Mais que a reflexão dos fatos... Nossa vida, nossa história, nossas relações num mundo que precisa de Deus
sexta-feira, maio 21, 2010
Na sexta, uma música
Feita esta introdução, digamos assim... compartilho Melosweet, Providência. Já faz um tempinho que essa canção foi lançada, mas vale relembrar.
segunda-feira, abril 19, 2010
Um olhar sobre "Escrito nas estrelas"
Eu não tive tempo de ver nenhum capítulo. Neste horário geralmente estou em trânsito, correndo pra faculdade. Vida de jornalista e professor não é fácil. Falta tempo para ver novela. Mas confesso que me senti tentado a ver o folhetim. Talvez, se estivesse em casa, estaria fazendo como milhões de outros brasileiros. Estaria diante da telinha me deixando levar pela obra de Elizabeth Jhin.
O enredo de "Escrito nas estrelas" traz um amor puro - não livre de conflitos, é claro - entre um pai e um filho. Ricardo é o pai; Daniel, o filho. O pai é um médico, que sonhava ter o filho trabalhando com ele, dando continuidade aos seus sonhos. Entretanto, logo no início da trama, Daniel morre. A separação causa dor, sofrimento no coração do pai.
A beleza desse amor e o sofrimento provocado por essa separação foram muito bem explorados nos primeiros capítulos da novela. Mas, vejam que coisa linda, a morte de Daniel apenas separa pai e filho no plano físico. O jovem volta a fazer parte da novela no plano espiritual. Lá está o personagem transitando por alguns núcleos na trama na tentativa de restabelecer contato com o pai e com uma jovem que ele conheceu pouco antes de morrer.
Bem, caro ouvinte, não vou detalhar aqui o enredo de "Escrito nas estrelas". Talvez você conheça melhor que eu. Apenas quero compartilhar algumas coisas com você. A primeira delas, o que vi nessas últimas semanas me encantou. A história, a música de abertura interpretada pela cantora Paula Fernandes, enfim... minhas emoções foram tocadas.
Mas também preciso dizer que este encantamento é perigoso. Não sou preconceituoso. Na verdade, como cristão que sou, diria que sou até liberal demais na perspectiva de algumas pessoas. Entretanto, a novela, como você já notou, tem uma temática espírita. Eu costumo dizer que manter a televisão ligada num programa como este é colocar "fogo estranho" dentro de nossa casa. "Escrito nas estrelas" tem sim uma bela história. Mas a beleza do enredo traz consigo algo que não alimenta nosso espírito. Pelo contrário, nos afasta de nossos princípios e crenças.
O cristão deve ser prudente, sábio. E, nesse caso, parece-me que manter o aparelho desligado é a melhor maneira de abençoar a sua família.
sexta-feira, março 05, 2010
Anestesia, amizades, tempo, nossa vida
Nessa semana, me encantei com a coluna online publicada pela jornalista Eliane Brum. Dona de mais um prêmio Troféu Mulher Imprensa de melhor repórter de revista, ela está deixando a Época. Fez uma escolha: quer ter tempo para viver. Pretende desenvolver projetos pessoais, continuar escrevendo, mas sem abandonar mão da vida.
A jornalista relembra algumas de suas reportagens nascidas pela fixação em falar sobre a morte. A morte, como diz Eliane, nos faz refletir sobre como viver. Ela sustenta:
- Lidar bem com a certeza que todos temos de morrer um dia, mais cedo ou mais tarde, é fundamental para viver melhor. E para compreender a natureza fugaz e preciosa da vida.
Ao que parece, a jornalista está encontrando o seu jeito de melhor aproveitar o que esta existência oferece.
Atitudes como a dela – que sequer conheço, mas admiro à distância – me fazem pensar nessa rotina louca. Tenho dito aqui dezenas de vezes: temos abdicado da vida por nos dedicarmos ao que ainda não temos e não conquistamos. Talvez devêssemos optar por jeito mais simples de viver para termos a chance de tirar dela o que há de melhor.
Não é fácil abrir mão de certas coisas. Dinheiro, estabilidade, plano de saúde etc, para termos tempo e chance de escolher o que vamos fazer. Ter e manter os amigos, investir nos relacionamentos, por exemplo.
A amizade é uma das coisas mais preciosas que temos. Às vezes, escolhemos caminhos que nos fazem ter poucos amigos ou ter pouco tempo para eles. Em certas circunstâncias perdemos pessoas queridas simplesmente porque deixamos de alimentar o relacionamento. Creio que todos nós experimentamos isto em alguns momentos da vida. Em certas ocasiões me cobro por estar tanto tempo sem falar com gente que amo e que guardo no coração.
Felizmente, a vida parece nos dar novas oportunidades. Elas surgem nas atitudes de alguém ou mesmo num fato que nos inspira a mudar. Noutras situações, a vida nos presenteia e, sabe-se lá por qual razão, traz-nos de volta a chance de retomarmos o que havíamos perdido.
Esta semana me senti assim. Depois de cinco anos, reencontrei uma pessoa muito especial. Nosso contato nesses últimos tempos não foi sequer sombra do que vivemos em nossa amizade. Já havíamos passado por tudo o que bons amigos experimentam. Sorrimos juntos, choramos juntos, mas deixamos escapar essa amizade por nos envolvermos demais com nossos compromissos.
Entretanto, como disse, às vezes a vida nos presenteia com novas oportunidades. Quando por alguns segundos nos abraçamos, a impressão que tivemos era que o tempo não havia passado para nós. O mesmo carinho, respeito, admiração estavam lá bem guardados no coração, apenas esperando a oportunidade de serem revividos.
Depois de conversarmos por minutos que pareciam descolados do relógio, despedimo-nos com a certeza que amizades verdadeiras não morrem. Nas horas seguintes, recordei do texto publicado pela jornalista Eliane Brum. Voltei a pensar no quanto perdemos pelo simples fato de abrirmos mão do controle, do gerenciamento de nosso tempo.
Os dias passam, os meses e anos se vão, a vida se esvai e não nos damos conta que invertemos as prioridades. Anestesiados por esta nova forma de viver, deixamos de sentir os gostos, as texturas, os cheiros e de nos relacionarmos. Como escreveu o pesquisador J. Hillman, este é o tempo de voltarmos a ter sensações reais, concretas. “Devolver a alma ao mundo significa conhecer as coisas. Ter relações íntimas, conhecimento carnal”.
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
Mulheres musculosas: elas são bonitas
Os padrões de beleza mudam. Mudam-se os tempos, mudam-se os gostos estéticos. Os filósofos gregos quando começaram a discutir o “belo” acabaram por criar uma espécie de cânon de beleza. Alguns daqueles valores referenciaram a sociedade daquela época. Entretanto, outros foram eternizados. Permanecem, pois reproduzem leis invariáveis da estética. Estas estariam relacionadas à capacidade de produzir prazeres autênticos. Platão, por exemplo, fala da relação entre harmonia e bondade de caráter, do bom comportamento, da simplicidade, da alma humana dotada de bons sentimentos, amor. O belo, portanto, não estaria apenas na aparência, naquilo que se vê na exterioridade.
Mas aqui a proposta não é refletir sobre o pensamento teórico que fundamenta as discussões estéticas. Apenas intenciono pensar alto sobre o que publicou a Época na edição desta semana. A revista traz uma ótima reportagem sobre a beleza feminina no século XXI. Com o título “A beleza da força”, a Época sugere que o corpo musculoso parece representar uma nova estética feminina. São mulheres que malham, que gastam horas na academia para definir braços, coxas, abdome, bumbum. Elas têm mais que medidas perfeitas e corpos durinhos – com pouca ou nenhuma flacidez. Possuem músculos.
A pergunta que norteia a reportagem é: essas mulheres saradas são realmente bonitas?
Difícil responder. O assunto é polêmico. Gostos são culturais. E numa sociedade onde se convive com a diversidade, nem sempre o que agrada a um grupo de pessoas é capaz de agradar a todos.
Nas passarelas, por exemplo, não há espaço para mulheres bem torneadas. Lá é o reino das magras, quase anoréxicas. As formas não são valorizadas. Por isso, não é incomum dizer que as modelos são uma espécie de “mulher cabide”.
Os produtos de mídia – na tevê, revistas etc – também destacam as magras. Mas os tipos são um pouco mais variados. As “gostosas” são as que mais fazem sucesso. Elas aparecem nas capas das publicações, são referência de saúde e beleza – além de serem as preferidas dos fotógrafos para as revistas de fofocas e celebridades.
Mas e no mundo real? No reino das milhões de anônimas espectadoras desse padrão estético que domina a moda e a mídia?
Uma coisa é certa: elas estão insatisfeitas. São pressionadas a reproduzirem a beleza das modelos, atrizes e das musas do carnaval. Se olham no espelho e só conseguem ver o que falta. Ou que o que sobra. E é verdade… Anda sobrando muito mais. Afinal, tem crescido o número de pessoas com sobrepeso ou obesidade.
Bem, no mundo real, o que nós homens também opinamos – ou pelo menos gostaríamos de nos fazer ouvidos -, agradam os olhos aquelas que preservam a feminilidade. E aqui a aparência tem importância, mas não é só isto. Somos capazes de ignorar uma ou outra celulite, algumas curvinhas fora do lugar.
Mulheres fortes parecem ocupar o lugar do homem. Músculos são sinais de força – historicamente, característica muito mais masculina.
Desejamos mulheres que sejam diferentes de nós. De corpo e alma. Queremos mulheres que cuidem do corpo, mas que saibam que preferimos formas graciosas e preservem o jeito feminino de ser.
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
O que rouba nossa felicidade?
terça-feira, fevereiro 09, 2010
A igreja e a sexualidade
A sexualidade é um não-tema. Pode-se viver e morrer numa igreja evangélica por 70 anos e nunca ouvir um estudo sobre o assunto. A grande realidade: ainda é um tema-tabu. A minoria que estuda, o faz, em geral, com dois defeitos: primeiro, não leva em conta a contribuição científica e, segundo, 99% dos livros e palestras que estão por aí são de uma linha só, que é a conservadora. A Igreja ainda não aprendeu a ouvir os diversos pontos de vista que foram sendo construídos na teologia. Então, é um quadro gerador de culpas e neuroses: aí estão os psicólogos e psiquiatras seculares para atestar isso.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Quem tem medo do mundo real?
quinta-feira, janeiro 28, 2010
Queremos ser notados
segunda-feira, janeiro 25, 2010
Na segunda, uma música
A canção que escolhi é bastante conhecida, "Father's Eyes". Não revela toda a arte de Amy Grant. Há músicas ainda mais belas. Mas esta tem um significado especial pra mim.
Ela começa dizendo:
Eu posso não ser tudo o que mamãe sonhou pra sua garotinha
E meu rosto pode até não agradar a todo mundo
Mas, tudo bem. Enquanto eu puder por um desejo vou orar
E, ao falar dessa oração, revela que seu maior desejo é ouvir as pessoas dizerem:
Ela tem os olhos do Pai, os olhos de seu Pai.
Olhos que encontram o bem nas coisas, quando o bem não é evidente
Olhos que encontram um modo de ajudar, quando a ajuda não pode ser achada
Olhos cheios de compaixão, que enxergam toda dor
Conhece o que você está passando, e tem o mesmo sentimento.
Aqui, você assiste Amy Grant numa versão acústica - voz e violão.
Para conhecer mais sobre a cantora e compositora, acesse o site dela.
sexta-feira, janeiro 22, 2010
Por que os relacionamentos morrem?
Não há resposta simples. Há várias possibilidades. Entretanto, um motivo em especial me chama a atenção: o abandono da relação. Os relacionamentos esfriam e morrem quando são ignorados por um ou ambos os parceiros. Se o fogo não é alimentado, a chama se apaga.
Gosto de pensar a relação como uma pequena fogueira. Entendo a metáfora como apropriada. Afinal, no local onde há fogo, minutos antes existiam apenas alguns pedaços de madeira – ou nem isso. E as chamas de um instante para o outro podem se tornar apenas cinzas. O que determina a manutenção delas é o cuidado para que não falte combustível.
Assim funcionam os relacionamentos. Duas pessoas se conhecem e, quando isso acontece, se algo desperta atenção de uma delas, inicia-se um processo de conquista. Pequenas – ou grandes - atitudes tentam aproximar, chamar atenção e despertar o sentimento do outro. Sentimento este que pode, inicialmente, ser apenas de atração, mas que eventualmente se torna paixão ou amor.
A conquista é uma fase maravilhosa. Vale tudo para se chegar ao coração. As palavras, os gestos, os olhares... Tudo parece meticulosamente pensado. Claro, as ações nem sempre são conscientes. Mas há uma vontade, um desejo que as move. Essas atitudes têm um objetivo. Por isso, é necessário se esforçar. Há um envolvimento nessa “tarefa”. Pensa-se, discute-se, sonha-se sobre o assunto. Ninguém conquista nada e nem ninguém de braços cruzados.
Entretanto, curiosamente, a maioria das pessoas se dá por satisfeita quando alcança seu alvo. Se a intenção era conquistar o coração de alguém, iniciada a relação, passa-se por um período de euforia (motivado pelo sentimento de vitória, de realização), e aos poucos se entra numa nova fase. Mais calma? Não diria. Diria que se trata de uma fase de acomodação. Acomodação que pode resultar no abandono da relação.
Por que as ligações para o parceiro não são feitas com a mesma intensidade? Por que os recadinhos deixados sobre a mesa – ou na caixa de mensagens, no celular, enfim... – simplesmente desaparecem? Por que os presentes se tornam tão escassos? Por que os elogios, as palavras de carinho são substituídos pelo silêncio ou até mesmo por críticas e agressões verbais?
Somos mesmo seres muito complexos. Nosso comportamento sugere que acreditamos na máxima de que “uma vez conquistado, para sempre conquistado”. Mas não funciona assim. Não somos assim. As atitudes que encantaram na fase da conquista não podem jamais ser negligenciadas. Foram elas que aproximaram duas pessoas e despertaram o sentimento tão especial que fez com que desejassem se entregar e estarem juntas.
Sabe, conheço pessoas que até tentam manter as mesmas ações, gestos e palavras. Mas aos poucos se tornam tão mecânicas que o “eu te amo”, “te adoro”, “te quero” passaram a soar como obrigação. Falta sentimento, falta verdade. Há um esquecimento de que a relação se renova com a capacidade de surpreender, fazer novo, diferente a cada dia.
Só quem descobre que a vida do relacionamento se dá num exercício diário é capaz de ser feliz.
segunda-feira, janeiro 18, 2010
Na segunda, uma música
Qual é o nosso final?
Será que vai ser bonito
Tão bonito?
Será que a minha vida
Encontra o seu lado?</em>Creio que vale a pena ouvir. E caso queira refletir na poesia da música, aqui está disponível a letra original e sua tradução.
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Construindo o futuro
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Na segunda, uma música
quinta-feira, dezembro 31, 2009
2010. Somos nós que construímos
Hoje é 31 de dezembro. Último dia de 2009. Vamos aqui evitar os clichês... Deixar de lado argumentos do tipo “este ano passou rápido demais”. Vamos pensar no que significa este momento... Refletir no que pode representar o início de um novo ano.
A primeira coisa que acho interessante pensar é que 2010 será apenas a continuidade de 2009, que foi a sequência de 2008, 2007, 2006... E assim por diante. O fato de encerrarmos um ano e iniciarmos outro só significa mudança se ela acontecer dentro de nós.
Hoje é quinta-feira. Amanhã é sexta. Hoje ainda é 2009. Amanhã será 2010. O que terá mudado? Apenas um dia no calendário. A diferença quem faz somos nós.
A passagem de ano é simbólica. Podemos tornar especiais os próximos dias do ano novo ou simplesmente repetir tudo que fizemos em 2009. A escolha é nossa.
Quando o relógio der meia-noite e os fogos explodirem no ar, poderemos viver mais do mesmo ou escrever uma nova história. O que faremos?
Se nossa atitude em relação a 2010 for positiva, poderemos construir um ano marcante, transformador – para nós e para as pessoas que nos cercam. Não é o ano que nos presenteia com coisas boas. Somos nós os responsáveis por fazer de 2010 um ano espetacular. Esperar que 2010 nos traga vitórias, abrindo mão de lutar por elas, é abdicar da oportunidade que nos é dada de experimentar a vida plenamente.
Então, decida hoje tornar significativa a virada do calendário. Dê a chance desse sentimento simbólico de mudança se concretizar em sua vida. Faça as melhores escolhas. Busque amar, amar intensamente, todos os dias... Sem preconceitos e sem fazer distinção de raça, cor, gênero ou personalidade. Ame, revele em palavras e reafirme em ações esse sentimento. Você vai notar que, quando o amor é verdadeiro, tudo fica mais fácil, o mundo parece mais colorido e nossos dias se tornam únicos.
quarta-feira, dezembro 30, 2009
Imagem
Não sou narcisista, mas me preocupo com a imagem. Coisas simples, como manter a barba sempre feita. Talvez por isto, há algum tempo, minha filha insiste em me ver com a barba por fazer. Na semana passada resolvi atendê-la. O resultado não agrada, mas acho que já satisfez a curiosidade da pequena. Satisfez tanto que já disse: "corte a barba, papai. Você está ficando feio" (como se já não fosse por natureza).
quinta-feira, dezembro 24, 2009
Chegou o Natal... Por que tão rápido?
terça-feira, dezembro 22, 2009
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Na segunda, uma música
No ano passado, ele gravou um trabalho solo. E a música título é daquelas de tirar o fôlego. Fala ao coração e revela por que Cristo compreende nossa dor. Ouça e medite.
sexta-feira, dezembro 18, 2009
É muita responsabilidade
- Bia, o Nezo não trabalha no sábado né?
- Não, não trabalha, e na sexta à noite tbm não!
- E que horas ele faz as coisas? Domingo? Não dá tempo! E outra, ele que organiza as bancas não é?
- (Risos) Ele é power, e muito mais que isso, é amigo de Deus!
TESTEMUNHO! É isso que vc é naquela faculdade. Por isso é respeitado e considerado um professor e educador de sucesso!
Parabéns. Que Deus continue te abençoando!
Espero trazer alegrias pra vc o ano que vem tbm!!!