Além da crença em Deus ser algo inerente ao cérebro humano, eles também concluíram que as pessoas que acreditam em Deus conseguem controlar mais suas emoções; conseguem expressá-las muito melhor. Os pesquisadores chegam a dizer que a oração ajuda a pessoa a melhorar a relação consigo mesma e, consequentemente, essa prática altera positivamente a química cerebral.
Aqui no Fato Pensado já falamos noutras ocasiões sobre pesquisas que tratam da importância da fé para nossa saúde. Esta não é muito diferente. Talvez a maior novidade seja mesma essa conclusão: a de que nós somos predispostos biologicamente a ter crenças, a ter fé em Deus. O estudo chega a dizer que a crença religiosa talvez seja a primeira forma de sistema de crenças que existe em nosso cérebro. Uma forma de crença que surgiu antes das outras.
Por que será? Os cientistas não sabem responder.
Como cristão que sou, dedico uma atenção cautelosa ao que dizem os cientistas a respeito da crença em Deus. Afinal, na maioria das vezes, a mesma ciência que critica a religião pela ausência de provas materiais da existência de Deus, usa expediente semelhante para rejeitar o Criador. Ou seja, a ciência diz que os religiosos têm fé em algo sobrenatural, desconhecido. Mas ela mesma cria inúmeras teorias, quase sempre controversas e sempre passíveis de revisão. Teorias que também precisam de um bocado de fé daqueles que condenam nossa crença em Deus.
No programa de hoje, não tenho a intenção de utilizar as conclusões desse estudo divulgado na revista Época para uma estimular uma reflexão nova, diferente de outras. Apenas quero lembrar você que, em alguns momentos sente dúvidas sobre a existência do Criador, que não consegue reconhecer os benefícios da fé, quero apenas dizer a você que é bombardeado pelas teorias filosóficas e científicas, que a Ciência que tenta derrubar os princípios religiosos é a mesma que traz boas novas para quem precisa reacender sua fé.
Os autores da pesquisa que citei a você não são cristãos. Eles não são religiosos e nem declaram ter fé em algum ente divino, sobrenatural. Esses cientistas, semelhante a outros, tentam dizer que a fé é uma construção nossa, resposta a uma necessidade humana. Mas eles reconhecem que a complexidade de nosso cérebro indica que há algo além daquilo que a Ciência pode explicar. Por isso mesmo, precisam admitir que ter fé faz bem ao ser humano, nos ajuda a viver melhor. Somos mais felizes e completos quando optamos por acreditar em Deus.
sexta-feira, março 20, 2009
Sobre este blog...
Este espaço intenciona publicar os textos do programete que apresento na Rede Novo Tempo. Por isso, o blog não é atualizado com tanta frequência.
Contudo, diariamente estou no Blog do Ronaldo. Aí ao lado, disponibilizei um link para acesso aos posts que escrevo. Se quiser passar pela nossa outra "casa", será uma satisfação recebê-los.
Contudo, diariamente estou no Blog do Ronaldo. Aí ao lado, disponibilizei um link para acesso aos posts que escrevo. Se quiser passar pela nossa outra "casa", será uma satisfação recebê-los.
quinta-feira, março 19, 2009
A prisão de Dado Dolabella...
No FATO PENSADO de hoje quero destacar a prisão de um jovem ator. Quero refletir com você sobre o assunto e tentar extrair algumas lições para nossa vida. Quero falar de Dado Dolabella.
Dado Dolabella está preso. Não é novidade. O assunto está em quase todos os sites e blogs noticiosos e de fofocas. Contudo, o que me impressiona é a incapacidade do ator de refletir sobre seus atos.
Ele é jovem, talentoso, com potencial para ser bem-sucedido, mas não consegue ter juízo.
A vida de Dado é envolver-se em confusão. Os rolos com a também atriz Luana Piovani não foram os únicos. E não parou ali. Ele estava proibido de ficar a uma distância inferior a 250 metros de Luana Piovani. Apesar da determinação judicial, o ator insistiu em frequentar os mesmos lugares onde estava a ex-namorada.
Coincidência? Talvez, uma outra vez. Mas até mesmo o poder judiciário esse rapaz teve a capacidade de ironizar. Para quê? Não sei. É difícil entender a cabeça das pessoas.
Tenho dito que somos seres complexos, difíceis de lidar. No entanto, nossa capacidade cognitiva, intelectual nos permite ser racionais. Compreender nossos limites, saber calcular os riscos que se corre é algo que nossa mente tem a capacidade de fazer.
Mas Dado Dolabella não parece querer fazer esse tipo de exercício mental.
Mas a vida do ator não é problema meu. Se ele está preso, trancado numa cela com outros 13, não é algo com o qual me ocupo. Penso apenas nele como exemplo de outras tantas pessoas inconsequentes. Gente que vive sem compromisso, responsabilidade e não consegue medir o impacto de seus atos na vida delas e na vida de outras pessoas.
São adolescentes, jovens ou adultos que entendem que todos os riscos valem a pena. Acreditam que a vida precisa ser vivida de forma intensa. Ignoram que seus atos podem marcar definitivamente suas vidas, e até respingar em inocentes.
Hoje, por exemplo, soube de uma garota que chorava muito porque uma amiga precisa ir embora. A amiguinha sofria e ambas choraram juntas. O motivo? Uma bobagem sem tamanho cometida pelo pai.
Talvez alguém diga: “bobagens todos nós cometemos. Afinal, estamos sujeitos a erros”. Concordo. Mas em nossa prática de vida devemos nos policiar. Cuidar de nós é preservar aqueles que mais amamos. Isto, porque quase sempre nossos atos atingem inocentes, que nada fizeram para merecer o sofrimento que causamos.
Dado Dolabella está preso. Não é novidade. O assunto está em quase todos os sites e blogs noticiosos e de fofocas. Contudo, o que me impressiona é a incapacidade do ator de refletir sobre seus atos.
Ele é jovem, talentoso, com potencial para ser bem-sucedido, mas não consegue ter juízo.
A vida de Dado é envolver-se em confusão. Os rolos com a também atriz Luana Piovani não foram os únicos. E não parou ali. Ele estava proibido de ficar a uma distância inferior a 250 metros de Luana Piovani. Apesar da determinação judicial, o ator insistiu em frequentar os mesmos lugares onde estava a ex-namorada.
Coincidência? Talvez, uma outra vez. Mas até mesmo o poder judiciário esse rapaz teve a capacidade de ironizar. Para quê? Não sei. É difícil entender a cabeça das pessoas.
Tenho dito que somos seres complexos, difíceis de lidar. No entanto, nossa capacidade cognitiva, intelectual nos permite ser racionais. Compreender nossos limites, saber calcular os riscos que se corre é algo que nossa mente tem a capacidade de fazer.
Mas Dado Dolabella não parece querer fazer esse tipo de exercício mental.
Mas a vida do ator não é problema meu. Se ele está preso, trancado numa cela com outros 13, não é algo com o qual me ocupo. Penso apenas nele como exemplo de outras tantas pessoas inconsequentes. Gente que vive sem compromisso, responsabilidade e não consegue medir o impacto de seus atos na vida delas e na vida de outras pessoas.
São adolescentes, jovens ou adultos que entendem que todos os riscos valem a pena. Acreditam que a vida precisa ser vivida de forma intensa. Ignoram que seus atos podem marcar definitivamente suas vidas, e até respingar em inocentes.
Hoje, por exemplo, soube de uma garota que chorava muito porque uma amiga precisa ir embora. A amiguinha sofria e ambas choraram juntas. O motivo? Uma bobagem sem tamanho cometida pelo pai.
Talvez alguém diga: “bobagens todos nós cometemos. Afinal, estamos sujeitos a erros”. Concordo. Mas em nossa prática de vida devemos nos policiar. Cuidar de nós é preservar aqueles que mais amamos. Isto, porque quase sempre nossos atos atingem inocentes, que nada fizeram para merecer o sofrimento que causamos.
quarta-feira, março 18, 2009
Um novo hospital...
Dia desses falei aqui sobre “o que dizer a alguém que sofre”. Esta é uma tarefa difícil. Mas, como comentamos, algumas atitudes simples podem nos aproximar de quem sente dor.
Hoje, quero falar sobre uma situação que considero das mais difíceis a ser enfrentada por quem está enfermo. Trata-se do ambiente hospitalar.
O hospital é o local mais adequado para a recuperação de alguém que está doente. No hospital, o paciente é acompanhado e monitorado por médicos e enfermeiros. Ele também toma medicamentos, sofre cirurgia – quando necessário.
Mas esse espaço que visa ajudar na recuperação, também acentua o sofrimento. Não há carinho, afeto e, muito menos, sorrisos. Não consigo imaginar que alguém fique satisfeito em passar horas e horas, dias a fio, num quarto de hospital.
Aquelas paredes brancas, azuladas e até de tom cinza claro pouco ajudam a animar o paciente. O cheiro de remédio, a visão de outros doentes, enfermeiros que aplicam soro ou retiram sangue para exames, tudo gera angústia e ansiedade. E as visitas nem sempre são animadoras.
Para o paciente, o tempo parece não passar. Os dias são intermináveis. A impressão é que tudo conspira contra o paciente.
Não sou médico e tampouco tenho autoridade para reclamar do ambiente hospitalar. Mas os hospitais não me agradam. Se pudesse, lançaria uma cruzada para mudar radicalmente esses espaços.
Os prédios ganhariam novas cores e decoração. Enfermeiros e médicos não usariam só roupas brancas. Os quartos dos hospitais receberiam novos odores e os pacientes teriam atividades, assistiriam boas comédias, para se entreter e passar o tempo. Afinal, está provado, cientificamente, que o riso ajuda na recuperação de pessoas doentes. Alivia a dor.
Talvez eu esteja sonhando demais. Entretanto, creio que mudar a concepção de nossos hospitais e o tratamento dado aos doentes é uma forma de respeitar o ser humano. Ainda que enfermo, quem está numa cama de hospital continua a ser gente. Tem sentimentos. E esses sentimentos quando reconhecidos, respeitados e tratados podem ajudar em sua recuperação.
Hoje, quero falar sobre uma situação que considero das mais difíceis a ser enfrentada por quem está enfermo. Trata-se do ambiente hospitalar.
O hospital é o local mais adequado para a recuperação de alguém que está doente. No hospital, o paciente é acompanhado e monitorado por médicos e enfermeiros. Ele também toma medicamentos, sofre cirurgia – quando necessário.
Mas esse espaço que visa ajudar na recuperação, também acentua o sofrimento. Não há carinho, afeto e, muito menos, sorrisos. Não consigo imaginar que alguém fique satisfeito em passar horas e horas, dias a fio, num quarto de hospital.
Aquelas paredes brancas, azuladas e até de tom cinza claro pouco ajudam a animar o paciente. O cheiro de remédio, a visão de outros doentes, enfermeiros que aplicam soro ou retiram sangue para exames, tudo gera angústia e ansiedade. E as visitas nem sempre são animadoras.
Para o paciente, o tempo parece não passar. Os dias são intermináveis. A impressão é que tudo conspira contra o paciente.
Não sou médico e tampouco tenho autoridade para reclamar do ambiente hospitalar. Mas os hospitais não me agradam. Se pudesse, lançaria uma cruzada para mudar radicalmente esses espaços.
Os prédios ganhariam novas cores e decoração. Enfermeiros e médicos não usariam só roupas brancas. Os quartos dos hospitais receberiam novos odores e os pacientes teriam atividades, assistiriam boas comédias, para se entreter e passar o tempo. Afinal, está provado, cientificamente, que o riso ajuda na recuperação de pessoas doentes. Alivia a dor.
Talvez eu esteja sonhando demais. Entretanto, creio que mudar a concepção de nossos hospitais e o tratamento dado aos doentes é uma forma de respeitar o ser humano. Ainda que enfermo, quem está numa cama de hospital continua a ser gente. Tem sentimentos. E esses sentimentos quando reconhecidos, respeitados e tratados podem ajudar em sua recuperação.
terça-feira, março 10, 2009
O que dizer a alguém que sofre?
Esta é uma pergunta que faço a mim mesmo todas as vezes que encontro alguém que está sofrendo muito. Algumas pessoas parecem ter um dom especial... Sabem o que dizer, conseguem ser relevantes nos momentos de dor. Essas pessoas parecem anjos de Deus, capazes de aliviar o sofrimento.
Estou longe de ser essa pessoa. Sou racional demais. Frio demais para tornar mais leve a dor de quem precisa de ajuda.
Entretanto, tenho descoberto coisas interessantes. Quero compartilhar um pouco com você. Tenho lido a obra “Onde está Deus quando chega a dor”. Trata-se de um livro do premiado escritor cristão Philip Yancey.
Nessa obra, o autor compartilha algumas lições que ele mesmo aprendeu após exaustiva pesquisa.
Uma delas é de que, para quem sofre, nada é mais importante que saber que ainda se tem amigos. Não são as palavras que fazem a diferença. É a demonstração clara de que se está disponível, interessado em ajudar.
Mas precisa ser alguém disponível que saiba reconhecer que, às vezes, o silêncio é mais importante que um discurso. Philip Yancey destaca que, nos momentos de sofrimento, não são os filósofos que são lembrados, pois não é o muito falar que ameniza a dor.
Quem tenta explicar a dor quase sempre provoca mais sofrimento.
A pessoa que sofre geralmente tem a sensação de que Deus a abandonou. Então, é neste momento que somos chamados a mostrar o amor que Deus não parece demonstrar. Para isso, não precisamos de discursos. Só devemos estar disponíveis. Só temos necessidade de ser o mais natural possível. Na dor, a pessoa quer perceber que a amizade que tinha não mudou.
Demonstrar pena, lamentar, reclamar, dizer frases chavões do tipo “Deus sabe o que faz”... Isto tudo, pouco ajuda. Como eu disse, é preciso ser o mais natural possível.
Se você sempre foi um contador de piadas, mantenha o mesmo comportamento com esse amigo. Se costumavam fazer orações juntos, tenha a mesma atitude. Se gostavam de se reunir para bater papo, tente continuar com essa rotina – procure por alguns momentos esquecer a doença, a perda, a morte que provou o sofrimento.
Philip Yancey faz uma ótima analogia com o comportamento dos pais diante de algum acidente com os filhos. Quando a criança chega chorando, o que fazemos? Geralmente a abraçamos carinhosamente e simplesmente dizemos: “O que foi que aconteceu? Eu estou aqui. Fique calmo”. Nós ouvimos sua reclamação, sua dor. E respondemos com nosso carinho e atenção. Portanto, se quiser ajudar, saiba que o sofredor precisa mesmo é do abraço, da verdadeira amizade.
Estou longe de ser essa pessoa. Sou racional demais. Frio demais para tornar mais leve a dor de quem precisa de ajuda.
Entretanto, tenho descoberto coisas interessantes. Quero compartilhar um pouco com você. Tenho lido a obra “Onde está Deus quando chega a dor”. Trata-se de um livro do premiado escritor cristão Philip Yancey.
Nessa obra, o autor compartilha algumas lições que ele mesmo aprendeu após exaustiva pesquisa.
Uma delas é de que, para quem sofre, nada é mais importante que saber que ainda se tem amigos. Não são as palavras que fazem a diferença. É a demonstração clara de que se está disponível, interessado em ajudar.
Mas precisa ser alguém disponível que saiba reconhecer que, às vezes, o silêncio é mais importante que um discurso. Philip Yancey destaca que, nos momentos de sofrimento, não são os filósofos que são lembrados, pois não é o muito falar que ameniza a dor.
Quem tenta explicar a dor quase sempre provoca mais sofrimento.
A pessoa que sofre geralmente tem a sensação de que Deus a abandonou. Então, é neste momento que somos chamados a mostrar o amor que Deus não parece demonstrar. Para isso, não precisamos de discursos. Só devemos estar disponíveis. Só temos necessidade de ser o mais natural possível. Na dor, a pessoa quer perceber que a amizade que tinha não mudou.
Demonstrar pena, lamentar, reclamar, dizer frases chavões do tipo “Deus sabe o que faz”... Isto tudo, pouco ajuda. Como eu disse, é preciso ser o mais natural possível.
Se você sempre foi um contador de piadas, mantenha o mesmo comportamento com esse amigo. Se costumavam fazer orações juntos, tenha a mesma atitude. Se gostavam de se reunir para bater papo, tente continuar com essa rotina – procure por alguns momentos esquecer a doença, a perda, a morte que provou o sofrimento.
Philip Yancey faz uma ótima analogia com o comportamento dos pais diante de algum acidente com os filhos. Quando a criança chega chorando, o que fazemos? Geralmente a abraçamos carinhosamente e simplesmente dizemos: “O que foi que aconteceu? Eu estou aqui. Fique calmo”. Nós ouvimos sua reclamação, sua dor. E respondemos com nosso carinho e atenção. Portanto, se quiser ajudar, saiba que o sofredor precisa mesmo é do abraço, da verdadeira amizade.
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