Blog do Ronaldo

sexta-feira, maio 21, 2010

Na sexta, uma música

Faz uma eternidade que não atualizo este blog. Há pouco estava procurando uma música para concluir meu sermão. Amanhã, vou estar na igreja Adventista da Vila Sete. Bem, aí vi tanta coisa legal, que gosto muito, e deu vontade de trazer de volta para este espaço a publicação de uma música. Já faço isto no Blog do Ronaldo. Por lá, compartilha uma canção toda segunda-feira. Mas quase sempre uma música secular que eu curto bastante ou que seja significativa dentro de algum contexto especial.

Feita esta introdução, digamos assim... compartilho Melosweet, Providência. Já faz um tempinho que essa canção foi lançada, mas vale relembrar.

segunda-feira, abril 19, 2010

Um olhar sobre "Escrito nas estrelas"

Pra começar, você está assistindo a nova novela das seis? Desde segunda-feira da semana passada, a Rede Globo apresenta "Escrito nas estrelas". Eu vi as chamadas antes da estreia. Também vi algumas outras depois de começar a ser exibida. Lindas. Todas muito lindas. As chamadas são maravilhosas. O enredo é simplesmente encantador.

Eu não tive tempo de ver nenhum capítulo. Neste horário geralmente estou em trânsito, correndo pra faculdade. Vida de jornalista e professor não é fácil. Falta tempo para ver novela. Mas confesso que me senti tentado a ver o folhetim. Talvez, se estivesse em casa, estaria fazendo como milhões de outros brasileiros. Estaria diante da telinha me deixando levar pela obra de Elizabeth Jhin.

O enredo de "Escrito nas estrelas" traz um amor puro - não livre de conflitos, é claro - entre um pai e um filho. Ricardo é o pai; Daniel, o filho. O pai é um médico, que sonhava ter o filho trabalhando com ele, dando continuidade aos seus sonhos. Entretanto, logo no início da trama, Daniel morre. A separação causa dor, sofrimento no coração do pai.

A beleza desse amor e o sofrimento provocado por essa separação foram muito bem explorados nos primeiros capítulos da novela. Mas, vejam que coisa linda, a morte de Daniel apenas separa pai e filho no plano físico. O jovem volta a fazer parte da novela no plano espiritual. Lá está o personagem transitando por alguns núcleos na trama na tentativa de restabelecer contato com o pai e com uma jovem que ele conheceu pouco antes de morrer.

Bem, caro ouvinte, não vou detalhar aqui o enredo de "Escrito nas estrelas". Talvez você conheça melhor que eu. Apenas quero compartilhar algumas coisas com você. A primeira delas, o que vi nessas últimas semanas me encantou. A história, a música de abertura interpretada pela cantora Paula Fernandes, enfim... minhas emoções foram tocadas.

Mas também preciso dizer que este encantamento é perigoso. Não sou preconceituoso. Na verdade, como cristão que sou, diria que sou até liberal demais na perspectiva de algumas pessoas. Entretanto, a novela, como você já notou, tem uma temática espírita. Eu costumo dizer que manter a televisão ligada num programa como este é colocar "fogo estranho" dentro de nossa casa. "Escrito nas estrelas" tem sim uma bela história. Mas a beleza do enredo traz consigo algo que não alimenta nosso espírito. Pelo contrário, nos afasta de nossos princípios e crenças.

O cristão deve ser prudente, sábio. E, nesse caso, parece-me que manter o aparelho desligado é a melhor maneira de abençoar a sua família.

sexta-feira, março 05, 2010

Anestesia, amizades, tempo, nossa vida

Nossa vida pode ser melhor ou pior a cada dia. Depende de nossas atitudes e escolhas. E elas são serem mais acertadas se soubermos aprender com nossos erros e acertos – e também com as lições que outros nos ensinam.


Nessa semana, me encantei com a coluna online publicada pela jornalista Eliane Brum. Dona de mais um prêmio Troféu Mulher Imprensa de melhor repórter de revista, ela está deixando a Época. Fez uma escolha: quer ter tempo para viver. Pretende desenvolver projetos pessoais, continuar escrevendo, mas sem abandonar mão da vida.

A jornalista relembra algumas de suas reportagens nascidas pela fixação em falar sobre a morte. A morte, como diz Eliane, nos faz refletir sobre como viver. Ela sustenta:

- Lidar bem com a certeza que todos temos de morrer um dia, mais cedo ou mais tarde, é fundamental para viver melhor. E para compreender a natureza fugaz e preciosa da vida.

Ao que parece, a jornalista está encontrando o seu jeito de melhor aproveitar o que esta existência oferece.

Atitudes como a dela – que sequer conheço, mas admiro à distância – me fazem pensar nessa rotina louca. Tenho dito aqui dezenas de vezes: temos abdicado da vida por nos dedicarmos ao que ainda não temos e não conquistamos. Talvez devêssemos optar por jeito mais simples de viver para termos a chance de tirar dela o que há de melhor.

Não é fácil abrir mão de certas coisas. Dinheiro, estabilidade, plano de saúde etc, para termos tempo e chance de escolher o que vamos fazer. Ter e manter os amigos, investir nos relacionamentos, por exemplo.

A amizade é uma das coisas mais preciosas que temos. Às vezes, escolhemos caminhos que nos fazem ter poucos amigos ou ter pouco tempo para eles. Em certas circunstâncias perdemos pessoas queridas simplesmente porque deixamos de alimentar o relacionamento. Creio que todos nós experimentamos isto em alguns momentos da vida. Em certas ocasiões me cobro por estar tanto tempo sem falar com gente que amo e que guardo no coração.

Felizmente, a vida parece nos dar novas oportunidades. Elas surgem nas atitudes de alguém ou mesmo num fato que nos inspira a mudar. Noutras situações, a vida nos presenteia e, sabe-se lá por qual razão, traz-nos de volta a chance de retomarmos o que havíamos perdido.

Esta semana me senti assim. Depois de cinco anos, reencontrei uma pessoa muito especial. Nosso contato nesses últimos tempos não foi sequer sombra do que vivemos em nossa amizade. Já havíamos passado por tudo o que bons amigos experimentam. Sorrimos juntos, choramos juntos, mas deixamos escapar essa amizade por nos envolvermos demais com nossos compromissos.

Entretanto, como disse, às vezes a vida nos presenteia com novas oportunidades. Quando por alguns segundos nos abraçamos, a impressão que tivemos era que o tempo não havia passado para nós. O mesmo carinho, respeito, admiração estavam lá bem guardados no coração, apenas esperando a oportunidade de serem revividos.

Depois de conversarmos por minutos que pareciam descolados do relógio, despedimo-nos com a certeza que amizades verdadeiras não morrem. Nas horas seguintes, recordei do texto publicado pela jornalista Eliane Brum. Voltei a pensar no quanto perdemos pelo simples fato de abrirmos mão do controle, do gerenciamento de nosso tempo.

Os dias passam, os meses e anos se vão, a vida se esvai e não nos damos conta que invertemos as prioridades. Anestesiados por esta nova forma de viver, deixamos de sentir os gostos, as texturas, os cheiros e de nos relacionarmos. Como escreveu o pesquisador J. Hillman, este é o tempo de voltarmos a ter sensações reais, concretas. “Devolver a alma ao mundo significa conhecer as coisas. Ter relações íntimas, conhecimento carnal”.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Mulheres musculosas: elas são bonitas

Os padrões de beleza mudam. Mudam-se os tempos, mudam-se os gostos estéticos. Os filósofos gregos quando começaram a discutir o “belo” acabaram por criar uma espécie de cânon de beleza. Alguns daqueles valores referenciaram a sociedade daquela época. Entretanto, outros foram eternizados. Permanecem, pois reproduzem leis invariáveis da estética. Estas estariam relacionadas à capacidade de produzir prazeres autênticos. Platão, por exemplo, fala da relação entre harmonia e bondade de caráter, do bom comportamento, da simplicidade, da alma humana dotada de bons sentimentos, amor. O belo, portanto, não estaria apenas na aparência, naquilo que se vê na exterioridade.

Mas aqui a proposta não é refletir sobre o pensamento teórico que fundamenta as discussões estéticas. Apenas intenciono pensar alto sobre o que publicou a Época na edição desta semana. A revista traz uma ótima reportagem sobre a beleza feminina no século XXI. Com o título “A beleza da força”, a Época sugere que o corpo musculoso parece representar uma nova estética feminina. São mulheres que malham, que gastam horas na academia para definir braços, coxas, abdome, bumbum. Elas têm mais que medidas perfeitas e corpos durinhos – com pouca ou nenhuma flacidez. Possuem músculos.

A pergunta que norteia a reportagem é: essas mulheres saradas são realmente bonitas?

Difícil responder. O assunto é polêmico. Gostos são culturais. E numa sociedade onde se convive com a diversidade, nem sempre o que agrada a um grupo de pessoas é capaz de agradar a todos.

Nas passarelas, por exemplo, não há espaço para mulheres bem torneadas. Lá é o reino das magras, quase anoréxicas. As formas não são valorizadas. Por isso, não é incomum dizer que as modelos são uma espécie de “mulher cabide”.

Os produtos de mídia – na tevê, revistas etc – também destacam as magras. Mas os tipos são um pouco mais variados. As “gostosas” são as que mais fazem sucesso. Elas aparecem nas capas das publicações, são referência de saúde e beleza – além de serem as preferidas dos fotógrafos para as revistas de fofocas e celebridades.

Mas e no mundo real? No reino das milhões de anônimas espectadoras desse padrão estético que domina a moda e a mídia?

Uma coisa é certa: elas estão insatisfeitas. São pressionadas a reproduzirem a beleza das modelos, atrizes e das musas do carnaval. Se olham no espelho e só conseguem ver o que falta. Ou que o que sobra. E é verdade… Anda sobrando muito mais. Afinal, tem crescido o número de pessoas com sobrepeso ou obesidade.

Bem, no mundo real, o que nós homens também opinamos – ou pelo menos gostaríamos de nos fazer ouvidos -, agradam os olhos aquelas que preservam a feminilidade. E aqui a aparência tem importância, mas não é só isto. Somos capazes de ignorar uma ou outra celulite, algumas curvinhas fora do lugar.

Mulheres fortes parecem ocupar o lugar do homem. Músculos são sinais de força – historicamente, característica muito mais masculina.

Desejamos mulheres que sejam diferentes de nós. De corpo e alma. Queremos mulheres que cuidem do corpo, mas que saibam que preferimos formas graciosas e preservem o jeito feminino de ser.

Posted via email from Ronaldo Nezo

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

O que rouba nossa felicidade?

A felicidade é um estado de espírito. Buscamos a felicidade. Mas esta nem sempre é um bem que se alcança. Por vezes, ela também nos escapa. E, por incrível que pareça, em várias circunstâncias, por nossas próprias escolhas. 

Há inúmeras situações que roubam nossa felicidade. Nem sempre temos controle disso. São fatores externos, alheios a nós. Porém, tenho notado que também criamos condições para que esse sentimento bom nos abandone. Eu diria que buscamos a nossa própria derrota. E a frase "eu era feliz e não sabia" se torna uma verdade. 

Embora a definição de Sócrates para a felicidade possa parecer um tanto confusa, ela traz algumas verdades eternas. O filósofo grego ensina a bem pensar para bem viver. Ele aponta que a única maneira de alcançar a felicidade é através da prática da virtude. E a virtude se adquire com a sabedoria. A virtude é o agir corretamente, é procurar fazer o bem. 

Não é simples fazer o bem. Não é simples ter uma vida irrepreensível. Atos virtuosos, segundo Sócrates, são resultado da sabedoria - uma virtude de alma que é concedida pelo divino, por Deus. Para o filósofo, ser sábio é mais que agir racionalmente; é ter controle sobre o corpo, ter domínio de si mesmo. Ele ainda lista outros aspectos essenciais: a humildade, o conhecimento, a justiça, a piedade.

Logo, quem pratica a virtude é feliz. 

Tarefa difícil. Difícil, porque somos impelidos a viver o contrário disso tudo. Queremos o que não temos, amamos o que não podemos, odiamos o que deveríamos amar, priorizamos nossos anseios e prazeres; abnegação, negação do próprio eu nos parecem pesos que não podemos suportar. 

Como dominar os desejos? Como controlar as vontades? Como ser humilde quando o mundo nos parece agressivo, intolerante, prepotende? Como ceder se tudo se resume em competir? Como ser justo se a justiça nos falta? Como ter piedade se o que notamos é o egoísmo, a falta de compaixão? Como bem querer se nos sentimos odiados, invejados, apunhalados pelos próprios amigos?

Acontece que a paixão momentânea - aquela que nos conduz a atropelar o que Sócrates chama de "prática da virtude" - rapidamente se esvai, como grãos de areia que escorrem por entre os dedos e escapam de nossas mãos. Sobram a desilusão, a solidão, a culpa, o arrependimento, o sofrimento, a infelicidade. 

É verdade... Uma vida virtuosa não causa euforia. Talvez por isso sugere ser tão chata, sem graça. Queremos experimentar grandes emoções. Entretanto, a prática da virtude, embora não prometa acelerar o ritmo de nosso coração, garante calma, paz de espírito. E, ainda que me aborreça admitir, nada faz alguém mais feliz que estar em paz. 

Posted via email from Ronaldo Nezo

terça-feira, fevereiro 09, 2010

A igreja e a sexualidade

Dia desses trato desse assunto por aqui. Por enquanto, sugiro a leitura de uma breve entrevista com um pesquisador cristão sobre o assunto. Entre outras coisas ele diz:

A sexualidade é um não-tema. Pode-se viver e morrer numa igreja evangélica por 70 anos e nunca ouvir um estudo sobre o assunto. A grande realidade: ainda é um tema-tabu. A minoria que estuda, o faz, em geral, com dois defeitos: primeiro, não leva em conta a contribuição científica e, segundo, 99% dos livros e palestras que estão por aí são de uma linha só, que é a conservadora. A Igreja ainda não aprendeu a ouvir os diversos pontos de vista que foram sendo construídos na teologia. Então, é um quadro gerador de culpas e neuroses: aí estão os psicólogos e psiquiatras seculares para atestar isso.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Quem tem medo do mundo real?

Anos atrás este não seria um assunto a ser discutido. Ter uma vida paralela era sinônimo de segredos reais, no mundo real. Algo do tipo "relacionamento proibido", "amante", "histórias escondidas no passado"... Fatos que não podiam ser revelados - por envergonhar ou pelo potencial de escândalo. Nunca se imaginava que o real pudesse se confundir com o virtual, onde o imaginário se torna tão ou mais importante que as experiências concretas, que se dão num determinado tempo e lugar. 

Nesta semana, depois de deixar a casa mais vigiada do Brasil, a jovem Tessalia postou no Twitter: "Acho que me dou melhor com pessoas virtuais mesmo". Tessalia foi eliminada do Big Brother Brasil. Teve 78% dos votos. Uma rejeição recorde num paredão triplo. Ela foi reprovada por boa parte dos concorrentes ao prêmio do programa. Também desagradou muita gente aqui fora. 

Não tenho aqui a intenção de discutir o comportamento da paranaense. Nem pretendo apontar os motivos que resultaram em sua eliminação do BBB. Quero apenas refletir sobre a frase que publicou no microblog. Em poucas palavras, Tessalia resumiu uma grande verdade. Hoje, não são raras as pessoas que preferem o mundo virtual ao real. A vida virtual, construída nas relações que se dão pela rede mundial de computadores, parece exigir menos comprometimento. Os conflitos podem ser eliminados pelo simples ato de deletar ou excluir um perfil. 

Tessalia é um exemplo dessa geração virtual. A jovem tem cerca de 100 mil seguidores no Twitter. Gente que acompanha e interage com a paranaense. Pela rede, Tessalia faz amigos, conversa, se diverte. Ela se revela, dá opinião, é "dona de si". Mas e no mundo real? No trato com as pessoas, no dia-a-dia, dentro de uma casa vigiada por câmeras, sob o olhar de milhões de espectadores, essa garota, que faz sucesso nas redes sociais, simplesmente sucumbiu. Por isso, ao dizer que se dá melhor com pessoas virtuais, Tessalia aponta que há uma nova forma de viver, de se relacionar, de fugir. É o grito de alguém que reconhece ter dificuldades para atender as expectativas do outro. 

Ela não é única. A internet, as novas tecnologias, as redes sociais formam um universo paralelo que nos realiza e dá prazer. Parecem atender nossos sentidos, a vontade de ser alguém. Nela, fugimos ou nos revelamos. Somos anônimos ou celebridades. Podemos usar todas as máscaras, correr riscos, falar o que desejamos, dar vazão aos nossos instintos de "voyer" expiando, monitorando a vida alheia. Conseguimos nos realizar sendo o que gostaríamos de ser e não o que de fato somos no mundo real. 

O problema é que, quando desligamos o computador, saímos da rede, nos confrontamos com a dura realidade. Nela temos de olhar nos olhos, falar ou agir diante de pessoas que nos veem, que sentem as palpitações de nosso coração. O medo, a insegurança, o desejo de sermos queridos, desejados, aprovados nos sobressaltam, assustam.

Mas se a fuga para o virtual nos consola; por outro lado, não põe fim a eterna angústia de nos sentirmos gente. Se abrirmos mão das pessoas reais, do mundo real, estaremos abdicando do direito de viver.  

Posted via email from Ronaldo Nezo

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Queremos ser notados

Quando foi a última vez que você reparou em seu parceiro? Se for namorado ou namorada, a chance é maior disso ter acontecido recentemente. Quem sabe, ainda hoje. Há poucas horas, ou minutos.

E se for casado? Vem cá... Me conte: você notou quando ela mexeu nos cabelos da última vez?

Não tenho a intenção de fazer uma série "por que os relacionamentos morrem". Mas deixar de ver o parceiro é um outro fator que colabora para o desgaste de um relacionamento. Podem ser coisas simples. Uma blusa nova, um penteado diferente, a cor das unhas, o brinco novo. As mulheres gostam de ser notadas. Tudo que diz respeito à imagem, a aparência delas é importante. E amam quando alguém observa que há algo diferente nelas.

Os homens não se preocupam tanto com isto. É claro que alguns deles também sentem falta de comentários do tipo: "ah... gostei da sua camisa"; "que bonitos os seus sapatos", ou ainda "o que você fez nos cabelos? Estão mais bonitos!". Afinal, a vaidade também está na moda entre nós. E, convenhamos, todo mundo gosta de um elogio.

Por natureza, as mulheres são mais observadoras. Ainda esta semana estava pensando sobre isto. Voltei das férias, retornei ao trabalho e uma pequena mudança no meu visual foi notada basicamente pelas garotas. Elas batem os olhos e já sabem o que há de diferente. E o melhor: falam, comentam, elogiam. Em alguns momentos, é o tipo de coisa que a pessoa precisa ouvir, até para se sentir importante.

Para certos homens isto parece "frescura". Argumentam: "que importância tem a cor do cabelo dela? Por que preciso notar que minha mulher pintou de novo os cabelos? Ou mexeu nas franjas?". Entretanto, volto a dizer, fazer esse tipo de observação mexe com o ego, valoriza a mulher, revela que cada pequena atitude da parceira tem valor para ele.

Como os homens têm uma visão macro, são racionais demais, não se ligam nos detalhes, essa tarefa parece ser das mais difíceis. Mas dá para aprender. Vale treinar. Ficar atento. Tirar os olhos da tevê, do jornal, desligar-se por alguns segundos dos problemas, do trabalho, das preocupações com o dinheiro e olhar. Olhar para quem está do lado. Reparar na roupa que ela está usando, como começou o dia, como preparou a mesa do café.

Sabe, isto vale não apenas para as relações amorosas, para os casais. Ter um olhar mais atento, ver as pessoas, colegas de trabalho, amigos, gente próxima e até que não é tão íntimo, ajuda a aproximar, abrir caminhos, ganhar a confiança, conquistar. Todos querem ser notados. Quando notados, sentem-se vivos, importantes.

Posted via email from Ronaldo Nezo

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Na segunda, uma música

Quero compartilhar uma música maravilhosa de Amy Grant. A cantora americana é uma das mais premiadas artistas da música cristã contemporânea. Além de grande intérprete, é uma respeitada compositora.
A canção que escolhi é bastante conhecida, "Father's Eyes". Não revela toda a arte de Amy Grant. Há músicas ainda mais belas. Mas esta tem um significado especial pra mim.

Ela começa dizendo:

Eu posso não ser tudo o que mamãe sonhou pra sua garotinha

E meu rosto pode até não agradar a todo mundo
Mas, tudo bem. Enquanto eu puder por um desejo vou orar
E, ao falar dessa oração, revela que seu maior desejo é ouvir as pessoas dizerem:

Ela tem os olhos do Pai, os olhos de seu Pai.

Olhos que encontram o bem nas coisas, quando o bem não é evidente
Olhos que encontram um modo de ajudar, quando a ajuda não pode ser achada
Olhos cheios de compaixão, que enxergam toda dor
Conhece o que você está passando, e tem o mesmo sentimento.
Aqui, você assiste Amy Grant numa versão acústica - voz e violão.


</object>

Para conhecer mais sobre a cantora e compositora, acesse o site dela.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Por que os relacionamentos morrem?

Não há resposta simples. Há várias possibilidades. Entretanto, um motivo em especial me chama a atenção: o abandono da relação. Os relacionamentos esfriam e morrem quando são ignorados por um ou ambos os parceiros. Se o fogo não é alimentado, a chama se apaga.

 

Gosto de pensar a relação como uma pequena fogueira. Entendo a metáfora como apropriada. Afinal, no local onde há fogo, minutos antes existiam apenas alguns pedaços de madeira – ou nem isso. E as chamas de um instante para o outro podem se tornar apenas cinzas. O que determina a manutenção delas é o cuidado para que não falte combustível.

 

Assim funcionam os relacionamentos. Duas pessoas se conhecem e, quando isso acontece, se algo desperta atenção de uma delas, inicia-se um processo de conquista. Pequenas – ou grandes - atitudes tentam aproximar, chamar atenção e despertar o sentimento do outro. Sentimento este que pode, inicialmente, ser apenas de atração, mas que eventualmente se torna paixão ou amor.

 

A conquista é uma fase maravilhosa. Vale tudo para se chegar ao coração. As palavras, os gestos, os olhares... Tudo parece meticulosamente pensado. Claro, as ações nem sempre são conscientes. Mas há uma vontade, um desejo que as move. Essas atitudes têm um objetivo. Por isso, é necessário se esforçar. Há um envolvimento nessa “tarefa”. Pensa-se, discute-se, sonha-se sobre o assunto. Ninguém conquista nada e nem ninguém de braços cruzados.

 

Entretanto, curiosamente, a maioria das pessoas se dá por satisfeita quando alcança seu alvo. Se a intenção era conquistar o coração de alguém, iniciada a relação, passa-se por um período de euforia (motivado pelo sentimento de vitória, de realização), e aos poucos se entra numa nova fase. Mais calma? Não diria. Diria que se trata de uma fase de acomodação. Acomodação que pode resultar no abandono da relação.

 

Por que as ligações para o parceiro não são feitas com a mesma intensidade? Por que os recadinhos deixados sobre a mesa – ou na caixa de mensagens, no celular, enfim... – simplesmente desaparecem? Por que os presentes se tornam tão escassos? Por que os elogios, as palavras de carinho são substituídos pelo silêncio ou até mesmo por críticas e agressões verbais?

 

Somos mesmo seres muito complexos. Nosso comportamento sugere que acreditamos na máxima de que “uma vez conquistado, para sempre conquistado”. Mas não funciona assim. Não somos assim. As atitudes que encantaram na fase da conquista não podem jamais ser negligenciadas. Foram elas que aproximaram duas pessoas e despertaram o sentimento tão especial que fez com que desejassem se entregar e estarem juntas.

 

Sabe, conheço pessoas que até tentam manter as mesmas ações, gestos e palavras. Mas aos poucos se tornam tão mecânicas que o “eu te amo”, “te adoro”, “te quero” passaram a soar como obrigação. Falta sentimento, falta verdade. Há um esquecimento de que a relação se renova com a capacidade de surpreender, fazer novo, diferente a cada dia.

 

Só quem descobre que a vida do relacionamento se dá num exercício diário é capaz de ser feliz.

Posted via email from Ronaldo Nezo

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Na segunda, uma música

Tenho tentado trazer aqui, às segundas-feiras, uma música que seja significativa pra mim. Hoje, apresento uma banda cristã de rock formada por três irmãs. Rebecca, Alyssa e Lauren Barlow formam a Barlow Girl. Essas jovens têm várias canções belíssimas. Uma delas fala muito ao meu coração. Trata-se de Beatiful Ending. A música revela a tragédia que se tornou a vida humana tendo perdido Deus como referência de tudo. Aponta que nos esquecemos que não somos nós, mas Ele é quem faz o coração bater. E me encanta quando diz:

<em>Então me diga
Qual é o nosso final?
Será que vai ser bonito
Tão bonito?
Será que a minha vida
Encontra o seu lado?</em>

Creio que vale a pena ouvir. E caso queira refletir na poesia da música, aqui está disponível a letra original e sua tradução.

</object>

PS- Caso queira conhecer mais sobre o grupo, veja aqui. E aqui a música de maior sucesso da banda.

Posted via email from Ronaldo Nezo

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Construindo o futuro

Ando meio sumido... Os textos, escassos. Clima de férias? Sim. E mais que isso. Considero os últimos dias de dezembro e os primeiros de janeiro essenciais para definir como essenciais para definir a vida ao longo de todo um ano. Verdade que é impossível prever tudo. Não dá sequer para traçar com exatidão como será a próxima semana. Os próximos 12 meses? Seria muita pretensão. Ainda assim, é tempo de avaliação. E nada melhor que permanecer introspectivo, ouvir mais que falar, sentir mais que tocar.

No último dia de 2009, postei no blog um texto com o título “2010. Somos nós que construímos”. Uma amiga elogiou a abordagem e apontou que se tratava de uma reflexão consciente para aquele momento. O melhor texto que tinha lido na passagem de ano. Achei exagerado, mas fiquei honrado com o comentário. O motivo é bastante simples: não adiante esperar que caia do céu o ano que desejamos. Nós temos o dever de torná-lo especial, único e de grandes conquistas.

Se notarmos, o que estamos vivendo hoje não é muito diferente do que experimentamos dias atrás quando ainda estávamos em 2009. Isto quer dizer que 2010 é apenas continuidade da vida que já tínhamos. O fato de encerrarmos um ano e iniciarmos outro significa mudança se ela acontecer dentro de nós. A diferença do calendário só se dá na prática se construirmos as mudanças que desejamos. Como havia dito no post, a passagem de ano é simbólica. Podemos tornar especiais os próximos dias do ano novo ou simplesmente repetir tudo que fizemos em 2009. A escolha é nossa.

Se nossa atitude em relação a 2010 for positiva, poderemos construir um ano marcante, transformador – para nós e para as pessoas que nos cercam. Não é o ano que nos presenteia com coisas boas. Somos nós os responsáveis por fazer de 2010 um ano espetacular. Esperar que 2010 nos traga vitórias, abrindo mão de lutar por elas, é abdicar da oportunidade que nos é dada de experimentar a vida plenamente.

Aprendi um pouco mais sobre isto nessa última semana. Passei alguns dias longe de tudo, numa fazenda. O proprietário é um produtor de soja. Fiquei admirado da loteria que ele vive a cada ano. De olho no tempo, esperando a chuva no tempo certo, a aposta por uma boa safra é milionária. Confesso que teria dificuldade para viver como vivem os agricultores. Eles prepararam a terra, plantam, cuidam da lavoura e aguardam... Aguardam pela água, pelo sol, pela temperatura adequada. Se um desses fatores não corresponder à expectativa, a colheita pode ser um fracasso.

Foi isso que aconteceu na safrinha (no meio do ano). Na região onde mora esse fazendeiro, ele e outros produtores tiveram prejuízo. Ficaram com dívidas. Muitas dívidas. Mas não desanimaram. Apostaram mais uma vez, trabalharam firme, o tempo tem colaborado e tudo leva a crer que a safra será recorde. Pude notar que não há agricultor pessimista. As contas serão pagas e novos projetos estão sendo feitos.

Por que isto? Simples. Ninguém está esperando apenas pelos céus. Eles sabem que são sujeitos da própria história. Se ficarem de olho no tempo e abrirem mão de fazerem a parte deles, a chuva poderá vir, o sol aparecer, mas a semente não irá germinar, as plantas não crescerão e o sucesso será apenas um sonho.

Compreendi com esses homens do campo as verdades do texto que postei no blog. Nós construímos o futuro. Então, o que estamos esperando?

Posted via email from Ronaldo Nezo

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Na segunda, uma música

Tudo bem... Hoje não é segunda. Mas quando a gente está de férias, qualquer dia é dia. E para manter o hábito, publico hoje a música que queria ter apresentado segunda-feira.

A canção é maravilhosa... Fala da certeza que existe Alguém que sempre está por perto pra ajudar. Fala desse Alguém capaz de nos tomar pelos braços. "Promise of a lifetime", da banda Kutless, trata dessa relação entre o homem e Deus. E da música como forma de expressar a dor, a tristeza, a angústia humana. Vale a pena ouvir.

Aqui, um vídeo produzido por um brasileiro com a canção e sua tradução.

</object>

Mas quem quiser ver um acústico da banda, gravado de forma amadora, pode clicar aqui.

Há várias outras canções dessa banda cristã de rock que são especiais. Também gosto muito de Smile, principalmente por sua letra que resume algo simples e poderoso: "um sorriso diz tudo".

Posted via email from Ronaldo Nezo

quinta-feira, dezembro 31, 2009

2010. Somos nós que construímos

Hoje é 31 de dezembro. Último dia de 2009. Vamos aqui evitar os clichês... Deixar de lado argumentos do tipo “este ano passou rápido demais”. Vamos pensar no que significa este momento... Refletir no que pode representar o início de um novo ano.

A primeira coisa que acho interessante pensar é que 2010 será apenas a continuidade de 2009, que foi a sequência de 2008, 2007, 2006... E assim por diante. O fato de encerrarmos um ano e iniciarmos outro só significa mudança se ela acontecer dentro de nós.

Hoje é quinta-feira. Amanhã é sexta. Hoje ainda é 2009. Amanhã será 2010. O que terá mudado? Apenas um dia no calendário. A diferença quem faz somos nós.

A passagem de ano é simbólica. Podemos tornar especiais os próximos dias do ano novo ou simplesmente repetir tudo que fizemos em 2009. A escolha é nossa.

Quando o relógio der meia-noite e os fogos explodirem no ar, poderemos viver mais do mesmo ou escrever uma nova história. O que faremos?

Se nossa atitude em relação a 2010 for positiva, poderemos construir um ano marcante, transformador – para nós e para as pessoas que nos cercam. Não é o ano que nos presenteia com coisas boas. Somos nós os responsáveis por fazer de 2010 um ano espetacular. Esperar que 2010 nos traga vitórias, abrindo mão de lutar por elas, é abdicar da oportunidade que nos é dada de experimentar a vida plenamente.

Então, decida hoje tornar significativa a virada do calendário. Dê a chance desse sentimento simbólico de mudança se concretizar em sua vida. Faça as melhores escolhas. Busque amar, amar intensamente, todos os dias... Sem preconceitos e sem fazer distinção de raça, cor, gênero ou personalidade. Ame, revele em palavras e reafirme em ações esse sentimento. Você vai notar que, quando o amor é verdadeiro, tudo fica mais fácil, o mundo parece mais colorido e nossos dias se tornam únicos. 

Posted via email from Ronaldo Nezo

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Imagem

Não sou narcisista, mas me preocupo com a imagem. Coisas simples, como manter a barba sempre feita. Talvez por isto, há algum tempo, minha filha insiste em me ver com a barba por fazer. Na semana passada resolvi atendê-la. O resultado não agrada, mas acho que já satisfez a curiosidade da pequena. Satisfez tanto que já disse: "corte a barba, papai. Você está ficando feio" (como se já não fosse por natureza). 

Mas o curioso mesmo é a reação dos amigos, colegas de trabalho. O pessoal se acostuma com uma imagem... Quando mudamos, causa estranheza. Impossível passar despercebido. Já ouvi comentários de todo tipo. Mas, pelo que escutei até o momento, o visual "descuidado" não é o que mais agrada. 

Posted via email from Ronaldo Nezo

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Chegou o Natal... Por que tão rápido?

Hoje é véspera de Natal. Dia 24 de Dezembro. É... Chegou o Natal. Este ano havia prometido que não comentaria coisas do tipo... "Já é novembro... dezembro... O fim do ano está chegando". Ou, "como o ano passou rápido?!". Desde o mês passado, tenho ouvido e lido comentários desse tipo. Todos expressando de alguma forma a impressão de que o tempo passou rápido demais. 

Eu concordo. Sinto a mesma coisa. 

Quando prometi a mim mesmo que evitaria pensar na chegada do Natal, nas festas de fim de ano, meu objetivo era tentar aproveitar cada dia que ainda restava de 2009. Sem me preocupar com o fato de que o ano estava indo embora. 

Ainda não sei se obtive sucesso. Mas confesso que só ontem me dei conta de que o Natal havia mesmo chegado. Foi quando ouvi as primeiras felicitações pela data... Também foi ontem que desejei um "feliz Natal" a alguns amigos - em especial àqueles que só verei na próxima semana ou no ano que vem. 

Na verdade, essa impressão de que o ano passou rápido demais, que 2010 chegou antes mesmo que pudéssemos nos dar conta de estávamos em 2009, é algo muito nosso. Reflexo de nossos hábitos, de nossa maneira de lidar com o tempo. 

A vida apressada é responsável pela abreviação do tempo. Abdicamos de viver. Gastamos nossos dias correndo atrás do vento. Ou, de forma mais objetiva, diria: gastamos nossos dias olhando para o futuro, ignorando o presente. Construímos o amanhã. Esquecemos o hoje. E, quando o amanhã chega, não o aproveitamos. Preferimos mais uma vez olhar para os dias que ainda não temos. Por isso, quando nos damos conta, o tempo passou e nada fizemos. 

Pensava nisto hoje pela manhã... E enquanto pensava recordava de uma breve conversa que tive com uma amiga, ontem à noite. Ela acompanhava o marido a uma partida de futebol. Não, não gosto de partidas de futebol. Mas o futebol dele e dos amigos é uma forma de escapar da rotina, de experimentar a vida de maneira menos responsável e mais prazerosa. Falar alto, rir à toa. Talvez, para minha amiga, seja um tempo descartável ficar ali ao lado do gramado... Desses que jogamos no lixo, aguardando apenas a próxima experiência. Porém, alguns conseguem tornar significativos esses momentos... E eles precisam ser vivenciados. 

São coisas simples, os pequenos prazeres, que nos fazem celebrar a vida. Qual o tempo que dedicamos as coisas que nos satisfazem? O que temos feito com as pessoas que amamos? Qual o tempo que você tem investido para amar a pessoa pelo qual é apaixonado? Ou terá gasto seus dias em bobagens descartáveis que não deixarão nenhuma lembrança boa guardada no coração? 

A impressão de que o tempo está passando rápido demais está diretamente ligada ao fato de nossos dias serem vazios. Quando os preenchemos com experiências prazerosas - e não nos consumimos apenas com a cansativa rotina do trabalho, dos estudos e de outras atividades obrigatórias - conseguimos fazer o relógio andar mais lento, teremos o que contar e não chegaremos ao final do ano com a impressão de que nada fizemos. 

Posted via email from Ronaldo Nezo

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Na segunda, uma música

Emerson Pinheiro é um grande compositor. Também um maestro maravilhoso. Isto torna o trabalho da mulher dele, Fernanda Brum, muito mais expressivo. Fernanda, além de uma voz incrível, tem feito discos surpreendentes. Muito disso, por causa do Emerson.

No ano passado, ele gravou um trabalho solo. E a música título é daquelas de tirar o fôlego. Fala ao coração e revela por que Cristo compreende nossa dor. Ouça e medite.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

É muita responsabilidade

Por conta do texto "Bancas, emoção e formação para a vida", recebi vários emails. Principalmente de meus alunos. Todos foram comoventes. Mexeram com meu coração. A minha futura orientanda Bianca Oliveira escreveu algo que me fez sentir o tamanho da responsabilidade que tenho junto aos alunos. Confesso que deu um certo medo... Compartilho aqui: 

O que percebemos é que vc professor é tudo em um! Não é apenas um professor. É um amigo, um conselheiro, um orientador, uma pessoa que podemos confiar e confindenciar! Te admiramos mto! Esses dias me fizeram uma pergunta: 
Bia, o Nezo não trabalha no sábado né?
- Não, não trabalha, e na sexta à noite tbm não!
- E que horas ele faz as coisas? Domingo? Não dá tempo! E outra, ele que organiza as bancas não é?
- (Risos) Ele é power, e muito mais que isso, é amigo de Deus! 
 
TESTEMUNHO! É isso que vc é naquela faculdade. Por isso é respeitado e considerado um professor e educador de sucesso!
Parabéns. Que Deus continue te abençoando!
Espero trazer alegrias pra vc o ano que vem tbm!!!

O que mais posso dizer? Apenas silenciar-se e pedir a ajuda dEle para corresponder tamanha expectativa. 

Posted via email from Ronaldo Nezo

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Bancas, emoção e formação para a vida

Vivi momentos especiais ontem à noite. Participei das duas últimas bancas de avaliação deste ano. Em ambos os casos, pude notar o crescimento das alunas ao longo do curso. Acompanhei a Polyana e a Maika desde a primeira semana de aulas, quatro anos atrás. Não foi diferente com a turma dela. Vi o desenvolvimento de muitos deles e, quando encerrou a última banca, senti um nó na garganta. Acabava ali um ciclo. Foi a primeira turma que acompanhei ao longo dos quatro anos. Vi "nascer", desenvolver-se e concluir a graduação. 

Quando iniciei minhas considerações em ambas as bancas, expressei um pouco do que sentia em relação a história delas e dos colegas durante o curso. Vi lágrimas em seus olhos. Emoção. Com a Maika, conversei um pouco mais. Vendo-a, lembrava de muito do que experimentei nesses anos na academia. Com a turma dela, comecei definitivamente a construção de uma carreira na educação superior. Nenhuma atividade anterior havia sido tão significativa... Por isso, esses alunos se tornaram tão especiais na formação do que sou hoje para o nosso curso. Se hoje tenho o respeito de todas as turmas, posso dizer que eles contribuíram na definição do meu perfil e caráter como educador. 

Mas a emoção foi ainda maior... Ao meu lado, estava um orientador e um colega jornalista, ambos meus ex-alunos. O Anderson e o Rafael passaram rápido pela minha vida na academia. Mas foram significativos justamente por confirmarem que tinha feito a escolha certa na minha proposta de ensino e relação aluno-professor. Assumi a turma deles como professor substituto. Seis meses apenas. E num momento em que a turma estava desmotivada. Quando encerramos o ciclo, após os elogios, ganhei de presente ser "nome de turma". 

Então, tudo isto se misturou nas minhas considerações... Talvez para alguns, sensibilidade demais para um momento tão formal. Mas não creio que precisa ser apenas normas, cobrança por conteúdos. Elas estavam ali, listadas e esgotadas na continuidade de minha exposição, porém não poderiam silenciar o que representava aquele momento. 

Hoje, compartilho estas emoções, porque fazem parte da minha história e relação com a educação. Nem sempre temos o privilégio de expressar o que certas coisas significam para nós. Mas a academia é para mim mais que um ato formal de oferecer conteúdos. É o espaço para experiências novas, ousadas e de formação de sujeitos, não apenas de técnicos para atuarem no mercado de trabalho. A seriedade na apresentação das teorias, as aulas densas, provocativas, o rigor na cobrança dos trabalhos, a tensão e profundidade das avaliações se aliam ao desejo de que a faculdade seja, de fato, um espaço para um experiência superior. 

Posted via email from Ronaldo Nezo